A Royal Enfield Himalayan 450 ganhou uma nova configuração no Brasil voltada para quem pretende explorar com mais frequência o uso fora de estrada. A novidade amplia a gama da trail de média cilindrada e adiciona soluções pensadas especialmente para viagens longas e trechos mais técnicos.
Batizada de Mana Black, a versão assume o posto de topo de linha da família e chega às concessionárias ainda neste mês. O nome faz referência ao Mana Pass, uma das estradas trafegáveis mais altas e remotas do Himalaia.
Royal Enfield Mana Black ganha rodas sem câmara
Uma das principais diferenças da nova Himalayan 450 Mana Black está nas rodas.
A motocicleta passa a utilizar rodas raiadas sem câmara de ar, mantendo aro de 21 polegadas na dianteira e 17 polegadas na traseira.
A mudança é importante principalmente para quem utiliza a moto em expedições ou terrenos afastados dos grandes centros. Além de reduzir a preocupação com câmaras furadas, a solução facilita reparos durante uma viagem.
A configuração reforça ainda mais a proposta aventureira da Himalayan.

Visual recebe elementos inspirados no rali
A Royal Enfield também trabalhou na aparência da nova versão.
As laterais foram redesenhadas e possuem inspiração nos reservatórios auxiliares de combustível vistos em motocicletas de competição no rali.
Outro detalhe são os protetores de mão reforçados com dupla fixação, pensados para oferecer maior resistência durante trilhas ou passagens por locais com vegetação fechada.
O acabamento predominantemente escuro ajuda a diferenciar a Mana Black das demais configurações da linha.
Assento muda posição de pilotagem
A ergonomia também recebeu atenção.
A Mana Black utiliza o chamado assento Rally, mais estreito e desenvolvido para facilitar a movimentação do piloto sobre a motocicleta.
Com ele, a altura do banco passa para 86 cm em relação ao solo.
Essa mudança favorece principalmente a condução em pé sobre as pedaleiras, situação comum em trechos de terra, pedras ou terrenos irregulares.
Além disso, o formato facilita as transferências de peso em manobras mais técnicas.
Motor Sherpa 450 mantém 40 cv
Na parte mecânica, não há mudanças.
A nova versão utiliza o mesmo motor Sherpa 450, monocilíndrico de 452 cm³ com refrigeração líquida.
O propulsor entrega 40 cv a 8.000 rpm e 4 kgfm de torque a 5.500 rpm.
A suspensão dianteira é invertida e fornecida pela Showa, enquanto a traseira utiliza monoamortecedor.
Nos dois eixos, o curso é de 200 mm.
A distância livre do solo permanece em 230 mm, enquanto o tanque comporta 17 litros. Já o peso em ordem de marcha é de 196 kg.
Tecnologia também acompanha a proposta aventureira
O pacote eletrônico permanece completo.
A Himalayan 450 Mana Black possui acelerador eletrônico com quatro modos de pilotagem, iluminação full-LED e ABS traseiro desligável para uso fora do asfalto.
O painel circular em TFT também segue como um dos destaques.
Ele oferece navegação integrada com Google Maps por meio do espelhamento do smartphone, permitindo acompanhar rotas diretamente no painel sem precisar instalar um suporte para celular no guidão.
Himalayan 450 Mana Black custa R$ 33.490
A nova versão chega ao mercado brasileiro por R$ 33.490 e passa a ocupar a posição mais alta da linha Himalayan 450.
Com rodas raiadas sem câmara, assento Rally e componentes mais preparados para terrenos difíceis, a Mana Black tenta ampliar a capacidade off-road da trail sem alterar o conhecido conjunto mecânico de 40 cv.