A Transalp entrega o equilíbrio que falta entre NX500 e Africa Twin e chega ao mercado brasileiro como uma opção intermediária para quem busca mais desempenho que a Honda NX500, mas sem o porte e o custo elevado da Honda Africa Twin.

Apresentada ao público brasileiro após seu retorno global, a nova XL750 Transalp resgata um nome tradicional da Honda. 

No entanto, mais do que nostalgia, o modelo aposta em um conjunto moderno, versátil e preparado para diferentes tipos de terreno.

Retorno da Transalp: de ícone do passado a proposta atual

Antes de tudo, vale lembrar que a Transalp não é um nome novo. Lançada originalmente nos anos 80, a moto passou por diversas evoluções até sair de linha no Brasil em 2014.

Agora, a nova geração retorna com foco bem definido. Ou seja, preencher um espaço que antes ficava vazio entre modelos de média e alta cilindrada.

Além disso, a estratégia da Honda é clara: oferecer uma moto capaz de viajar, encarar terra e ainda manter conforto no uso diário.

Motor 750 entrega desempenho acima da média

O coração da Transalp é um motor bicilíndrico de 755 cc, com refrigeração líquida.

Esse conjunto entrega 69,3 cv de potência e 7,04 kgf.m de torque, números que colocam a moto acima das intermediárias tradicionais.

Na prática, o motor se mostra cheio em todas as faixas de rotação. Em baixa, já responde com facilidade. Por outro lado, em médias e altas rotações, ganha força de forma progressiva.

Além disso, o câmbio de seis marchas conta com embreagem assistida e deslizante, o que melhora o controle em reduções.

Modos de pilotagem ajustam a moto para qualquer cenário

Um dos destaques da Transalp está na eletrônica. O modelo conta com acelerador eletrônico e diferentes modos de pilotagem, incluindo Standard, Sport, Rain e Gravel. Além disso, há modos personalizáveis.

Na prática, isso permite ajustar potência, controle de tração e freio motor conforme o terreno.

Por exemplo, no modo Standard, a moto entrega equilíbrio entre desempenho e controle. Já no Sport, as respostas ficam mais rápidas.

Enquanto isso, no Gravel, a configuração favorece o uso em terra, com ajustes específicos para esse tipo de piso.

Suspensão Showa garante conforto e controle

Outro ponto forte está na ciclística. Na dianteira, a Transalp utiliza garfo invertido Showa com 200 mm de curso. Já na traseira, o sistema Pro-Link oferece 190 mm de curso.

Além disso, há múltiplas possibilidades de ajuste. Isso permite adaptar a moto ao peso do piloto, tipo de uso e terreno.

Na prática, a suspensão consegue filtrar bem irregularidades, tanto no asfalto quanto em estradas de terra.

Freios dimensionados para uso com carga e garupa

Nos freios, a moto traz discos duplos de 310 mm na dianteira e disco simples de 256 mm na traseira, ambos com ABS.

Além disso, no modo Gravel, é possível ajustar o comportamento do sistema, favorecendo o uso fora de estrada.

Na prática, o conjunto entrega segurança mesmo em frenagens mais fortes, inclusive com carga ou passageiro.

Ergonomia e dimensões facilitam a pilotagem

Apesar de ser uma big trail, a Transalp surpreende na ergonomia. A altura do banco é de 85,5 cm, enquanto a distância do solo é de 21,2 cm. Com isso, pilotos de estatura média conseguem apoiar os pés sem grandes dificuldades.

Além disso, o peso seco de 193 kg é relativamente equilibrado para a categoria. Na prática, isso torna a moto mais acessível do que modelos maiores, sem comprometer a robustez.

Consumo e autonomia mostram eficiência no conjunto

Mesmo com foco em desempenho, a Transalp apresenta consumo interessante. Durante o uso misto, a média fica próxima de 20,5 km/l. Considerando o tanque de 16,6 litros, a autonomia pode chegar a cerca de 330 km.

Ou seja, é uma moto preparada para viagens longas sem necessidade constante de abastecimento.

Comportamento na estrada e na terra

No asfalto, a Transalp se destaca pelo conforto e estabilidade.

As curvas são feitas com segurança, e o conjunto transmite confiança mesmo em velocidades mais altas. Além disso, a posição de pilotagem favorece longas distâncias.

Já na terra, a moto mostra versatilidade. A suspensão absorve bem impactos, e o controle eletrônico ajuda a manter a estabilidade.

Por outro lado, o desempenho no off-road pode variar conforme os pneus utilizados, especialmente em trechos mais exigentes.

Posicionamento claro: entre duas categorias

A proposta da Transalp fica evidente quando comparada às irmãs de linha.

Honda NX500

Mais leve, menor cilindrada e foco em uso urbano e viagens leves.

Honda Africa Twin

Maior, mais potente e voltada para viagens longas e off-road mais extremo.

Honda XL750 Transalp

Equilíbrio entre os dois mundos, com bom desempenho, conforto e versatilidade.

Preço e proposta de mercado

A Transalp chega com preço sugerido na faixa de R$ 65.545, sem incluir custos adicionais.

Além disso, há uma ampla lista de acessórios, como malas laterais, top case, protetores e para-brisa elevado.

Isso permite adaptar a moto para diferentes perfis de uso, desde viagens até deslocamentos mais simples.

Vale a pena escolher a Transalp?

Para quem acha a NX500 limitada e a Africa Twin exagerada, a resposta tende a ser sim.

A Transalp entrega um conjunto equilibrado, com potência suficiente, conforto para viagens e capacidade para encarar diferentes terrenos.

A Transalp entrega o equilíbrio que falta entre NX500 e Africa Twin ao reunir desempenho, tecnologia e versatilidade em um único modelo.

Sem exageros, mas também sem limitações, a XL750 se posiciona como uma das opções mais completas da categoria intermediária.


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