A Cadillac começou a olhar para Ugo Ugochukwu como uma possível opção para o futuro na Fórmula 1. A mudança ocorre enquanto Colton Herta enfrenta dificuldades em sua adaptação à Fórmula 2.
Herta era tratado como o principal nome da General Motors para uma futura vaga na Cadillac. Porém, os resultados abaixo do esperado fizeram a escuderia ampliar sua análise e observar outros jovens pilotos das categorias de base.
Ugochukwu ganha força nos planos da Cadillac
Aos 19 anos, Ugochukwu disputa a Fórmula 3 pela Campos Racing e aparece na liderança do campeonato. O piloto nasceu em Nova York e passou a chamar atenção pelo desempenho consistente apresentado.
Atualmente, ele soma 25 pontos e está a apenas sete de alcançar a pontuação necessária para obter a superlicença da FIA. O documento é obrigatório para qualquer piloto que queira competir na Fórmula 1.
Esse cenário coloca Ugochukwu como uma alternativa de longo prazo para a Cadillac. Embora esteja no início da carreira, o americano reúne idade, resultados e margem de evolução para entrar nos planos da equipe nos próximos anos.

Colton Herta enfrenta temporada complicada
Enquanto Ugochukwu cresce nas categorias de acesso, Herta vive uma campanha discreta na Fórmula 2. O ex-piloto da IndyCar ocupa a 16ª posição do campeonato, com 26 pontos conquistados.
Seus melhores resultados foram três sétimos lugares e duas oitavas colocações. O desempenho ficou abaixo da expectativa criada antes do início da temporada e aumentou as dúvidas sobre sua adaptação.
A transição entre as duas categorias tem sido um dos principais obstáculos. Na IndyCar, Herta estava acostumado a uma forma diferente de condução, enquanto a Fórmula 2 exige maior precisão na utilização dos pneus e na execução das curvas.
Diretor da Cadillac reconhece dificuldades
Em entrevista ao AutoHebdo, o diretor de corridas da Cadillac, Marc Hynes, admitiu que não está satisfeito com o momento vivido pela equipe e destacou a necessidade de evolução em todas as áreas do projeto.
Segundo o dirigente, a pausa no meio da temporada será importante para analisar os problemas, reorganizar o trabalho e definir as mudanças necessárias para a segunda metade do campeonato, com atenção.
Hynes também explicou que a diferença entre IndyCar e Fórmula 2 vai além dos carros. Na categoria americana, o piloto pode trabalhar mais com os pedais durante as curvas. Já na F2, a condução exige outra abordagem na frenagem, na estabilidade e na retomada da aceleração.
Além disso, a janela de funcionamento dos pneus é estreita, o que torna o processo de adaptação mais difícil.
Cadillac amplia opções para o futuro
A entrada de Ugochukwu no radar não significa que Herta esteja descartado. No entanto, mostra que a Cadillac não pretende depender de apenas um nome para construir seu projeto na Fórmula 1.
Com o jovem da Fórmula 3 em alta e Herta buscando reação, a equipe passa a acompanhar dois caminhos antes de tomar uma decisão para as próximas temporadas.