A Fórmula 1 enfrenta uma pressão crescente das equipes para definir o futuro dos GPs do Catar e de Abu Dhabi em 2026.
As duas corridas continuam oficialmente no calendário, mas os times querem uma resposta da FIA e da FOM antes do fim de setembro para organizar custos, viagens e toda a logística das últimas etapas da temporada.
A incerteza está ligada ao conflito no Oriente Médio e à possibilidade de a categoria precisar alterar novamente seu planejamento. Nos bastidores, Ímola já aparece como uma das principais alternativas caso alguma das provas seja cancelada.
Equipes querem uma definição da corrida no Catar até setembro
Para as equipes, esperar até as semanas finais do campeonato pode criar uma série de problemas.
A Fórmula 1 movimenta centenas de profissionais, toneladas de equipamentos e uma complexa operação de transporte entre os circuitos. Além disso, cada mudança inesperada interfere diretamente no orçamento das escuderias.
Por isso, existe o desejo de receber uma definição sobre Catar e Abu Dhabi antes do final de setembro.
Por enquanto, entretanto, nada mudou oficialmente.
As duas etapas seguem previstas e a organização ainda trabalha com a possibilidade de realizar o calendário conforme planejado.

Questão financeira pesa na decisão da F1
Um dos motivos para a demora seria justamente o impacto financeiro de um eventual cancelamento.
Catar e Abu Dhabi representam importantes receitas para a Fórmula 1, e retirar essas provas do calendário teria consequências comerciais.
Dessa forma, a FOM pretende esperar o máximo possível antes de abandonar definitivamente a realização dos dois eventos.
A expectativa continua sendo de que a situação permita manter as corridas.
Para as equipes, porém, quanto mais tarde vier a resposta, menor será o tempo disponível para reorganizar toda a operação do fim do campeonato.
Haas admite dificuldade para planejar orçamento
A Haas está entre os times que gostariam de mais clareza.
Ayo Komatsu, chefe da equipe, explicou que a posição de Catar e Abu Dhabi no fim da temporada torna a situação especialmente complicada financeiramente.
Isso acontece porque qualquer substituição exige reservas adicionais, mudanças de transporte e novas despesas em um período em que grande parte do orçamento anual já está comprometida.
Segundo Komatsu, uma resposta antecipada seria naturalmente melhor para os times.
Ao mesmo tempo, o dirigente reconheceu que a organização da Fórmula 1 também enfrenta uma situação difícil e não pode tomar uma decisão simples sem considerar todo o cenário.
Malásia já entrou no planejamento de 2026
O calendário deste ano já passou por modificações.
A Malásia foi adicionada para receber uma corrida sob o nome de GP do Bahrein, após as mudanças provocadas pela situação regional.
Essa inclusão também representa um custo adicional para as equipes.
Ainda assim, Komatsu explicou que uma prova adicionada em um período mais cedo do calendário é mais simples de administrar do que alterações envolvendo Catar e Abu Dhabi.
Como as duas etapas estão entre as últimas do ano, praticamente qualquer mudança exigirá reorganizar imediatamente o encerramento da temporada.
Ímola aparece como principal plano alternativo
Enquanto nenhuma decisão é anunciada, as equipes já tomam medidas preventivas.
Ímola, na Itália, surge como uma das alternativas mais fortes caso seja necessário substituir uma das provas do Oriente Médio.
Os times, inclusive, já reservaram hotéis nas proximidades do circuito para o primeiro fim de semana de dezembro.
Isso não significa que a corrida italiana esteja confirmada.
As reservas funcionam como precaução para evitar uma corrida contra o tempo caso a Fórmula 1 decida transferir uma etapa para a Europa.
Com centenas de integrantes viajando simultaneamente, garantir hospedagem de última hora em uma cidade relativamente pequena poderia se transformar em mais um problema logístico.
Abu Dhabi também envolve o encerramento do campeonato
A situação de Abu Dhabi é particularmente importante porque o circuito tradicionalmente aparece no encerramento da temporada.
Qualquer cancelamento obrigaria a Fórmula 1 não apenas a encontrar um substituto, mas também a definir onde será realizada a última corrida de 2026.
Por enquanto, o planejamento oficial continua inalterado.
A categoria ainda considera possível terminar o campeonato no Oriente Médio e não anunciou qualquer substituição.
No entanto, o fato de as equipes já estarem preparando alternativas mostra que ninguém quer ser surpreendido caso seja necessário mudar de direção.
F1 tenta ganhar tempo antes da decisão
A Fórmula 1 precisa equilibrar dois interesses diferentes.
De um lado, FIA e FOM querem preservar as etapas originalmente programadas e as receitas vinculadas aos eventos. Do outro, as equipes precisam de previsibilidade para administrar custos e logística.
Quanto mais setembro se aproxima, maior tende a ser a pressão por uma resposta definitiva.
Ímola já está preparada como uma possibilidade e os próprios times começaram a se organizar para esse cenário, mas Catar e Abu Dhabi continuam oficialmente no calendário de 2026.
A decisão deverá depender da evolução da situação nas próximas semanas. Até lá, as equipes seguem trabalhando com dois planejamentos paralelos: um para cumprir o calendário atual e outro para um possível encerramento da temporada na Europa.