Nico Rosberg apontou um ponto técnico que pode ajudar a explicar a força da Mercedes diante da Red Bull na temporada 2026 da Fórmula 1.
Na avaliação do campeão mundial de 2016, a principal vantagem da equipe alemã não está necessariamente no motor a combustão, mas na eficiência do sistema elétrico e no aproveitamento da energia armazenada na bateria.
Rosberg considera que a Red Bull-Powertrains-Ford conseguiu desenvolver um motor a combustão extremamente competitivo logo em seu primeiro projeto próprio. Por outro lado, acredita que a Mercedes ainda possui uma vantagem importante na parte elétrica da unidade de potência.
Bateria seria o diferencial da Mercedes
Durante participação no Sky F1 Show, Rosberg explicou que vê características bastante diferentes nas duas unidades de potência.
Segundo ele, o motor a combustão desenvolvido pela Red Bull estaria cerca de 2% acima do Mercedes em potência.
A fabricante alemã, no entanto, conseguiria compensar essa diferença por meio de uma utilização mais eficiente da energia elétrica.
Para Rosberg, esse é justamente um dos pontos em que a experiência acumulada pela Mercedes no desenvolvimento de sistemas híbridos faz diferença.
O ex-piloto afirmou que a Red Bull conseguiu partir praticamente do zero e desenvolver um motor a combustão muito forte, mas ainda possui espaço para evoluir na eficiência energética relacionada à bateria.
Dessa forma, a comparação entre as duas equipes não depende apenas da potência produzida pelo motor térmico.
Red Bull ainda pode evoluir rapidamente
Apesar de apontar a bateria como uma vantagem da Mercedes, Rosberg também destacou o trabalho realizado pela Red Bull-Powertrains-Ford.
Na visão do alemão, construir uma unidade de potência competitiva logo no início de um projeto próprio já representa um avanço significativo.
Por isso, ele acredita que a equipe ainda pode reduzir rapidamente a diferença na parte elétrica.
Rosberg considera que justamente por estar em uma fase inicial de desenvolvimento, a Red Bull pode encontrar ganhos importantes conforme acumula mais dados e experiência com o conjunto.
Essa evolução, segundo sua análise, pode aparecer ainda nas últimas etapas da temporada.

Disputa não depende apenas do motor a combustão
A observação de Rosberg também mostra como a nova geração de unidades de potência da Fórmula 1 tornou a gestão elétrica ainda mais importante.
Ter um motor a combustão forte não significa necessariamente possuir o melhor conjunto durante toda a volta.
A maneira como a energia é recuperada, armazenada e liberada também interfere diretamente no desempenho disponível para o piloto.
É justamente nesse ponto que Rosberg enxerga a Mercedes mais bem posicionada atualmente.
Por outro lado, o ex-piloto não trata essa vantagem como algo definitivo.
Para ele, a Red Bull já demonstrou capacidade de desenvolvimento suficiente para diminuir a diferença e tornar sua unidade de potência mais completa.
Assim, enquanto o motor a combustão da Red Bull chama atenção pela potência, a Mercedes teria na eficiência energética da bateria um importante trunfo na disputa entre as duas equipes em 2026.