F1: Calor intenso preocupa FIA para a etapa de Monza

O GP da Itália de Fórmula 1 terá um desafio extra neste fim de semana. Além das altas velocidades de Monza, pilotos e equipes precisarão lidar com temperaturas elevadas durante praticamente todas as atividades de pista.

A previsão levou a FIA a acionar oficialmente o protocolo de calor extremo previsto no regulamento da categoria, abrindo caminho para o uso de equipamentos específicos de resfriamento dentro dos carros.

Temperatura pode chegar aos 34°C

A previsão indica 33°C na sexta-feira, enquanto sábado e domingo podem registrar máximas de 34°C.

O problema vai além da temperatura ambiente.

A FIA recebeu informações de seu serviço meteorológico indicando que o índice de calor pode ultrapassar 31°C durante a corrida, limite utilizado pelo regulamento para declarar oficialmente uma situação de calor extremo.

Com isso, as medidas especiais estarão liberadas durante o GP da Itália.

Foto: XPB Images

FIA ativa protocolo criado em 2025

O procedimento entrou no regulamento da Fórmula 1 na temporada passada, depois das discussões sobre os riscos enfrentados pelos pilotos em corridas realizadas sob temperaturas muito elevadas.

Quando o alerta é acionado, as equipes podem utilizar sistemas desenvolvidos para ajudar a controlar a temperatura corporal dos competidores.

Entre eles está o colete de resfriamento, equipamento utilizado sob o macacão e conectado a um sistema específico dentro do carro.

A intenção é reduzir o impacto físico provocado pelas altas temperaturas durante uma corrida completa.

Peso adicional entra na regra

O piloto pode optar por não utilizar determinados componentes do sistema de resfriamento.

Nesse caso, porém, o carro deverá receber peso adicional equivalente ao conjunto, evitando uma eventual vantagem de desempenho por não carregar o equipamento.

Na prática, a regra impede que uma equipe simplesmente retire o sistema para deixar o monoposto mais leve.

O protocolo busca, portanto, preservar a segurança sem alterar artificialmente a disputa entre os carros.

Cockpit pode virar uma verdadeira sauna

George Russell, que também ocupa cargo de direção na associação dos pilotos, destacou como as condições podem ficar extremas dentro de um Fórmula 1.

Segundo ele, o sistema de resfriamento já foi utilizado anteriormente em etapas particularmente quentes.

O britânico explicou que, em situações com umidade próxima de 90%, a temperatura dentro do cockpit pode chegar aos 60°C.

Nessas condições, permanecer no carro durante uma corrida completa aumenta significativamente o desgaste físico.

Monza aumenta exigência sobre os pilotos

O calor ainda se soma às características específicas do circuito italiano.

Monza possui longas retas, fortes frenagens e velocidades médias muito elevadas. Embora a carga física em curvas seja diferente de pistas mais sinuosas, os pilotos permanecem expostos ao calor gerado pelo próprio carro durante toda a prova.

Por isso, hidratação, preparação física e controle da temperatura corporal ganharão importância extra ao longo do fim de semana.

Com previsão de até 34°C e alerta oficial da FIA, o GP da Itália de 2026 será disputado sob condições bastante exigentes. Além de encontrar a melhor configuração para o carro, as equipes precisarão garantir que seus pilotos consigam enfrentar o calor de Monza sem comprometer desempenho e segurança.

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