Andrea Kimi Antonelli vive um começo de temporada impressionante na Fórmula 1 2026.
Aos 19 anos, o piloto da Mercedes lidera o campeonato após conquistar três poles e três vitórias nas quatro primeiras etapas do ano.
Mesmo assim, existe um ponto específico que ainda preocupa tanto o italiano quanto a equipe alemã: as largadas.
Apesar dos resultados positivos mascararem parte do problema, os números mostram que Antonelli vem sofrendo muito para manter posições logo após o apagar das luzes.
Em vários momentos, o jovem perdeu lugares importantes ainda na primeira volta, mesmo partindo das primeiras filas do grid.
Dados revelam problema nas primeiras voltas
Quando se analisam apenas os resultados finais, Antonelli parece ter um início de temporada praticamente perfeito. Porém, observando o desempenho nas largadas, o cenário muda bastante.
Somando corridas principais e sprints, o italiano perdeu 20 posições entre a largada e o fim da primeira volta nas primeiras provas da temporada.
O número chama atenção principalmente quando comparado ao desempenho de George Russell, companheiro de equipe na Mercedes, que perdeu apenas quatro posições no mesmo período.
No grid inteiro, Antonelli só apresenta estatística melhor que Nico Hulkenberg, da Audi, que acumula saldo negativo de 33 posições.
Novo regulamento da F1 afetou largadas
Parte da dificuldade enfrentada por Antonelli está diretamente ligada ao novo regulamento técnico introduzido na Fórmula 1 2026.
A remoção do sistema MGU-H alterou completamente a resposta dos motores turbo durante as largadas. Sem o componente responsável pela recuperação de energia térmica, os pilotos passaram a enfrentar mais dificuldade para manter o turbocompressor dentro da faixa ideal de funcionamento.
Na prática, isso aumentou o chamado “turbo lag”, criando atrasos entre o momento em que o piloto acelera e a resposta efetiva do motor.
Por causa disso, a FIA chegou até a ampliar em cinco segundos o procedimento de preparação no grid antes das largadas.

Mercedes ainda sofre mais que rivais
Mesmo sendo uma das equipes mais rápidas do campeonato, a Mercedes aparece entre as piores da Fórmula 1 em desempenho de largada.
Enquanto a Ferrari, por exemplo, ganhou 21 posições nas primeiras voltas graças a um conjunto mais eficiente, a Mercedes ainda busca soluções para melhorar a saída dos carros.
Segundo análises do paddock, a equipe italiana conseguiu vantagem utilizando um turbocompressor menor, que entra na faixa ideal de funcionamento com mais rapidez.
A Mercedes ainda trabalha para reduzir esse atraso na resposta do motor.
Antonelli admite dificuldade com embreagem
Embora exista um fator técnico importante, o próprio Antonelli reconhece que parte do problema também está na sua pilotagem.
O italiano explicou que ainda enfrenta dificuldades no momento de soltar a embreagem durante a largada.
“Tem sido um ponto fraco neste ano, definitivamente, e eu preciso melhorar”, admitiu.
O tema virou assunto até dentro da própria Mercedes. Após a vitória de Antonelli em Suzuka, Toto Wolff brincou com a situação.
“Precisamos enviá-lo para a autoescola, assim ele pode aprender como soltar a embreagem direito”, disse o chefe da equipe.
Atualização da Mercedes pode mudar cenário
Antes da pausa de abril, Antonelli afirmou que utilizaria o período livre justamente para treinar largadas e melhorar a sensibilidade na saída.
Os resultados já começaram a aparecer parcialmente em Miami, onde o italiano perdeu apenas três posições somando sprint e corrida principal: seu melhor desempenho neste aspecto até agora.
Agora, a expectativa se volta para o GP do Canadá. A Mercedes confirmou que levará sua primeira grande atualização da temporada para Montreal.
Embora a equipe ainda não tenha revelado exatamente quais mudanças serão feitas, existe a esperança de corrigir os problemas nas largadas e dar mais confiança tanto para Antonelli quanto para George Russell no restante da Fórmula 1 2026.