F1: Russell e Sainz participam do primeiro dia de testes da Pirelli para 2027

Os Testes da Pirelli voltaram a movimentar os bastidores da F1 em Silverstone, poucos dias depois do GP da Inglaterra. A atividade, porém, não teve caráter promocional. Pelo contrário: a fabricante italiana entrou em uma fase decisiva para definir como serão os pneus de pista seca que a categoria usará a partir de 2027.

Com o regulamento caminhando para uma etapa de congelamento técnico, cada quilômetro percorrido ganhou peso. Por isso, Mercedes e Williams colocaram seus carros na pista com George Russell e Carlos Sainz, em um trabalho que misturou análise estrutural, simulações longas e comparação direta entre diferentes soluções.

Silverstone vira laboratório da F1

A sessão realizada nesta terça-feira, 7 de julho, abriu uma sequência de dois dias de atividades no circuito britânico. A escolha de Silverstone, inclusive, não foi por acaso. O traçado exige bastante dos pneus, principalmente por causa das curvas rápidas, das mudanças de direção e das altas cargas laterais.

Além disso, o calor também aumentou o nível de dificuldade. Durante a tarde, a temperatura do asfalto chegou a 46 ºC, cenário importante para avaliar desgaste, estabilidade e comportamento dos compostos em condição mais severa.

Pela manhã, os pilotos fizeram voltas de triagem. Ou seja, a Pirelli buscou filtrar as opções disponíveis e entender quais caminhos mereciam mais atenção. Depois disso, no período da tarde, a programação avançou para soluções consideradas mais promissoras, com foco em stints longos e simulações de corrida.

Veja também:

F1: Tsolov e Lawson colocam Racing Bulls diante de escolha difícil para 2027

F1: Piastri pode ganhar novo destino após movimentação de empresário

Russell lidera quilometragem com a Mercedes

George Russell teve o dia mais produtivo em termos de rodagem. O britânico completou 113 voltas com a Mercedes, totalizando 665 quilômetros no circuito de Silverstone. Portanto, o piloto ofereceu à Pirelli uma grande quantidade de dados para comparação.

Seu melhor tempo foi de 1min30s695. A marca chamou atenção porque ficou abaixo da melhor volta registrada na corrida de domingo, que havia sido de 1min31s777. Ainda assim, os tempos precisam ser analisados com cautela, já que testes de pneus não seguem a mesma lógica de um fim de semana oficial de GP.

Nessas atividades, a prioridade não é buscar desempenho puro. Na prática, equipes e fabricante trabalham com programas específicos, cargas de combustível diferentes e objetivos definidos previamente. Mesmo assim, a volta de Russell mostra que o pacote testado teve bom nível de resposta.

Sainz tem dia encurtado pela Williams

Carlos Sainz também participou dos testes da Pirelli, mas teve uma programação mais curta pela Williams. O espanhol completou 61 voltas e registrou 1min33s567 como melhor tempo.

No entanto, um problema técnico limitou sua permanência na pista. Com isso, a equipe britânica não conseguiu cumprir todo o volume de trabalho previsto para o primeiro dia. Ainda assim, os dados coletados seguiram importantes para a comparação entre soluções.

A presença de Sainz também reforça o papel da Williams no desenvolvimento dos pneus de 2027. Afinal, quanto maior a diversidade de carros e estilos de pilotagem, mais completa fica a leitura da Pirelli antes da definição final.

Prazo pressiona decisão dos pneus

Os testes da Pirelli entram em uma fase sensível porque a estrutura final dos pneus de pista seca precisa ser definida nas próximas semanas. A pressa tem motivo claro: a fabricação exige planejamento antecipado, e o regulamento prevê o congelamento das especificações a partir de 1º de setembro.

Dessa forma, cada sessão passa a ter impacto direto no produto que a F1 utilizará em 2027. A fabricante precisa equilibrar desempenho, segurança, durabilidade e previsibilidade para entregar pneus capazes de atender às novas exigências da categoria.

Segundo dia terá Antonelli e Albon

As atividades em Silverstone continuam na quarta-feira. Kimi Antonelli assume o carro da Mercedes, enquanto Alex Albon entra em ação pela Williams.

Com isso, a Pirelli encerra a rodada britânica com mais dados e uma base mais ampla para tomar decisões. Portanto, embora os testes não contem pontos nem tenham disputa direta, eles podem influenciar de forma importante o comportamento dos carros da F1 em 2027.

No fim, os testes da Pirelli mostram que a próxima geração de pneus já começa a ganhar forma longe dos holofotes das corridas, mas com impacto direto no futuro da categoria.

Deixe um comentário