A Fiat Toro completa 10 anos de mercado em 2026 como um dos projetos mais bem-sucedidos da engenharia brasileira da marca.
Enquanto a atual geração se prepara para receber sistema híbrido-leve, a Stellantis já trabalha nos bastidores na segunda geração da picape intermediária.
Segundo informações divulgadas pelo site Autos Segredos, a nova Toro chega em 2029 como linha 2030 e dará um salto importante em tecnologia e arquitetura.
Como será a próxima geração da Fiat Toro?
A próxima geração adotará a plataforma STLA Medium, a mesma utilizada em modelos como Peugeot 3008 e Jeep Compass.
No Brasil, o Compass será o primeiro modelo produzido com essa nova base.
A STLA Medium é uma arquitetura multienergia. Isso significa que permite diferentes tipos de motorização no mesmo projeto, ampliando a flexibilidade industrial e técnica.
Para a Toro, isso representa um avanço significativo em eletrificação.

Quais serão as motorizações da nova Fiat Toro?
A nova geração deverá contar com três opções principais:
- Híbrido-leve (48V)
- Híbrido plug-in
- Versão 100% elétrica
Nas versões híbridas, o motor a combustão será o já conhecido 1.3 turboflex T270.
No Brasil, o conjunto híbrido-leve utilizará transmissão automática com conversor de torque e seis marchas. Esse sistema será o mesmo que estreia na Toro, no Jeep Compass e no Renegade já no próximo ano.
Versão híbrida plug-in da Fiat Toro terá tração integral
No caso do híbrido plug-in, a proposta será mais avançada.
O modelo permitirá três modos de condução:
- Híbrido
- Somente combustão
- Totalmente elétrico
A transmissão será automatizada de dupla embreagem seca, com sete marchas banhadas a óleo.
Essa variante contará obrigatoriamente com tração integral. O motor elétrico ficará instalado no eixo traseiro, responsável por gerar tração nas rodas de trás.

Fiat Toro elétrica deve chegar após 2030
A versão totalmente elétrica (BEV) está nos planos, mas deve chegar apenas em um segundo momento, após 2030.
O motivo é estratégico. O atual ciclo de investimentos da Stellantis na América do Sul, estimado em R$ 32 bilhões desde 2025, se encerra em 2030.
A picape elétrica dependerá de um novo aporte financeiro, que ainda não tem data anunciada.
O que muda para a Toro?
A segunda geração representa uma transformação estrutural. Sai uma base regional e entra uma plataforma global, preparada para múltiplas tecnologias.
Com isso, a Toro deixa de ser apenas referência no segmento intermediário nacional e passa a integrar um projeto alinhado com a estratégia global da Stellantis.
Se o cronograma for mantido, 2029 marcará o início de uma nova fase para a picape: mais eletrificada, mais conectada e com arquitetura pronta para o futuro.






