F1: 10 acidentes em paradas nos boxes que abalaram corridas e títulos

A F1 transforma cada parada nos boxes em uma operação calculada nos mínimos detalhes. Em poucos segundos, equipes precisam trocar pneus, ajustar componentes e devolver o piloto à pista sem comprometer sua posição.

No entanto, nem sempre o procedimento termina como planejado. Uma roda mal fixada, uma liberação antecipada ou um erro de comunicação pode provocar consequências importantes.

Ao longo da história, alguns desses episódios causaram ferimentos, encerraram corridas e até influenciaram disputas pelo título mundial.

Felipe Massa perdeu a liderança em Singapura

Felipe Massa liderava o GP de Singapura de 2008 quando entrou nos boxes durante um período de safety-car. Porém, o sistema de luzes da Ferrari autorizou sua saída antes da retirada da mangueira de combustível.

Como consequência, o brasileiro arrancou com o equipamento preso ao carro. Ele precisou parar no fim do pit-lane e retornou à prova nas últimas posições.

O episódio ganhou ainda mais relevância após a revelação do “Crashgate”, escândalo envolvendo a batida deliberada de Nelson Piquet Jr. Massa perdeu pontos importantes e terminou o campeonato apenas um ponto atrás de Lewis Hamilton.

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Mansell viu disputa pelo título escapar em Portugal

Nigel Mansell era um dos favoritos à vitória no GP de Portugal de 1991. Além disso, o resultado poderia aproximá-lo de Ayrton Senna na classificação.

Durante a troca de pneus, entretanto, a roda traseira direita não foi fixada corretamente. O componente se soltou enquanto o piloto ainda estava no pit-lane.

Os mecânicos recolocaram a roda fora da área permitida. Por isso, Mansell foi desclassificado. Senna terminou em segundo e ampliou para 24 pontos sua vantagem no campeonato.

Hamilton acertou Räikkönen no Canadá

O GP do Canadá de 2008 apresentou uma das colisões mais incomuns da história da F1. Após uma rodada de paradas, Kimi Räikkönen e Robert Kubica encontraram a luz vermelha na saída dos boxes.

Lewis Hamilton, que vinha logo atrás, não conseguiu parar e atingiu a traseira da Ferrari de Räikkönen. Em seguida, Nico Rosberg também se envolveu no acidente.

Os três ficaram fora da disputa. Enquanto isso, Kubica escapou da confusão e conquistou sua única vitória na categoria.

Räikkönen atropelou mecânico da Ferrari

Kimi Räikkönen protagonizou um grave acidente durante o GP do Bahrein de 2018. Um problema no sistema de liberação indicou que o piloto poderia sair, embora a troca do pneu traseiro esquerdo não estivesse concluída.

O finlandês acelerou e atingiu Francesco Cigarini, integrante da equipe. O mecânico sofreu fraturas na tíbia e na fíbula, sendo submetido a uma cirurgia.

Além do abandono do piloto, a Ferrari recebeu uma multa de € 50 mil pela liberação insegura.

Incêndio cercou Verstappen na Alemanha

Jos Verstappen viveu momentos dramáticos no GP da Alemanha de 1994. Durante o reabastecimento, combustível foi derramado sobre partes quentes da Benetton.

Imediatamente, o carro foi envolvido por uma grande bola de fogo. Os mecânicos controlaram as chamas rapidamente, evitando consequências ainda mais graves.

Verstappen sofreu queimaduras leves na região dos olhos. O caso também aumentou as discussões sobre os riscos do reabastecimento na F1.

Jordan de Irvine pegou fogo em Spa

Um ano depois, outro incêndio assustou o paddock. No GP da Bélgica de 1995, uma válvula do sistema de combustível apresentou uma falha durante a parada de Eddie Irvine.

O vazamento provocou chamas na Jordan. Porém, os mecânicos agiram rapidamente com extintores e impediram que o fogo se espalhasse.

Apesar da intensidade do incidente, ninguém sofreu ferimentos graves.

Schumacher atropelou mecânico na Espanha

Michael Schumacher liderava o GP da Espanha de 2000 quando realizou sua primeira parada. A troca de pneus foi concluída, mas a mangueira de combustível continuava conectada.

Mesmo assim, o sinal para a saída foi dado. Schumacher acelerou e atingiu Nigel Stepney, então chefe dos mecânicos da Ferrari.

Stepney foi arrastado por alguns metros. Posteriormente, exames identificaram fratura na tíbia e lesões nos tendões da perna.

Roda solta feriu mecânicos em Ímola

O GP de San Marino de 1994 também teve um grave acidente no pit-lane. Depois de sua parada, Michele Alboreto deixou os boxes com uma roda traseira mal fixada.

O pneu se soltou em alta velocidade e atingiu profissionais das equipes Ferrari e Lotus. Quatro mecânicos ficaram feridos.

Naquele período, a F1 ainda não possuía o atual limite de velocidade nos boxes. Estima-se que Alboreto trafegava entre 140 km/h e 150 km/h.

Nakajima errou em sua primeira parada

Kazuki Nakajima disputava o GP do Brasil de 2007 quando realizou o primeiro pit-stop de sua carreira na Fórmula 1.

Ao entrar na área da Williams, o japonês perdeu o controle da aproximação e atropelou três mecânicos.

Os profissionais foram encaminhados para exames médicos. Felizmente, nenhum deles sofreu lesões graves.

Caos nos boxes marcou o GP da Hungria

O GP da Hungria de 2010 reuniu dois acidentes em poucos segundos. A entrada do safety-car provocou uma movimentação intensa no pit-lane.

Primeiramente, Nico Rosberg foi liberado com a roda traseira direita mal presa. O pneu atravessou a área dos boxes e atingiu um mecânico da Williams.

Quase ao mesmo tempo, Robert Kubica deixou a garagem da Renault e atingiu Adrian Sutil, que entrava no espaço da Force India. Kubica recebeu uma punição de dez segundos em stop-and-go, enquanto a Renault foi multada em US$ 50 mil.

Paradas continuam sendo um desafio na F1

A evolução dos equipamentos, dos sistemas de sinalização e das regras reduziu diversos riscos. Atualmente, a F1 também impõe limite de velocidade no pit-lane e pune equipes por liberações inseguras.

Ainda assim, uma parada exige coordenação absoluta entre piloto, mecânicos e engenheiros. Como a história demonstra, um erro de poucos segundos pode ferir profissionais, acabar com uma vitória ou mudar completamente o rumo de um campeonato.

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