F1: Chefe da Mercedes conta como tentou frear ímpeto de Antonelli

A vitória de Andrea Kimi Antonelli no GP de Mônaco foi tão dominante que a Mercedes precisou intervir pelo rádio para tentar controlar o ritmo do piloto italiano.

Nem mesmo a enorme vantagem construída ao longo da corrida foi suficiente para fazer o líder do campeonato diminuir a velocidade.

O desempenho chamou atenção dentro da própria equipe e reforçou o momento extraordinário vivido pelo jovem de 19 anos, que conquistou sua quinta vitória consecutiva na temporada 2026 da Fórmula 1.

Mercedes tentou reduzir o ritmo do líder do campeonato

Durante boa parte da corrida nas ruas de Monte Carlo, Antonelli controlou a prova com tranquilidade e abriu uma vantagem confortável sobre os adversários.

Com o cenário sob controle, a Mercedes decidiu orientá-lo a administrar melhor o equipamento e evitar riscos desnecessários até a bandeirada.

Segundo Toto Wolff, o italiano simplesmente continuou girando no mesmo ritmo.

“O que Kimi consegue fazer é especial. Ele tem total controle do carro e das emoções. Não perde a calma quando alguém está a apenas um segundo e meio atrás, porque consegue mudar o ritmo e aumentar a vantagem. É realmente incrível”, afirmou.

Nem os avisos pelo rádio surtiram efeito

O chefe da Mercedes revelou que o primeiro pedido partiu de Peter Bonnington, engenheiro de corrida de Antonelli.

Mesmo após receber a mensagem, o piloto continuou registrando tempos semelhantes aos que vinha fazendo anteriormente.

Wolff então decidiu reforçar o recado pessoalmente.

“Bono falou com ele primeiro e depois eu repeti a mensagem. Eu disse para avisá-lo que ele tinha trinta segundos de vantagem. Peter transmitiu isso novamente, mas Kimi continuou fazendo os mesmos tempos de volta. Então pensamos que talvez aquele fosse simplesmente o ritmo dele”, afirmou Wolff.

A situação acabou gerando admiração dentro da própria equipe, que viu o piloto manter um desempenho extremamente consistente durante toda a prova.

Foto: XPB Images

Vitória encerra longo jejum da Mercedes em Monte Carlo

Além de representar mais um triunfo importante na campanha de Antonelli, o resultado também teve significado especial para a Mercedes.

A equipe não vencia em Mônaco desde a temporada de 2019 e frequentemente via boas oportunidades escaparem nos últimos anos.

Por isso, Wolff comemorou o retorno ao topo em uma das corridas mais tradicionais do calendário.

“É verdade que sempre foi um desafio para nós. Muitas vezes chegamos perto, mas a última vitória tinha sido em 2019. Voltar a vencer foi uma sensação muito boa”, acrescentou.

Russell impede festa completa da equipe

Apesar da comemoração pelo lado da garagem ocupado por Antonelli, a Mercedes também deixou Mônaco com um sentimento de frustração.

George Russell terminou a corrida fora da zona de pontuação após receber uma punição de drive-through, comprometendo completamente sua estratégia.

Para Wolff, o britânico tinha potencial para disputar as primeiras posições da prova.

“Não vou ao pódio há dez anos porque é difícil equilibrar a felicidade de um lado da garagem e a decepção do outro. Hoje (domingo) não consegui evitar. Enquanto estava lá, tinha sentimentos mistos. Em Montreal, a vitória era dele e nós o decepcionamos. Hoje, provavelmente poderíamos ter conquistado um pódio sem a penalidade, que foi um erro”, finalizou o chefe da Mercedes.

Antonelli chega embalado para Barcelona

Com cinco vitórias nas seis primeiras corridas da temporada, Antonelli desembarca na Espanha vivendo o melhor momento da carreira.

O piloto lidera o campeonato com ampla vantagem e chega ao GP da Catalunha como um dos grandes favoritos para ampliar sua sequência positiva.

A Fórmula 1 retorna entre os dias 12 e 14 de junho para a disputa da sétima etapa da temporada 2026.

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