Honda CG: vantagens, custos e cuidados antes de levar uma para casa

A Honda CG 160 continua sendo uma das motocicletas mais presentes nas ruas brasileiras. A combinação de baixo consumo, manutenção simples e facilidade de revenda ajuda a explicar a popularidade, principalmente entre quem utiliza a moto diariamente.

Por outro lado, o sucesso também traz alguns efeitos negativos. Seguro caro, índice elevado de roubos e preços cada vez mais altos fazem com que a compra precise ser analisada com mais cuidado.

Consumo é um dos principais argumentos da Honda CG 160

A economia de combustível continua entre os pontos fortes da CG.

O motor FlexOne de 162,7 cc consegue superar os 40 km/l com gasolina em determinadas condições de uso urbano.

Para quem percorre muitos quilômetros diariamente, essa eficiência ajuda a reduzir bastante o gasto mensal com abastecimento.

A mecânica simples também favorece os custos de manutenção. Revisões costumam exigir menos mão de obra, enquanto peças de desgaste, como o kit de transmissão, apresentam boa durabilidade quando recebem os cuidados corretos.

Peças da Honda CG 160 são fáceis de encontrar

A enorme quantidade de CGs em circulação criou um mercado amplo de reposição.

Componentes originais e paralelos podem ser encontrados com facilidade em diferentes regiões do país, enquanto praticamente qualquer oficina de motocicletas conhece a mecânica do modelo.

Essa disponibilidade reduz o risco de deixar a moto parada durante muito tempo por falta de peças.

Outro ponto importante está na revenda. A procura elevada ajuda a CG a manter boa liquidez no mercado de usadas e também favorece uma desvalorização menor em comparação com modelos menos conhecidos.

Moto CG 160
Honda CG 160 – Foto divulgação

Leveza favorece o trânsito urbano da Honda CG 160

A CG também se destaca pela facilidade de condução.

Com pouco mais de 115 kg a seco, dependendo da configuração, é uma moto relativamente leve, estreita e fácil de manobrar.

O bom ângulo de esterço ajuda principalmente em corredores e ruas apertadas.

Isso explica por que o modelo é tão utilizado tanto para deslocamentos pessoais quanto em atividades profissionais.

Seguro pode pesar bastante no orçamento

A popularidade, entretanto, possui um lado negativo.

A CG está entre os modelos muito visados para roubo e furto, situação que pode elevar consideravelmente o valor do seguro.

Dependendo da cidade, idade do condutor e perfil de utilização, uma cobertura completa pode representar um custo alto em relação ao próprio valor da motocicleta.

Por isso, pesquisar seguro antes de fechar a compra é uma etapa importante.

Preço também deixou de ser tão baixo

Outro ponto que merece atenção é o valor cobrado nas concessionárias.

As versões mais completas, como a Titan, podem ultrapassar R$ 21 mil quando são incluídos frete e eventuais acréscimos praticados pelas lojas.

Com isso, a CG passou a disputar uma faixa de preço em que já aparecem outras opções no mercado.

Cinco marchas limitam o uso rodoviário

A transmissão continua com cinco velocidades.

No ambiente urbano isso não costuma ser um problema, mas em vias de maior velocidade o motor trabalha em rotações mais elevadas.

Acima dos 90 km/h, as vibrações podem aumentar e reduzir o conforto em trajetos mais longos.

A suspensão traseira também merece atenção. Os dois amortecedores possuem curso relativamente limitado e podem chegar ao fim de curso com mais facilidade em ruas muito ruins, principalmente com garupa ou carga adicional.

Versões básicas exigem mais atenção

Na entrada da linha, a CG Start oferece um pacote mais simples.

Entre as limitações está o sistema de frenagem CBS, com disco na dianteira e tambor na traseira.

Assim, antes da compra, vale comparar não apenas o preço entre as versões, mas também equipamentos, seguro e tipo de utilização.

A CG continua sendo uma escolha racional para quem procura economia, manutenção acessível e revenda fácil. Porém, seguro, preço de aquisição e limitações em viagens precisam entrar na conta antes de levar uma para casa.

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