A F1 voltou a acender um sinal de alerta dentro da Haas após o GP da Áustria. O resultado em Spielberg não trouxe apenas mais uma corrida difícil para Oliver Bearman, mas também reforçou uma preocupação maior sobre o caminho que a equipe pode seguir ao longo da temporada 2026.
O britânico terminou a prova apenas na 14ª posição e deixou claro que o momento exige reação. Embora a Haas ainda tenha margem para evoluir, o desempenho recente mostrou que o time norte-americano precisa acelerar seu trabalho para não perder contato com os rivais diretos.
Haas liga alerta no pelotão intermediário

Oliver Bearman saiu do GP da Áustria com uma avaliação direta sobre a situação da Haas na F1. Para o piloto, a equipe corre o risco de ficar para trás porque os concorrentes vêm evoluindo com mais velocidade.
A preocupação não surgiu apenas pelo 14º lugar em Spielberg. Na visão de Bearman, a diferença de rendimento já apareceu em outras etapas recentes, como Barcelona e Mônaco. Portanto, o resultado austríaco apenas confirmou uma tendência que vinha se desenhando.
Atualmente, a Haas ocupa a sétima colocação no campeonato de construtores. Além disso, o time está 23 pontos atrás da Racing Bulls, uma das principais rivais na disputa do pelotão intermediário.
Esse cenário pesa ainda mais porque Alpine, Audi e Racing Bulls mostraram ritmo superior na Áustria. Bearman e Esteban Ocon terminaram atrás dos carros dessas equipes, o que aumentou a pressão sobre o desenvolvimento do VF-26.
Veja também:
F1: Caso da Mercedes avança e FIA define julgamento após GP de Mônaco
F1: As notas do GP da Catalunha: Hamilton brilha e Ferrari quebra domínio da Mercedes
Atualizações dos rivais aumentam a pressão
O ponto mais sensível, segundo Bearman, está na evolução técnica. O piloto afirmou que os adversários levaram atualizações mais eficientes para seus carros, enquanto a Haas não conseguiu dar o mesmo salto.
Esse detalhe pode ser decisivo em uma temporada longa. Afinal, na F1, a diferença entre pontuar e ficar fora do top 10 muitas vezes aparece em pequenos ganhos de aerodinâmica, tração e equilíbrio.
Bearman começou sua segunda temporada na categoria de forma positiva. Ele marcou pontos nos GPs da Austrália e da China, criando a expectativa de uma campanha mais consistente.
No entanto, nas seis corridas seguintes, o britânico somou apenas mais um ponto, conquistado com o décimo lugar no GP do Canadá. Com isso, aparece na 11ª posição no campeonato de pilotos.
Embora o início tenha sido promissor, a sequência recente mostrou que a Haas perdeu força em comparação com parte dos rivais. Por isso, o desenvolvimento do carro virou tema central dentro da equipe.
VF-26 sofre com traseira instável e falta de tração

Bearman também explicou quais limitações mais atrapalharam o rendimento na Áustria. Segundo ele, o VF-26 sofreu principalmente com falta de carga aerodinâmica, em especial na parte traseira.
Esse problema afetou vários pontos da volta. Na entrada das curvas, o carro não oferecia a estabilidade necessária. Além disso, na saída, a traseira dificultava a tração e comprometia a aceleração.
Para tentar equilibrar o carro, a Haas precisou adotar um acerto aerodinâmico mais baixo. Entretanto, essa escolha trouxe consequências no ritmo de corrida, principalmente nas curvas de alta velocidade e no controle dos pneus.
Bearman classificou a tração no início da prova como um grande problema. Da mesma forma, destacou que preservar os pneus e manter um ritmo competitivo se tornou uma tarefa muito difícil em Spielberg.
Reação depende de pacote técnico mais eficiente
Apesar do momento delicado, a Haas ainda tem caminhos para reagir na temporada 2026 da F1. A equipe ainda não utilizou a versão atualizada da unidade de potência da Ferrari, que estreou com a escuderia italiana na Áustria.
Além disso, o time trabalha em novas atualizações para o VF-26. Portanto, a resposta nas próximas etapas será importante para medir se a Haas consegue reduzir a diferença para Alpine, Audi e Racing Bulls.
O alerta de Bearman mostra que o problema não está apenas em uma corrida ruim. A questão envolve ritmo de desenvolvimento, eficiência das peças e equilíbrio geral do carro.
Se conseguir transformar os próximos pacotes em ganho real de desempenho, a Haas pode voltar a brigar por pontos com mais frequência. Caso contrário, a equipe corre o risco de ver o pelotão intermediário se afastar em uma fase decisiva da temporada.