A Fórmula 1 estreia neste fim de semana no Madring, novo circuito de rua de Madri que passa a receber o GP da Espanha. Como o traçado ainda é completamente desconhecido na prática para pilotos e equipes, a preparação no simulador ganhou um peso ainda maior nos dias que antecedem a corrida.
Max Verstappen já teve seu primeiro contato virtual com a pista e acredita que a etapa espanhola pode apresentar dificuldades acima da média. Para o tetracampeão, o maior desafio será entender rapidamente o comportamento do carro assim que os treinos começarem.
Madring terá 22 curvas e trecho de alta velocidade
O novo circuito possui 5,47 quilômetros de extensão e 22 curvas.
Apesar de ser uma pista de rua, a expectativa é que os carros alcancem velocidades máximas próximas de 320 km/h em alguns pontos.
O traçado também apresenta uma diferença de elevação de aproximadamente 10 metros.
Entre suas características mais marcantes está a curva conhecida como La Monumental, que possui cerca de meio quilômetro de extensão e inclinação de 24%.
A combinação de setores rápidos com várias curvas técnicas deve exigir bastante dos pilotos durante a estreia.
Verstappen prevê pilotagem complicada
Depois de experimentar o Madring no simulador, Verstappen não escondeu que considera o circuito exigente.
Segundo o holandês, ainda é muito difícil prever qual será exatamente o nível de competitividade da Red Bull.
A quantidade de curvas tecnicamente complicadas chamou sua atenção durante os trabalhos de preparação.
Por ser um circuito de rua, também há menos margem para erros, principalmente durante as primeiras voltas do fim de semana, quando pilotos ainda estarão procurando referências de frenagem e conhecendo melhor as zebras e os limites da pista.
Aderência será uma das principais incógnitas
Outro ponto levantado por Verstappen é o nível de aderência.
Os dados obtidos no simulador ajudam no entendimento do traçado, mas não conseguem reproduzir com precisão o comportamento real do asfalto.
Por isso, a sexta-feira será fundamental.
A Red Bull pretende utilizar as primeiras sessões para avaliar o grip disponível e entender como a superfície evolui com a passagem dos carros.
Essas informações serão importantes para definir o acerto e a estratégia utilizados no restante do final de semana.

Treinos terão importância ainda maior
Em uma pista já conhecida, as equipes chegam com anos de informações acumuladas.
No Madring, esse banco de dados praticamente não existe.
Verstappen acredita que isso torna os treinos livres ainda mais relevantes, principalmente antes da classificação.
Cada volta permitirá reunir informações sobre pneus, consumo de energia, equilíbrio aerodinâmico e resposta do carro em diferentes setores.
A capacidade de interpretar esses dados rapidamente poderá representar uma vantagem importante.
Red Bull quer encontrar ritmo desde o início
A intenção da equipe é evitar perder tempo durante o processo de adaptação.
Como o circuito é novo para todos, Verstappen espera que a Red Bull consiga encontrar um bom ritmo já nas primeiras sessões.
O desafio será transformar rapidamente as referências obtidas no simulador em um acerto eficiente para a pista real.
Com 22 curvas, trechos rápidos e uma inclinada La Monumental, o Madring promete exigir bastante de carros e pilotos. Para Verstappen, a previsão é clara: a estreia do GP da Espanha em Madri deverá ser um dos desafios mais interessantes da temporada.