F1: Ferrari ainda não pode priorizar Hamilton; entenda o motivo

A Ferrari voltou a enfrentar dúvidas sobre a forma de administrar Lewis Hamilton e Charles Leclerc depois do GP da Itália. O contato entre os dois logo na primeira volta em Monza reacendeu a discussão sobre ordens de equipe e sobre a possibilidade de a Scuderia concentrar seus esforços no britânico na disputa pelo título.

Apesar de Hamilton estar melhor colocado no campeonato, a avaliação dentro e fora da equipe é de que ainda não chegou o momento de transformar um dos pilotos em número 1.

Leclerc ainda tem chances matemáticas de título

Para Nico Rosberg, a principal razão é simples: Charles Leclerc ainda está matematicamente vivo na disputa pelo Mundial.

Além disso, o monegasco possui uma relação histórica importante com a Ferrari e continua sendo tratado como uma das principais referências esportivas da equipe.

Por isso, favorecer Hamilton agora significaria retirar de Leclerc uma oportunidade que, ao menos matematicamente, ainda existe.

Na visão de Rosberg, a Ferrari precisa continuar oferecendo condições semelhantes aos dois enquanto ambos permanecerem na disputa.

Mais adiante, porém, o cenário poderá mudar.

Hamilton Foto: XPB Images
Hamilton Foto: XPB Images

Hamilton está 76 pontos atrás da liderança

Lewis Hamilton ocupa a terceira posição do campeonato com 191 pontos.

O britânico está 76 pontos atrás do líder Kimi Antonelli, que soma 267, e apenas dez atrás de George Russell, segundo colocado com 201.

Charles Leclerc aparece em quinto, com 155 pontos.

Entre os dois pilotos da Ferrari está Lando Norris, da McLaren, com 171.

A diferença de 36 pontos entre Hamilton e Leclerc deixa o britânico em posição claramente melhor, mas ainda não suficiente para que a equipe abandone completamente as chances do monegasco.

Hamilton acredita que decisão poderia ter vindo antes

Depois da corrida em Monza, Hamilton adotou um tom diferente.

O heptacampeão indicou que, em sua avaliação, talvez já seja tarde para a Ferrari começar a trabalhar com uma prioridade clara.

Mesmo assim, afirmou que seguirá tentando maximizar seus resultados nas próximas etapas.

O comentário mostra que Hamilton enxerga o campeonato de maneira mais urgente, principalmente pela distância já construída pelos pilotos que aparecem à sua frente.

Vasseur usa McLaren como exemplo

Fred Vasseur também evitou indicar qualquer mudança imediata na política interna.

O chefe da Ferrari citou como exemplo uma situação envolvendo a McLaren na temporada anterior.

Segundo ele, apostar cedo demais em apenas um piloto poderia acabar prejudicando a própria equipe caso o cenário do campeonato mudasse posteriormente.

A avaliação é de que decisões desse tipo precisam ser tomadas apenas quando a matemática e o contexto esportivo realmente justificarem abandonar as chances de um dos lados da garagem.

Monza aumenta pressão por definição

O contato entre Hamilton e Leclerc na primeira volta do GP da Itália aumentou ainda mais a atenção sobre a convivência dos dois.

A Ferrari já vinha tentando manter tratamento equilibrado, mas a proximidade nas pistas começa a criar situações mais delicadas.

Vasseur reconhece que em algum momento poderá ser necessário definir prioridades, especialmente se apenas um dos pilotos continuar com chances reais de título.

Por enquanto, porém, a ordem é evitar uma escolha precipitada.

Hamilton está mais próximo da liderança e aparece como a principal esperança da Ferrari na classificação. Ainda assim, enquanto Leclerc continuar matematicamente na disputa, a equipe pretende manter os dois com oportunidades semelhantes.

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