Renault Bridger entra no radar do Brasil como rival do Avenger

O Renault Bridger começou a chamar atenção no Brasil mesmo antes de ser lançado oficialmente em qualquer mercado da região. O novo SUV compacto teve sua patente registrada no INPI e, embora isso não confirme uma estreia por aqui, o movimento coloca o modelo no radar da operação brasileira.

Com cerca de 4 metros de comprimento, visual mais quadrado e uma plataforma já conhecida da Renault, o Bridger poderia ocupar uma faixa importante dentro da gama e até rivalizar com modelos como o Jeep Avenger.

Registro no INPI aumenta as especulações

O Bridger apareceu recentemente nos registros do Instituto Nacional da Propriedade Industrial.

Esse tipo de movimentação costuma indicar que a fabricante quer proteger o desenho e a propriedade intelectual do modelo no país. Entretanto, isso não significa necessariamente que o lançamento esteja confirmado.

O presidente da Renault Geely do Brasil, Ariel Montenegro, reforçou justamente esse ponto.

Segundo o executivo, a empresa registra produtos que fazem parte de patentes globais e que eventualmente podem chegar ao mercado brasileiro. Ainda assim, nem todo veículo registrado no INPI acaba sendo comercializado.

Foto: divulgação

Bridger será menor que o Kardian

Um dos pontos mais interessantes do Renault Bridger está no tamanho.

A marca já informou que o SUV terá aproximadamente 4 metros de comprimento. Para comparação, o Kardian mede 4,12 metros.

Isso coloca o futuro modelo em uma faixa de SUVs compactos menores, com proposta voltada principalmente ao uso urbano, mas mantendo um visual mais robusto e aventureiro.

O desenho definitivo ainda não foi revelado, porém os primeiros elementos indicam carroceria mais quadrada, linhas musculosas e uma identidade próxima da nova linguagem visual adotada pela Renault.

Plataforma permite diferentes tipos de motorização

O Bridger será construído sobre a RGMP, Renault Group Modular Platform.

Essa arquitetura também é utilizada no Kardian, Boreal e na futura picape Niagara.

Outra vantagem está na flexibilidade mecânica. A plataforma permite receber motores a combustão, sistemas híbridos e até conjuntos totalmente elétricos.

A nova geração do Duster também utiliza essa base.

Na Índia, por exemplo, o SUV possui opções com motor 1.0 turbo de 100 cv, 1.3 turbo e uma versão híbrida HEV que combina motor 1.8 aspirado com dois propulsores elétricos para alcançar 160 cv.

Ainda não existe confirmação sobre qual configuração poderia ser utilizada pelo Bridger.

Há espaço para outro SUV na linha Renault?

Atualmente, a Renault está reorganizando boa parte de seu portfólio brasileiro.

O Kardian ocupa a posição de entrada, enquanto o Duster aparece acima dele e o Boreal assume um espaço entre os SUVs médios. Além disso, a futura Niagara ampliará a presença da marca entre as picapes.

Nesse cenário, o Bridger poderia ser encaixado entre Kardian e Duster.

Outra possibilidade seria aproveitar sua aparência robusta para criar uma espécie de “mini-Duster”, mantendo uma proposta aventureira em dimensões menores.

Jeep Avenger pode virar um dos principais rivais

Caso o Renault Bridger chegue ao Brasil, o Jeep Avenger aparece como uma referência direta.

Os dois seguem uma ideia semelhante: SUVs de entrada, compactos, com carroceria mais quadrada e visual aventureiro.

Por enquanto, entretanto, o Bridger permanece apenas como possibilidade. O registro no INPI mostra que a Renault protegeu o projeto no Brasil, mas a fabricante ainda não confirmou produção, versões, motores ou data de lançamento.

Mesmo assim, considerando a atual reformulação da gama, existe espaço para que o novo SUV encontre uma posição própria no mercado brasileiro.

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