A estreia do Madring na Fórmula 1 terminou cercada de críticas. Depois de pilotos reclamarem da dificuldade para ultrapassar, o próprio ministro dos Transportes da Espanha, Oscar Puente, entrou no debate e classificou o GP disputado em Madri de forma bastante negativa.
Segundo o político, a corrida foi um “completo desastre”. A principal reclamação está no desenho do circuito, que proporcionou poucas mudanças de posição na pista e deixou boa parte da prova dependente de estratégia.
Ministro compara Madring a “Mônaco 2”
Oscar Puente usou as redes sociais para criticar diretamente o novo traçado.
Na avaliação dele, o circuito lembra uma espécie de “Mônaco 2”, mas com velocidades maiores.
O ministro também destacou a dificuldade de ultrapassagem e afirmou que a corrida virou praticamente um trem de carros do começo ao fim, com as principais mudanças acontecendo apenas por estratégia.
Essa percepção acabou sendo semelhante à de alguns pilotos que correram no Madring.

Bortoleto também reclamou da corrida
Gabriel Bortoleto foi um dos mais críticos durante o fim de semana.
O brasileiro resumiu sua impressão dizendo que “quase dormi”, reforçando a falta de ação em determinados momentos da prova.
As críticas também vieram de fora do grid. O jornal francês L’Equipe classificou a pista como “uma máquina de sono mortal”, em mais uma reação negativa ao espetáculo apresentado na estreia do circuito.
Antonelli pede mudanças em algumas curvas
Mesmo depois de vencer o GP da Espanha, Kimi Antonelli reconheceu que o desenho da pista precisa de ajustes.
O piloto da Mercedes afirmou que algumas curvas deveriam ser modificadas para criar melhores oportunidades de ultrapassagem.
O comentário ganha peso justamente por partir do vencedor da corrida, que conseguiu aproveitar melhor a estratégia e o momento do Safety Car Virtual.
Ainda assim, nem mesmo o resultado positivo impediu Antonelli de apontar limitações no traçado.
Norris sugere retirar curvas 8 e 9
Lando Norris foi ainda mais específico.
O piloto da McLaren, que largou da pole-position, sugeriu mudanças diretamente nas curvas 8 e 9.
Na visão do britânico, essas duas curvas deveriam ser eliminadas, criando uma reta mais longa até o hairpin.
A ideia seria aumentar as oportunidades de ataque e facilitar as disputas por posição.
Estreia deixa dúvidas sobre o traçado
O primeiro GP realizado no Madring mostrou que o circuito ainda precisa convencer parte do paddock.
A corrida teve importância estratégica e mudanças de posição por causa das paradas, mas ofereceu poucas ultrapassagens naturais na pista.
Com críticas vindas de pilotos, imprensa e até de um ministro espanhol, a pressão por ajustes no desenho do circuito tende a crescer.
A Fórmula 1 ainda não indicou se mudanças serão feitas, mas a estreia do Madring deixou claro que o formato atual está longe de ser unanimidade.