O Volkswagen T-Cross 2027 chegou com uma mudança importante nas versões equipadas com motor 1.0 turbo: o antigo câmbio automático de seis marchas deu lugar a uma nova transmissão de oito velocidades.
Desde o lançamento, porém, faltava uma informação essencial para saber se a alteração realmente trouxe vantagem no dia a dia.
Agora, os dados mais recentes do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, permitem comparar a linha 2027 com o modelo anterior. E os resultados mostram que o ganho existe, embora não aconteça da mesma maneira em todas as versões e situações.
T-Cross 2027 ficou mais econômico com câmbio de oito marchas?
Na maior parte das medições, sim. Porém, existe uma diferença importante entre o T-Cross Sense e as configurações 200 TSI e Comfortline.
A versão de entrada foi justamente a que apresentou a evolução mais consistente, melhorando o consumo tanto na cidade quanto na estrada e com os dois combustíveis.
Com etanol, o T-Cross Sense passou de 8,5 km/l para 8,9 km/l na cidade. Na estrada, avançou de 10,2 km/l para 10,4 km/l.
Quando abastecido com gasolina, o ganho é ainda mais perceptível no uso urbano.
A média aumentou de 12,1 km/l para 12,9 km/l na cidade, enquanto no ciclo rodoviário passou de 14,5 km/l para 14,9 km/l.
Assim, o Sense é a configuração que mais aproveitou a troca de transmissão em termos de eficiência.
Quer saber mais informações sobre o T-Cross 2027? Assista ao vídeo abaixo do Portal Sua Rotina:
T-Cross 2027 Sense chega a 14,9 km/l com gasolina
Um dos fatores que diferencia o Sense das demais versões está no conjunto de rodas e pneus.
A configuração de entrada utiliza rodas menores e pneus com perfil mais alto, enquanto 200 TSI e Comfortline contam com rodas de liga leve.
Essa diferença também interfere nos números homologados.
Com gasolina, o T-Cross Sense 2027 chega a 14,9 km/l na estrada e 12,9 km/l na cidade.
Já com etanol, são 10,4 km/l no ciclo rodoviário e 8,9 km/l no urbano.
Portanto, para quem coloca economia de combustível entre as prioridades, a versão mais barata também apresenta os melhores números da linha 1.0 turbo.
T-Cross 2027 comfortline melhora principalmente na cidade
Nas versões 200 TSI e Comfortline, os resultados são iguais entre si.
Nesse caso, o câmbio automático de oito marchas trouxe melhoria em dois dos quatro cenários avaliados pelo Inmetro.
As duas evoluções aparecem justamente no uso urbano.
Com etanol, a média passou de 8,5 km/l para 8,7 km/l na cidade.
Com gasolina, o consumo urbano melhorou de 12,1 km/l para 12,5 km/l.
A presença de mais relações permite que o motor trabalhe em rotações mais adequadas com maior frequência, especialmente no trânsito urbano, onde as trocas de marcha acontecem constantemente.
Na estrada, ganho do T-Cross 2027 é pequeno e há até piora
Se na cidade a nova transmissão apresenta uma vantagem mais clara, na estrada a situação muda.
Com etanol, as versões 200 TSI e Comfortline continuam fazendo 10,2 km/l, exatamente o mesmo número registrado anteriormente.
Já com gasolina ocorreu uma pequena piora.
O consumo rodoviário passou de 14,5 km/l para 14,3 km/l.
A diferença é de apenas 0,2 km/l, mas mostra que aumentar o número de marchas não necessariamente significa reduzir o consumo em todas as situações.
No caso do Sense, entretanto, houve melhora também na estrada.
Novo câmbio do T-Cross 2027 promete reduzir atraso do acelerador
A mudança não foi feita apenas pensando no consumo.
A Volkswagen também aponta outras vantagens para a transmissão automática de oito marchas utilizada no T-Cross 2027.
Entre elas estão trocas mais rápidas, funcionamento mais suave e melhor aproveitamento da força disponível, principalmente em situações de estrada.
Outro ponto importante é a promessa de redução do conhecido atraso na resposta do acelerador.
Com mais relações disponíveis, a transmissão consegue manter o motor mais próximo da faixa adequada de funcionamento, evitando algumas situações em que o motorista pisa no acelerador e precisa esperar a reação do conjunto.
Motor 200 TSI do T-Cross 2027 continua com 128 cv
Apesar da mudança na transmissão, o motor permanece conhecido.
As versões 1.0 turbo utilizam o conjunto 200 TSI, que entrega 128 cv de potência e 20,4 kgfm de torque.
A principal novidade mecânica, portanto, está realmente na troca do automático de seis pelo de oito marchas.
Curiosamente, essa transmissão ainda não chegou às versões mais potentes do T-Cross.
As configurações com motor 250 TSI 1.4 turbo flex, de até 150 cv e 25,5 kgfm, continuam utilizando o câmbio automático de seis velocidades.
Ou seja, justamente as opções mais caras da gama permanecem com a transmissão anterior.
Afinal, o T-Cross 2027 ficou mais econômico?
O resultado depende da versão.
No T-Cross Sense 2027, a resposta é claramente positiva: o SUV ficou mais econômico nos quatro cenários medidos, chegando a 12,9 km/l na cidade e 14,9 km/l na estrada com gasolina.
Já nas versões 200 TSI e Comfortline, o ganho está concentrado no uso urbano. Com gasolina, a média passou de 12,1 para 12,5 km/l, enquanto com etanol subiu de 8,5 para 8,7 km/l.
Na estrada, porém, praticamente não houve benefício: o consumo com etanol permaneceu em 10,2 km/l e, com gasolina, caiu ligeiramente para 14,3 km/l.
Portanto, o novo câmbio de oito marchas trouxe evolução real para o Volkswagen T-Cross 2027, mas seu maior impacto aparece justamente na cidade e, principalmente, na versão Sense.
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