As Motos mais vendidas em abril seguem revelando um cenário previsível à primeira vista, mas com detalhes importantes que ajudam a entender o comportamento real do mercado brasileiro. Embora a liderança pareça consolidada, algumas posições chamam atenção pelo volume e pelo perfil de uso.
Ao analisar os números mais recentes de emplacamentos, fica claro que o domínio de uma única marca continua forte. Ainda assim, modelos específicos mostram por que conseguem manter alta demanda mês após mês.
Como o mercado se comportou em abril de 2026

Antes de entrar no ranking, vale observar o panorama geral. O mercado manteve estabilidade nas primeiras posições, com pouca variação entre os líderes.
Enquanto isso, o volume segue concentrado em motos de baixa cilindrada, com foco urbano e custo reduzido. Esse padrão explica boa parte das escolhas dos consumidores.
Além disso, o uso profissional continua sendo um fator decisivo, principalmente entre modelos voltados para trabalho e entrega.
Por que a liderança continua concentrada
Embora haja concorrência, a presença dominante da Honda é evidente. A marca ocupa a maioria das posições no ranking, o que reforça sua capilaridade e aceitação no país.
Ao mesmo tempo, Yamaha e Mottu aparecem com menor participação, mas ainda relevantes em nichos específicos.
Ranking das motos mais vendidas em abril de 2026

A seguir, veja o ranking completo com números atualizados e os principais destaques de cada modelo.
1ª posição — Honda CG 160
Com 46.949 unidades, a CG 160 mantém uma liderança isolada. O modelo utiliza motor de 162,7 cm³ e potência de até 14,7 cv.
Além disso, a ampla variedade de versões e o baixo custo de manutenção ajudam a explicar a diferença para os concorrentes.
2ª posição — Honda Biz 125
A Biz 125 registrou 23.449 unidades vendidas. Seu motor de 123,9 cm³ e o câmbio sem embreagem reforçam o foco em praticidade.
Outro ponto forte é o uso diário, principalmente em trajetos curtos.
3ª posição — Honda Pop 110i
Logo atrás, com 23.372 unidades, a Pop 110i segue como uma das opções mais acessíveis do país.
Equipada com motor de 109,5 cm³ e 8,43 cv, é voltada para quem prioriza economia e simplicidade.
4ª posição — Honda Bros 160
A Bros 160 aparece com 17.429 unidades. Seu motor de 162,7 cm³ e suspensões de longo curso ampliam a versatilidade.
Por isso, o modelo atende tanto o uso urbano quanto estradas irregulares.
5ª posição — Mottu Sport 110i
Com 9.764 unidades, a Sport 110i se destaca pelo uso em frotas.
Esse volume é impulsionado principalmente por empresas e entregadores, o que explica sua presença constante no ranking.
6ª posição — Yamaha Factor 150
A Factor 150 somou 6.758 unidades vendidas. O motor de 149 cm³ com cerca de 12 cv oferece equilíbrio entre consumo e desempenho.
Além disso, o câmbio de cinco marchas reforça a proposta urbana.
7ª posição — Honda CB 300F Twister
Com 5.913 unidades, a CB 300F Twister é a mais potente entre as líderes.
O motor de 293,5 cm³ entrega até 24,7 cv, posicionando o modelo como opção para quem busca mais desempenho.
8ª posição — Honda XRE 190
A XRE 190 registrou 5.064 unidades. O motor de 190 cm³ e os itens modernos, como iluminação em LED, reforçam o apelo.
Ela ocupa um espaço intermediário entre uso urbano e aventura leve.
9ª posição — Honda PCX 160
Com 4.814 unidades, a PCX 160 segue como o scooter mais vendido do Brasil.
O motor de 156,9 cm³ aliado ao câmbio CVT e ao sistema Start&Stop aumenta a eficiência no trânsito.
10ª posição — Yamaha FZ25
Fechando o ranking, a FZ25 teve 3.967 unidades vendidas.
O motor de 249 cm³ com 21,3 cv posiciona o modelo como concorrente direto da CB 300F Twister, com proposta semelhante.
O que explica esse ranking na prática
O ranking deixa claro que motos de até 160 cm³ dominam o mercado. Isso acontece principalmente por três fatores:
Consumo reduzido
Manutenção acessível
Facilidade de uso no dia a dia
Enquanto isso, modelos acima de 250 cm³ aparecem com menor volume, mas atendem um público mais específico.
O ranking de motos mais vendidas em abril confirma uma tendência já consolidada no Brasil: foco em economia, praticidade e uso urbano.
Mesmo sem grandes mudanças nas posições, os números mostram que o consumidor continua priorizando custo-benefício. Ao mesmo tempo, modelos mais potentes seguem firmes como alternativa para quem busca desempenho.
Se a tendência continuar, dificilmente veremos mudanças bruscas no topo nos próximos meses — mas os detalhes no meio da tabela ainda podem surpreender.





