A estreia do Madring na Fórmula 1 ficou longe de empolgar, mas Karun Chandhok acredita que ainda existe espaço para transformar o circuito espanhol em uma pista mais interessante para as próximas temporadas.
O ex-piloto usou Baku como exemplo. O traçado urbano do Azerbaijão também começou sua trajetória na categoria com uma corrida pouco movimentada, mas posteriormente passou a entregar provas bem diferentes.
Para Chandhok, o principal ponto está na possibilidade de ajustar o circuito de Madri e, principalmente, criar condições melhores para as ultrapassagens.
Primeira corrida no Madring teve poucas ultrapassagens
O GP da Espanha realizado no Madring terminou com apenas quatro ultrapassagens ao longo das 57 voltas.
A dificuldade dos pilotos para atacar gerou críticas depois da corrida e levantou discussões sobre possíveis mudanças no desenho da pista.
Como o circuito possui um acordo de dez anos com a Fórmula 1, ainda haverá bastante tempo para analisar o comportamento dos carros e entender quais alterações podem melhorar o espetáculo.
Chandhok considera justamente esse período importante para que os responsáveis pelo traçado identifiquem os pontos mais problemáticos.

Chandhok aponta problema nas zonas de frenagem
Na avaliação do ex-piloto, um dos obstáculos está na forma como algumas zonas de frenagem foram construídas.
Segundo Chandhok, pontos em que o piloto precisa frear enquanto já está entrando em uma curva dificultam bastante uma tentativa de ultrapassagem.
Isso acontece porque o carro que vem atrás possui menos possibilidades de sair da trajetória ideal para tentar um ataque.
Na visão dele, os circuitos precisam oferecer áreas em que dois carros consigam chegar lado a lado antes de uma frenagem mais forte.
É nesse aspecto que Baku aparece como referência.
Baku também teve estreia difícil
Chandhok lembrou que a primeira corrida realizada em Baku, em 2016, também não foi particularmente movimentada.
A diferença, segundo ele, é que já naquela época o circuito mostrava características que poderiam favorecer disputas melhores no futuro.
O traçado azeri oferece pontos com entradas mais largas e zonas de frenagem realizadas em linha reta.
Dessa maneira, um piloto consegue deixar a trajetória ideal, colocar o carro ao lado do adversário e ainda ter espaço para completar a frenagem.
Para Chandhok, esse tipo de configuração é suficiente para criar oportunidades de ultrapassagem.
Madring ainda pode mudar
O ex-piloto não considera que a primeira corrida seja suficiente para definir o futuro do circuito espanhol.
Como o Madring permanecerá por vários anos no calendário, alterações podem ser realizadas conforme a Fórmula 1 acumular informações sobre o comportamento dos carros no traçado.
A comparação com Baku serve justamente para mostrar que uma primeira experiência ruim não necessariamente condena uma pista.
No caso de Madri, porém, Chandhok acredita que será necessário olhar especialmente para os pontos de frenagem e para a possibilidade de os pilotos utilizarem linhas diferentes durante uma disputa.
Depois de uma estreia marcada por apenas quatro ultrapassagens, o desafio do Madring será encontrar maneiras de criar mais oportunidades de ataque sem perder as características próprias do circuito.