A F1 acendeu um alerta dentro da Red Bull. Mesmo com bom desempenho no ranking inicial dos motores de combustão interna, a equipe austríaca ainda enfrenta dificuldades no lado elétrico da unidade de potência. O problema já apareceu em Silverstone e pode voltar com força em Spa e Monza.
Red Bull encontra limite fora do motor a combustão
A Red Bull começou a temporada com bons sinais no motor de combustão interna. No entanto, o conjunto elétrico ainda não acompanha o mesmo nível de eficiência.
Esse desequilíbrio tem pesado em pistas nas quais a gestão de energia faz muita diferença. O caso já havia sido citado por Max Verstappen e agora também preocupa Laurent Mekies.
O cenário apareceu no Japão e voltou a se repetir no GP da Inglaterra. Em Silverstone, Verstappen parecia caminhar para o pódio antes do abandono, mas não saiu convencido do desempenho do RB22.
Após a corrida, o tetracampeão afirmou que, mesmo se tivesse terminado em terceiro, o resultado não seria merecido. Ou seja, para ele, a posição mascararia as limitações reais do carro.
Silverstone mostrou fraquezas do RB22
As dificuldades de Verstappen passaram por problemas de equilíbrio e também pela unidade de potência. A situação chegou a incomodar tanto que o piloto pensou em largar dos boxes.
Além disso, o traçado de Silverstone não favoreceu o RB22. As curvas de alta velocidade ainda não são o ponto mais forte da Red Bull, e a equipe também não tem a melhor eficiência na gestão de energia.
Com isso, o carro ficou mais vulnerável em um circuito que exige bastante do conjunto. Para Mekies, pistas com grandes limitações de energia parecem expor ainda mais a diferença para os rivais.
Spa e Monza preocupam a equipe
O próximo grande teste pode acontecer em Spa-Francorchamps. Oliver Bearman e Fernando Alonso já alertaram que o circuito belga pode exigir uma gestão de energia ainda mais extrema do que Silverstone.
Por isso, Verstappen sabe que uma de suas pistas favoritas no calendário terá um desafio diferente em 2026. A Red Bull não deve encontrar um fim de semana simples na Bélgica.
Mekies também reconhece essa preocupação. O chefe da equipe destacou o contraste entre a Áustria, onde a Red Bull brigou pela vitória, e a Inglaterra, onde o time encontrou limitações claras.
Tokens não devem resolver no curto prazo
A Red Bull analisa os dados de Silverstone para melhorar o funcionamento da unidade de potência. No entanto, Mekies admite que não haverá mudança completa em apenas duas semanas.
A equipe também tem pouca margem técnica. A única alternativa seria usar os chamados tokens ADUO para evoluir o lado elétrico, mas isso depende da classificação inicial dos motores de combustão interna.
Como a Red Bull lidera esse ranking, não pode alterar o hardware elétrico. Portanto, depende de um rival assumir a ponta para ganhar acesso aos tokens.
Hungria pode aliviar a pressão
Spa e Monza tendem a ser desafios duros para a Red Bull. Já o Hungaroring pode oferecer um cenário mais favorável, por ter curvas mais lentas e menor exigência de potência.
Mesmo assim, Mekies mantém otimismo. Para ele, a equipe ainda está aprendendo no primeiro ano com o próprio projeto e pode reagir aos poucos.
A Red Bull chega pressionada, mas não derrotada. O problema é que, na F1, cada detalhe elétrico pode virar diferença real na pista.