As motos são maioria nos atendimentos de urgência no AM em março, segundo dados atualizados da rede estadual de saúde.
O cenário reforça uma tendência preocupante: os acidentes envolvendo motociclistas continuam liderando as ocorrências e pressionando o sistema público.
Ao todo, foram registrados 2.609 atendimentos no período. Desse volume, a maior parte está diretamente ligada a motos, o que evidencia o impacto desse tipo de veículo nas estatísticas de trânsito.
Acidentes com motos dominam os registros no Amazonas

Os números mostram, de forma clara, a predominância das motocicletas nos atendimentos hospitalares.
Distribuição dos atendimentos em março
- Motos: 1.777 casos
- Carros: 145 ocorrências
- Atropelamentos: 38 registros
- Outros acidentes: 649 casos
Na prática, as motos representam mais de dois terços dos atendimentos. Enquanto isso, os acidentes com carros aparecem bem atrás, com uma diferença expressiva.
Além disso, o volume total de ocorrências cresceu em relação aos meses anteriores. Em fevereiro, foram 2.398 atendimentos. Já em janeiro, o número chegou a 2.412.
Ou seja, março consolida uma alta no número de vítimas atendidas.
Hospitais concentram maior volume de atendimentos
Com o aumento das ocorrências, algumas unidades de saúde registraram maior pressão no atendimento.
Unidades com mais registros
- Hospital Platão Araújo: 742 atendimentos
- Hospital 28 de Agosto: 679 atendimentos
- Hospital João Lúcio: 442 atendimentos
Esses números mostram, ao mesmo tempo, a concentração dos casos em unidades específicas e a importância da estrutura hospitalar para absorver a demanda.
Além disso, o monitoramento em tempo real permite identificar rapidamente os pontos críticos, facilitando ações de prevenção e organização do sistema.
Fins de semana concentram maior número de acidentes
Outro dado relevante é o comportamento das ocorrências ao longo da semana. De forma consistente, os fins de semana registram os maiores volumes.
Por exemplo, nos dias 7 e 8 de março, foram contabilizados 190 atendimentos. Já no fim de semana seguinte, o número chegou a 178.
Na sequência, os dias 21 e 22 registraram 194 ocorrências. Por fim, no último fim de semana do mês, os registros se mantiveram acima de 100 casos.
Destaque para os últimos dias do mês
No sábado (28), a maioria dos casos envolveu motocicletas, com oito ocorrências entre 12 registros. O pico aconteceu por volta das 20h.
Já no domingo (29), o cenário se intensificou. Foram 90 atendimentos, sendo 66 relacionados a motos.
Além disso, os horários mais críticos se concentraram na madrugada e à noite. O maior pico foi às 22h, com 10 entradas simultâneas.
Casos graves e mortes reforçam alerta no trânsito
Além do alto número de atendimentos, o mês também registrou ocorrências com vítimas fatais.
Entre os casos confirmados, está o de um homem de 33 anos, que morreu após ser atropelado por um caminhão na zona norte de Manaus.
Além disso, outro acidente envolveu a perda de controle do veículo, seguida de colisão com uma árvore, também com vítima fatal.
Na região metropolitana, um jovem de 19 anos morreu após uma colisão frontal entre motos. O impacto causou traumatismo craniano, resultando em morte no local.
Outras três pessoas ficaram feridas no mesmo acidente, com fraturas graves, mas permanecem em estado estável.
Monitoramento em tempo real ajuda no controle dos dados
Os dados são acompanhados por um sistema digital que permite visualizar, em tempo real, a demanda nas unidades de saúde.
Com isso, é possível identificar padrões, como horários críticos e regiões com maior incidência. Além disso, essas informações ajudam na criação de estratégias de prevenção.
Motos seguem como principal desafio no trânsito
O fato de que as motos são maioria nos atendimentos de urgência no AM em março reforça um alerta importante para autoridades e motoristas.
Por um lado, os números mostram o crescimento dos acidentes. Por outro, evidenciam a necessidade de medidas mais eficazes de prevenção.
Diante desse cenário, a combinação entre fiscalização, educação no trânsito e conscientização dos condutores se torna essencial para reduzir os índices e evitar novas ocorrências.






