A Honda Biz 125 2025 virou um dos assuntos mais comentados entre usuários da categoria CUB.

A mudança no sistema de frenagem, que deixou de usar pedal no pé para adotar manete no guidão, dividiu opiniões, principalmente entre quem já pilotava o modelo há anos.

Mesmo sendo uma das motos mais vendidas do país, a Honda Biz 125 passou por uma alteração que impacta diretamente a experiência de pilotagem.

Mudança no freio traseiro altera completamente a pilotagem

A principal novidade da linha 2025 está na substituição do tradicional pedal de freio traseiro por um manete no guidão, semelhante ao que já é utilizado em scooters.

Na prática, isso muda a forma de conduzir a moto.

Durante o uso, muitos motociclistas relatam dificuldade inicial de adaptação. Isso acontece porque o piloto continua realizando movimentos automáticos com o pé direito, esperando encontrar o freio, algo que não existe mais.

Como resultado, é comum acionar o comando errado, principalmente nos primeiros dias.

Por que a decisão gerou tantas reclamações

A Biz sempre foi conhecida pela facilidade de uso. No entanto, essa mudança quebra um padrão que acompanha motocicletas há décadas.

Para quem já pilotava modelos anteriores, a memória muscular acaba atrapalhando. Em situações de trânsito, isso pode gerar pequenos sustos ou erros de comando.

Além disso, o câmbio rotativo continua sendo acionado pelo pé, o que mantém parte da lógica antiga. Ou seja, há uma mistura de conceitos que exige adaptação.

Motor segue sem mudanças e mantém proposta econômica

Apesar da polêmica no freio, o conjunto mecânico permanece o mesmo. A Biz 125 utiliza motor de 123,9 cc, com potência de 9,53 cv e torque de 1,03 kgf.m.

A versão ES funciona apenas com gasolina, enquanto a versão EX é flex e aceita etanol, mantendo números semelhantes de desempenho.

Na prática, o foco continua sendo economia e uso urbano, sem mudanças no comportamento do motor.

Câmbio rotativo continua sendo diferencial

Outro ponto importante é o câmbio. A Biz mantém o sistema rotativo de quatro marchas, onde todas as trocas são feitas pressionando o pedal para baixo.

Além disso, o sistema permite retornar ao neutro diretamente, mesmo com marchas altas engatadas. Isso facilita o uso no trânsito, principalmente em paradas frequentes.

Por outro lado, a convivência entre câmbio no pé e freio no guidão pode causar confusão no início.

Uso no dia a dia: adaptação é o principal desafio

No uso urbano, a Biz continua prática e fácil de conduzir. No entanto, a nova configuração exige um período de adaptação. Durante esse tempo, o piloto precisa reaprender reflexos básicos.

Depois de alguns dias, a tendência é que o uso se torne mais natural. Ainda assim, quem alterna entre motos tradicionais pode sentir mais dificuldade.

Comparação com scooters ajuda a entender a mudança

A lógica adotada pela Honda aproxima a Biz do funcionamento de scooters. Nesses modelos, o freio traseiro já é acionado pelo guidão, o que torna a condução mais intuitiva para novos usuários.

Por outro lado, para quem vem de motos convencionais, a mudança pode parecer estranha no começo.

Vale a pena mesmo com a mudança?

A resposta depende do perfil do usuário.

Para quem está começando, a adaptação tende a ser mais rápida. Já para quem pilotava versões anteriores, o impacto inicial pode ser maior.

No entanto, fora essa mudança, a Biz continua oferecendo o que sempre entregou: economia, praticidade e manutenção simples.

A Honda Biz 125 2025 pedal do freio e motociclistas reclamam da decisão porque altera um hábito consolidado há décadas.

Apesar disso, a moto mantém sua proposta original e segue como uma das opções mais práticas do mercado.

No fim, a mudança não compromete o conjunto, mas exige adaptação, e é exatamente isso que está gerando tanta discussão.


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