Nissan Kicks híbrido estreia com consumo de quase 26 km/l e tração integral

O Nissan Kicks acaba de ganhar uma configuração que muitos consumidores brasileiros esperavam há anos.

A marca japonesa apresentou oficialmente o Kicks híbrido no Japão, apostando na tecnologia E-Power para entregar mais eficiência e desempenho sem depender de recarga externa.

A novidade chega com consumo que pode alcançar até 25,7 km/l, além de versões com tração integral e um conjunto mecânico diferente de tudo o que a Nissan oferece atualmente no Brasil.

Embora ainda não exista confirmação para o mercado brasileiro, os números já chamam atenção e mostram o potencial do SUV para enfrentar rivais eletrificados.

Como funciona o sistema híbrido do Nissan Kicks?

O grande destaque do novo Nissan Kicks está sob o capô.

Ao contrário da versão vendida no Brasil, equipada com motor 1.0 turbo flex, o modelo japonês utiliza o sistema E-Power, tecnologia que trabalha de forma diferente dos híbridos convencionais.

Nas versões com tração dianteira, um motor 1.4 aspirado de três cilindros gera 98 cv e 11,7 kgfm de torque. No entanto, ele não movimenta as rodas.

Sua única função é produzir energia para alimentar a bateria e o motor elétrico principal.

Quem realmente impulsiona o SUV é o propulsor elétrico dianteiro, responsável por entregar 143 cv de potência e 32,1 kgfm de torque.

Na prática, a sensação ao volante é semelhante à de um carro elétrico, já que a tração acontece exclusivamente pelos motores elétricos.

Nissan Kicks híbrido – Foto: divulgação

Versão com tração integral ganha segundo motor elétrico

Além das configurações com tração dianteira, a Nissan também desenvolveu versões equipadas com o sistema e-4ORCE.

Nesse caso, o SUV recebe um segundo motor elétrico instalado no eixo traseiro.

O conjunto adicional entrega 68 cv e permite que as quatro rodas sejam tracionadas simultaneamente quando necessário.

O motor 1.4 continua exercendo apenas a função de gerador de energia, mantendo a proposta central da tecnologia E-Power.

Dessa forma, o modelo combina características de um veículo elétrico com a praticidade de não precisar ser conectado a uma tomada.

Consumo impressiona e supera versão brasileira do SUV da Nissan

A eletrificação trouxe ganhos expressivos na eficiência energética.

Segundo o ciclo japonês WLTC, as versões de entrada do Nissan Kicks híbrido alcançam até 25,7 km/l.

Já os modelos equipados com tração integral registram consumo de até 25,1 km/l.

Embora o padrão WLTC costume apresentar números mais otimistas que os testes do Inmetro, os resultados continuam impressionantes.

Para efeito de comparação, o Nissan Kicks vendido atualmente no Brasil registra:

• 8,3 km/l na cidade com etanol

• 9,9 km/l na estrada com etanol

• 11,7 km/l na cidade com gasolina

• 14,3 km/l na estrada com gasolina

A diferença mostra o potencial da tecnologia híbrida para reduzir significativamente o consumo.

Versão aventureira também está nos planos

Entre as oito configurações apresentadas pela Nissan, uma das mais aguardadas é a Rock Creek.

A proposta da versão é oferecer um visual mais robusto e aventureiro.

O modelo terá para-choques exclusivos, detalhes vermelhos espalhados pela carroceria e cabine, além de rodas com desenho específico.

Outro diferencial será o revestimento impermeável dos bancos.

Apesar da identidade visual própria, a versão poderá ser equipada tanto com tração dianteira quanto com o sistema integral e-4ORCE.

Quanto custa o Nissan Kicks híbrido?

No Japão, o novo Nissan Kicks híbrido parte de ¥ 2.999.700 e chega a ¥ 4.248.200.

Em conversão direta, os valores equivalem a aproximadamente R$ 96 mil na configuração de entrada e cerca de R$ 135 mil na versão mais completa.

Naturalmente, uma eventual chegada ao Brasil envolveria impostos, logística e outros custos que elevariam significativamente esses preços.

Hoje, o Nissan Kicks nacional parte de R$ 168.690 na versão Sense e alcança R$ 199 mil na configuração Platinum.

Como vimos acima, o Nissan Kicks híbrido surge como uma alternativa interessante para quem busca eficiência sem depender de carregadores externos.

Com até 25,7 km/l, sistema E-Power e opção de tração integral, o SUV mostra um caminho que muitos consumidores brasileiros gostariam de ver adotado no mercado nacional nos próximos anos.

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