A Mercedes não pretende definir um piloto número 1 na Fórmula 1 neste momento, mesmo com Kimi Antonelli liderando o campeonato e George Russell ainda envolvido na disputa.
A equipe entende que a temporada 2026 permanece aberta demais para qualquer decisão desse tipo, principalmente com Lewis Hamilton aparecendo como ameaça direta pela Ferrari.
O domínio do W17 colocou os dois pilotos em posição privilegiada, mas também criou uma situação delicada dentro da própria garagem.
Com 12 corridas ainda pela frente, a Mercedes prefere manter liberdade entre Antonelli e Russell e concentrar esforços em maximizar os pontos da equipe.
Mercedes descarta prioridade para Antonelli ou Russell
Depois de 11 etapas, a Mercedes venceu oito corridas e se tornou a principal força da temporada.
Kimi Antonelli conquistou seis dessas vitórias, enquanto George Russell venceu outras duas. O desempenho colocou o italiano na liderança do Mundial de Pilotos e ajudou a equipe alemã a assumir também a ponta do campeonato de construtores.
Mesmo assim, Bradley Lord, vice-chefe da Mercedes, considera prematuro escolher um dos dois como prioridade.
A filosofia adotada pela equipe é simples: se um dos carros tiver condições de vencer, a Mercedes pretende fazer o possível para transformar essa oportunidade em vitória, independentemente de quem esteja ao volante.
Hamilton aumenta pressão sobre a Mercedes
A cautela também está diretamente relacionada ao cenário do campeonato.
Lewis Hamilton aparece como um dos principais rivais de Antonelli e representa uma ameaça real para a liderança da Mercedes no Mundial de Pilotos.
Por isso, administrar mal a disputa interna poderia abrir espaço para a Ferrari aproveitar pontos perdidos pelos dois carros alemães.
Ao mesmo tempo, a Mercedes não quer limitar Russell enquanto ainda existem muitas etapas disponíveis.
A equipe acredita que a situação pode mudar rapidamente. Segundo Lord, o próprio campeonato já apresentou oscilações importantes ao longo das primeiras corridas, mostrando como uma sequência de resultados pode alterar completamente a percepção sobre quem está mais próximo do título.

Foto: XPB Images
Campeonato de construtores continua sendo prioridade
Apesar da atenção naturalmente voltada à disputa entre os pilotos, a Mercedes coloca o Mundial de Construtores como objetivo principal da equipe.
A estratégia passa por levar os dois carros até o final das corridas com a maior frequência possível e nas melhores posições.
Isso significa evitar abandonos, preservar a confiabilidade e reduzir situações nas quais Antonelli e Russell possam tirar pontos um do outro de maneira desnecessária.
Para a Mercedes, manter os dois competitivos também aumenta as possibilidades estratégicas diante de Ferrari, Red Bull e McLaren.
Enquanto ambos estiverem próximos das primeiras posições, a equipe terá mais alternativas para reagir às decisões dos adversários durante cada GP.
Confiabilidade pode decidir a disputa pelo título
Outro ponto destacado internamente é a necessidade de manter os dois carros funcionando sem problemas.
Em uma temporada tão disputada, um abandono pode representar uma perda grande de pontos.
Por isso, antes de pensar em ordens de equipe, a Mercedes quer assegurar velocidade e confiabilidade.
A ideia é entregar condições semelhantes aos dois pilotos e permitir que o desempenho na pista determine quem estará em melhor situação para lutar pelo campeonato nas etapas finais.
Somente quando a matemática e a diferença entre eles tornarem a decisão necessária é que uma eventual prioridade deve entrar realmente em discussão.
Piloto mais rápido do domingo terá preferência
Isso não significa que a Mercedes deixará de interferir em determinadas situações.
A orientação é favorecer o carro que estiver em melhores condições de conquistar a vitória naquele fim de semana.
Se Antonelli estiver mais rápido, a equipe pretende protegê-lo para buscar o primeiro lugar. Caso Russell tenha melhor ritmo, a mesma lógica será aplicada ao britânico.
Portanto, não existe neste momento uma preferência fixa baseada na classificação do campeonato.
A decisão será tomada de acordo com o rendimento apresentado em cada corrida.
Essa abordagem também evita transformar o segundo carro em mero suporte enquanto ainda faltam 12 GPs para o encerramento do calendário.
Antonelli tem vantagem, mas Russell continua vivo
O desempenho de Antonelli naturalmente começa a aumentar a pressão sobre essa política.
Com seis vitórias nas primeiras 11 etapas, o italiano estabeleceu uma posição mais forte na luta pelo campeonato.
Russell, entretanto, também já venceu duas vezes e permanece dentro da disputa.
Por isso, colocar todas as fichas em Antonelli agora poderia ser precipitado, principalmente se uma sequência de problemas reduzir sua vantagem.
A Mercedes prefere manter os dois como candidatos enquanto isso for matematicamente e esportivamente viável.
Mercedes quer evitar guerra interna na reta final
A posição atual permite que Antonelli e Russell continuem disputando normalmente, mas a situação pode mudar conforme a temporada avançar.
Se Hamilton se aproximar ainda mais e apenas um dos pilotos da Mercedes permanecer com chances reais de título, a equipe poderá ser obrigada a rever sua postura.
Por enquanto, porém, não existe número 1 definido.
A prioridade é somar o máximo possível com os dois carros, garantir o Mundial de Construtores e deixar que Antonelli e Russell construam suas próprias campanhas.
Com 12 corridas restantes, a Mercedes entende que ainda há tempo demais para escolher um lado. O verdadeiro teste dessa política deverá chegar quando a disputa pelo título entrar nas últimas etapas e cada ponto passar a ter peso ainda maior.