Fórmula 1: Aston Martin admite crise após 15º lugar de Stroll no Canadá

A Fórmula 1 voltou a expor as dificuldades da Aston Martin durante o GP do Canadá, em um fim de semana que deixou claro o momento delicado vivido pela equipe britânica na temporada 2026.

Mesmo tentando manter um discurso cauteloso nas últimas corridas, o time saiu de Montreal com sinais evidentes de preocupação sobre o desempenho do AMR26.

O resultado em pista reforçou uma realidade desconfortável para a escuderia. Lance Stroll cruzou a linha de chegada apenas em 15º, enquanto Fernando Alonso sequer conseguiu completar a corrida. Internamente, o clima já era de baixa expectativa, mas o cenário acabou sendo ainda mais complicado ao longo do domingo.

Aston Martin reconhece falta de evolução do carro

Enquanto outras equipes levaram atualizações importantes para a sequência da temporada, a Aston Martin chegou ao Canadá praticamente sem novidades técnicas relevantes. Por isso, o foco principal acabou sendo avaliar se os problemas vistos nas etapas anteriores estavam minimamente controlados.

Ainda assim, a equipe encontrou dificuldades para manter competitividade durante todo o fim de semana. O desempenho apresentado nos treinos livres gerou uma pequena esperança, principalmente com Alonso aparecendo entre os dez primeiros no início das atividades.

No entanto, o rendimento caiu rapidamente conforme as sessões avançaram. Além disso, o ritmo de corrida voltou a se mostrar insuficiente diante dos concorrentes diretos do pelotão intermediário.

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Mesmo assim, sexta-feira trouxe breve sinal positivo

Durante o primeiro treino livre, Fernando Alonso conseguiu aparecer em décimo lugar e mostrou um carro relativamente equilibrado em voltas rápidas. Isso fez a Aston Martin acreditar que poderia disputar pontos em Montreal.

Porém, o cenário mudou no restante do fim de semana. A equipe perdeu rendimento em ritmo de corrida, sofreu com desgaste dos pneus e encontrou dificuldades para reagir às mudanças de estratégia durante a prova.

Além disso, a ameaça de chuva aumentou a complexidade da corrida no Circuito Gilles Villeneuve, exigindo decisões rápidas dos times no pit wall.

Problema no cockpit tirou Alonso da corrida

Fernando Alonso abandonou a prova após enfrentar um problema interno no cockpit. Segundo Mike Krack, responsável pelas operações de pista da Aston Martin, o piloto espanhol começou a sentir desconforto no banco do carro ainda durante a corrida.

A equipe optou por retirar o AMR26 por questões de segurança e também para evitar danos maiores. O abandono aumentou ainda mais a pressão sobre a escuderia, que segue distante das posições mais competitivas da Fórmula 1 em 2026.

Além disso, o abandono impediu qualquer chance de recuperação estratégica durante as voltas finais da corrida canadense.

Stroll termina apenas em 15º e preocupa equipe

Do outro lado da garagem, Lance Stroll completou a corrida com uma estratégia tradicional de duas paradas. Mesmo sem grandes incidentes ao longo da prova, o canadense não conseguiu avançar no grid.

O piloto terminou apenas na 15ª posição, ficando à frente apenas de Valtteri Bottas entre os carros que completaram a disputa. O resultado reforçou a dificuldade da Aston Martin em acompanhar rivais diretos como Alpine, Haas e RB.

Mike Krack admitiu que a equipe atingiu o limite atual do pacote aerodinâmico do carro e reconheceu que o desempenho apresentado no Canadá representa o verdadeiro estágio competitivo do time neste momento da temporada.

Pressão aumenta antes do GP de Mônaco

Agora, a Aston Martin chega pressionada para a próxima etapa da Fórmula 1. O GP de Mônaco, marcado entre os dias 5 e 7 de junho, pode se transformar em mais um desafio para a equipe britânica.

O circuito de rua costuma exigir equilíbrio mecânico, tração e eficiência em baixa velocidade, características que o AMR26 ainda não demonstrou de maneira consistente em 2026.

Além disso, o time precisará administrar a pressão interna por respostas rápidas, principalmente após admitir publicamente que o carro já não apresenta margem significativa para evolução imediata.

Aston Martin vive momento delicado na Fórmula 1

A Aston Martin iniciou os últimos anos cercada de expectativas após investimentos pesados em estrutura, engenharia e desenvolvimento. Porém, a realidade atual da Fórmula 1 mostra uma equipe distante da disputa pelas primeiras posições.

O GP do Canadá acabou servindo como mais uma confirmação das limitações do AMR26. Sem atualizações expressivas e enfrentando dificuldades constantes de ritmo, o time britânico agora tenta encontrar soluções antes que a temporada fique ainda mais complicada.

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