Abril trouxe um retrato curioso do mercado de motos no Brasil.
O volume continua alto, mas o ranking até o dia 15 mostra um cenário mais concentrado e com pouca diversidade entre as marcas, especialmente no topo.
Outro ponto que chama atenção é a ausência total de fabricantes premium, como Ducati, BMW ou Triumph, que simplesmente não aparecem entre as mais vendidas.
Isso reforça o perfil do mercado brasileiro: volume concentrado em motos acessíveis.
A seguir, o Portal Sua Rotina traz todos os detalhes. Acompanhe!
Liderança segue concentrada em poucos nomes
As primeiras posições continuam dominadas por modelos já conhecidos, com foco em baixo custo e uso diário.
A Honda CG 160 mantém a ponta com 23.215 unidades vendidas, mesmo com leve queda de 3,2% em relação a março.

Logo atrás, a Honda Biz aparece com 11.481 unidades (-11,5%), seguida pela Honda Pop 110i, com 11.289 unidades (-8,4%).
Na quarta posição, a Honda NXR 160 soma 8.297 unidades (-5,8%), mantendo o padrão de domínio da marca no topo.
Mottu quebra padrão e cresce no meio da tabela
A principal exceção entre os líderes é a Mottu Sport 110i.

O modelo aparece na quinta posição com 5.681 unidades e crescimento de 11,6%, sendo um dos poucos resultados positivos no mês.
Esse avanço chama atenção justamente porque acontece em um cenário de queda generalizada.
Ranking completo das motos mais vendidas em abril de 2026
Confira como ficou o ranking até o dia 15 de abril:
• 1º HONDA CG 160: 23.215 unidades (-3,2%)
• 2º HONDA BIZ: 11.481 unidades (-11,5%)
• 3º HONDA POP 110i: 11.289 unidades (-8,4%)
• 4º HONDA NXR 160: 8.297 unidades (-5,8%)
• 5º MOTTU SPORT 110i: 5.681 unidades (+11,6%)
• 6º YAMAHA YBR 150: 3.156 unidades (-11,0%)
• 7º HONDA CB 300F: 2.981 unidades (-8,2%)
• 8º HONDA XRE 190: 2.466 unidades (-9,6%)
• 9º HONDA PCX 160: 2.381 unidades (-4,2%)
• 10º YAMAHA FAZER 250: 1.986 unidades (-6,1%)
• 11º SHINERAY SHI 125: 1.954 unidades (-1,3%)
• 12º HONDA XRE 300: 1.950 unidades (-2,8%)
• 13º YAMAHA XTZ 250: 1.895 unidades (-3,3%)
• 14º YAMAHA FAZER 150: 1.609 unidades (-16,4%)
• 15º SHINERAY SHI 175: 1.286 unidades (-11,3%)
• 16º HONDA ELITE 125: 1.258 unidades (-20,5%)
• 17º YAMAHA CROSSER 150: 1.226 unidades (-10,1%)
• 18º YAMAHA AEROX 160: 1.071 unidades (-6,2%)
• 19º YAMAHA NMAX: 949 unidades (-2,6%)
• 20º HONDA ADV 160: 877 unidades (-8,6%)
Mercado mostra pouca diversidade no topo
O ranking reforça um ponto importante: o mercado brasileiro de motos é extremamente concentrado.
Honda domina as primeiras posições, enquanto Yamaha e marcas de entrada aparecem mais abaixo. Já fabricantes premium, como Ducati, simplesmente não entram na lista.
Isso acontece porque o volume de vendas no país está diretamente ligado a motos de uso diário, com preço mais acessível e manutenção mais simples.
Queda nas vendas reforça momento de cautela
Outro ponto evidente é a quantidade de modelos em queda.
A maioria das motos registra retração em abril, incluindo opções populares e scooters. Isso indica um ritmo mais lento de compras no período.
O ranking até o dia 15 mostra um mercado forte, mas concentrado e com pouca diversidade entre as marcas.
A ausência de fabricantes premium como Ducati reforça o foco em motos acessíveis no Brasil.
Ao mesmo tempo, a queda generalizada nas vendas indica um momento de atenção, mesmo com a liderança consolidada no topo.


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