Abril trouxe um cenário menos acelerado para o mercado de motos no Brasil.

Mesmo com volume alto de vendas, os números mostram que boa parte dos modelos perdeu ritmo em relação a março, inclusive os mais populares. Dados atualizados até o dia 15.

O que chama atenção é que a retração aparece em diferentes categorias, desde motos de entrada até scooters e modelos de maior cilindrada.

Logo abaixo, o Portal Sua Rotina traz todos os detalhes sobre esse cenário. Acompanhe!

Liderança da Honda CG 160 segue isolada, mas ritmo desacelera

A Honda CG 160 continua na frente com ampla vantagem, somando 23.215 unidades vendidas no mês.

Apesar do volume elevado, o modelo registra recuo de 3,2% em relação a março. No acumulado de 2026, ainda domina com 145.006 unidades, sem concorrência direta no topo.

Ou seja, segue líder absoluto, mas já acompanha o movimento de queda do mercado.

CG 160 FAN é a moto mais vendida do mercado brasileiro – Foto: divulgação

Motos que mais perderam vendas em abril

Entre os modelos com maior queda, alguns números chamam atenção pelo tamanho da retração.

Honda Elite 125: -20,5%
• Yamaha Fazer 150: -16,4%
Honda Biz: -11,5%
• Shineray SHI 175: -11,3%
• Yamaha YBR 150: -11,0%
• Yamaha Crosser 150: -10,1%
• Honda XRE 190: -9,6%
Honda ADV 160: -8,6%
• Honda Pop 110i: -8,4%
• Honda CB 300F: -8,2%

A presença de vários modelos populares nessa lista reforça que a queda não ficou concentrada em um nicho específico.

Scooters e motos médias também recuam

Nem mesmo os segmentos que vinham mais estáveis escaparam da desaceleração.

• Honda PCX 160: -4,2%
• Yamaha NMAX: -2,6%
Yamaha Aerox 160: -6,2%
• Yamaha Fazer 250: -6,1%

YAMAHAFAZER 250 – Foto divulgação


• Yamaha XTZ 250: -3,3%

Isso mostra um movimento mais amplo, atingindo diferentes perfis de consumidores.

Exceções aparecem, mas são poucas

Apesar do cenário negativo, alguns modelos conseguiram crescer.

Mottu Sport 110i: +11,6%

Esse é o principal destaque positivo do ranking, avançando enquanto a maioria recua.

O que está por trás da queda

A desaceleração pode ser explicada por uma combinação de fatores. Entre as principais, vale citar:

• Ajuste após meses com vendas mais fortes
• Crédito mais restrito em algumas linhas
• Sensibilidade maior ao preço no consumidor
• Momento econômico mais cauteloso

O Portal Sua Rotina destaca que o resultado é um mercado mais lento, mesmo com alta demanda estrutural.

E você, como avalia a queda das motos no mercado brasileiro em abril de 2026? Você acha que o mercado consegue recuperação no restante do mês? Comente e compartilhe a sua opinião com outros leitores do Portal Sua Rotina.


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