Jawa avalia fábrica em Manaus e pode estrear produção no país

A Jawa começou a estudar uma possível entrada no mercado brasileiro e Manaus aparece como um dos caminhos para uma futura produção local. Representantes da fabricante de motocicletas e do grupo indiano Rustomjee estiveram no Amazonas para conhecer de perto a estrutura industrial disponível na região.

A movimentação ainda está em estágio inicial. Até o momento, não existe confirmação de investimento, fábrica, modelos escolhidos ou prazo para o início das operações no Brasil.

Jawa conhece estrutura industrial de Manaus

Representantes da empresa participaram de uma reunião com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas, o CIEAM, em 25 de agosto.

Durante o encontro, os executivos conheceram detalhes sobre o Polo Industrial de Manaus e as possibilidades para produção de motocicletas na região.

Também houve uma visita à estrutura do complexo industrial.

Pelo CIEAM, participaram o presidente executivo Lúcio Flávio Morais de Oliveira e a gerente de Relacionamento Institucional Samara Torres.

Do lado da Jawa estavam representantes ligados ao grupo Rustomjee e à operação internacional da fabricante.

Foto: divulgação

Executivo demonstra interesse em produzir no país

Um dos principais sinais de interesse veio de Boman Rustom Irani, fundador e chairman do grupo Rustomjee.

Durante a reunião, o executivo destacou a dimensão da estrutura industrial disponível em Manaus e indicou interesse em participar desse ambiente no futuro.

Entretanto, a declaração não representa a confirmação de uma fábrica.

O encontro funciona, por enquanto, como uma primeira aproximação para entender questões industriais, logísticas e possibilidades de produção no mercado brasileiro.

O CIEAM informou que está disponível para auxiliar em futuros estudos e negociações.

Nenhum modelo foi confirmado para o Brasil

A Jawa ainda não revelou quais motocicletas poderiam ser comercializadas ou produzidas por aqui.

Também não existem informações sobre capacidade produtiva, investimento necessário ou formato da operação.

Por isso, qualquer chegada da marca ao Brasil ainda depende de novas etapas de negociação.

Caso o projeto avance, Manaus seria uma escolha natural por concentrar boa parte da indústria brasileira de motocicletas e receber fábricas de diversas marcas que atuam no país.

Jawa tem história iniciada em 1929

A fabricante nasceu em Praga, em 1929, pelas mãos de František Janeček.

O próprio nome Jawa surgiu da combinação de Janeček e Wanderer, fabricante alemã cuja divisão de motocicletas esteve ligada à criação da empresa.

A marca encerrou suas atividades em 1996, mas posteriormente retornou ao mercado sob licença da Classic Legends Private Limited, ou CLPL.

A companhia é subsidiária do grupo indiano Mahindra e também controla as marcas Yezdi e BSA.

Boman Rustom Irani é cofundador da Classic Legends e também comanda a Rustomjee, uma das grandes empresas do setor imobiliário indiano.

Produção brasileira ainda depende de novos passos

O interesse demonstrado em Manaus coloca a Jawa no radar do mercado brasileiro, mas a operação ainda está longe de ser definida.

Nenhuma fábrica foi anunciada oficialmente e também não existe cronograma para o início da comercialização.

Ainda assim, a visita ao Polo Industrial mostra que a fabricante avalia concretamente as possibilidades disponíveis no país.

Se as negociações avançarem, a Jawa poderá se juntar ao grupo crescente de fabricantes asiáticas que vêm ampliando presença no mercado brasileiro de motocicletas.

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