O Jeep Avenger elétrico ainda não está confirmado para o Brasil, mas já mostra na Europa que a marca tem uma opção pronta para entrar em uma disputa que hoje é dominada por nomes como BYD.
Enquanto o SUV compacto chega ao mercado brasileiro inicialmente com sistema híbrido-leve, sua versão movida apenas a bateria chama atenção pelo desempenho, autonomia e, principalmente, pelo porte compacto.
Na Europa, o Avenger elétrico convive com configurações a gasolina e híbridas. Na Itália, por exemplo, são quatro versões exclusivamente elétricas. Todas utilizam o mesmo conjunto mecânico, mas se diferenciam principalmente pela lista de equipamentos e pelo acabamento.
Caso a Jeep decida trazer essa configuração futuramente, o modelo poderá ocupar uma faixa interessante entre os elétricos compactos vendidos por aqui.
Logo abaixo, você confere os principais detalhes sobre o Jeep Avenger. Acompanhe e tire suas dúvidas!
Jeep Avenger elétrico tem 156 cv e autonomia de até 400 km
O conjunto elétrico do Avenger utiliza um motor instalado no eixo dianteiro, responsável por entregar 156 cv de potência e 26,5 kgfm de torque.
A bateria tem capacidade de 54 kWh e garante autonomia de até 400 km pelo ciclo WLTP. É importante considerar, porém, que esse padrão europeu costuma apresentar números superiores aos registrados pelo Inmetro.
Por isso, caso o Jeep Avenger elétrico seja homologado no Brasil no futuro, sua autonomia oficial provavelmente será menor do que os 400 km divulgados na Europa.
No carregamento rápido, a bateria pode passar de 20% para 80% em aproximadamente 27 minutos, desde que conectada a uma estação capaz de fornecer 100 kW ou mais.
Além disso, o conjunto coloca o SUV em uma faixa de desempenho próxima de outros elétricos compactos disponíveis atualmente no mercado.

Jeep Avenger elétrico teria BYD Dolphin como rival direto
Um dos modelos que naturalmente aparece nessa comparação é o BYD Dolphin. O hatch se tornou uma referência entre os carros elétricos vendidos no Brasil e oferece números que ajudam a dimensionar a proposta do Avenger.
Na configuração SE da linha 2027, o BYD utiliza motor de 177 cv e 29,5 kgfm, portanto supera o Jeep tanto em potência quanto em torque.
Por outro lado, sua bateria é menor, com 45,1 kWh.
A autonomia oficial do Dolphin SE é de 272 km segundo o Inmetro. Já pelo ciclo internacional, o modelo chega aos 405 km, número praticamente igual aos 400 km divulgados para o Avenger na Europa.
Assim, uma comparação brasileira entre os dois dependeria principalmente da homologação do Jeep pelo Inmetro. Ainda assim, os dados europeus mostram que os dois modelos poderiam disputar um público bastante parecido.
Quatro versões elétricas do Jeep Avenger mudam principalmente nos equipamentos
Na Itália, o Jeep Avenger elétrico é vendido nas configurações Longitude, Altitude, Summit e 85th Anniversary.
O conjunto mecânico permanece igual entre elas. Portanto, as diferenças estão concentradas principalmente no visual e nos equipamentos.
Longitude e Altitude
A Longitude aparece como opção de entrada e utiliza rodas de 16 polegadas, além de faróis Full LED convencionais.
A Altitude sobe um degrau e passa a oferecer rodas de 17 polegadas, preservando a mesma proposta mecânica.
Summit e 85th Anniversary
Nas versões mais sofisticadas, o visual fica mais elaborado.
A edição 85th Anniversary comemora os 85 anos da Jeep e utiliza rodas de 18 polegadas com acabamento diamantado, detalhes dourados espalhados pela carroceria, grade tradicional de sete fendas iluminada e faróis de neblina.
A Summit apresenta um visual bastante semelhante, porém deixa de lado os detalhes dourados exclusivos da edição comemorativa.

Dimensões deixam o Jeep Avenger elétrico perto de um hatch compacto
Apesar de ser classificado como SUV, o Avenger está longe de ser grande.
O modelo mede 4,08 metros de comprimento, 1,78 m de largura, 1,53 m de altura e 2,56 m de entre-eixos. O porta-malas comporta 355 litros.
Seu desenho preserva elementos tradicionais da Jeep, como a grade de sete fendas e a inspiração off-road. Entretanto, as linhas são menos quadradas que as do Renegade e apresentam contornos mais próximos aos encontrados no Compass.
Quando colocado ao lado do Dolphin SE, fica ainda mais evidente como o Avenger é compacto.
O BYD é 20 cm mais comprido, 1 cm mais estreito e 4 cm mais alto. Além disso, seu entre-eixos supera o do Jeep em 14 cm.
Em compensação, o Avenger leva vantagem no porta-malas: são 95 litros a mais de capacidade.
Avenger brasileiro começa com motor híbrido-leve
Enquanto a versão elétrica permanece restrita a outros mercados, o Avenger preparado para o Brasil seguirá outro caminho inicialmente.
O SUV utilizará um sistema híbrido-leve de 12V, semelhante ao encontrado em Fiat Pulse, Fastback e Peugeot 208.
Contudo, os números serão diferentes.
No Avenger, o conjunto terá 116 cv de potência e 20,4 kgfm de torque, enquanto os outros modelos que utilizam essa tecnologia chegam a 130 cv.
Também estão previstas três versões para o mercado brasileiro. Os nomes ainda não foram revelados, mas o modelo já pode ser reservado.
Jeep já tem um elétrico pronto para uma possível disputa
A prioridade inicial do Avenger no Brasil será o sistema híbrido-leve, mas a versão elétrica europeia mostra que a Jeep possui uma alternativa pronta caso decida avançar nesse segmento.
Com 156 cv, bateria de 54 kWh, autonomia WLTP de 400 km e dimensões compactas, o SUV teria características suficientes para entrar diretamente na briga com modelos como o BYD Dolphin.
Por enquanto, porém, essa possibilidade continua apenas no campo das expectativas. O Avenger que chegará primeiro às ruas brasileiras será híbrido-leve, enquanto o elétrico seguirá como uma alternativa disponível do outro lado do Atlântico.
E você, como avalia o Jeep Avenger elétrico? Você acha que terá sucesso no mercado brasileiro? Comente e compartilhe a sua opinião com outros leitores do Portal Sua Rotina.