O número de pedidos e concessões de auxílio-acidente disparou no Brasil e voltou a chamar atenção em 2025. Os dados mais recentes mostram crescimento expressivo nos benefícios pagos pelo INSS, principalmente em casos ligados a acidentes de trabalho e redução permanente da capacidade laboral.
Além disso, os valores desembolsados pela Previdência Social também aumentaram significativamente, ultrapassando a marca dos R$ 125 milhões pagos em apenas um ano.
O avanço dos números reforça não apenas o aumento dos acidentes, mas também a busca maior dos trabalhadores por direitos previdenciários após sequelas permanentes.
Auxílio-acidente teve forte alta em 2025
Segundo os dados divulgados, o INSS concedeu mais de 76 mil auxílios-acidente em 2024.
Os números foram divididos entre:
- 34,7 mil auxílios-acidente comuns
- 41,2 mil auxílios-acidente acidentários ligados ao trabalho
Somados, os benefícios representaram mais de R$ 92 milhões pagos pelo INSS.
Já em 2025, os números cresceram ainda mais.
Foram registrados:
- Mais de 52,4 mil auxílios-acidente comuns
- Mais de 46,7 mil auxílios-acidente acidentários
No total, o país chegou perto de 100 mil benefícios concedidos.
Além disso, os pagamentos ultrapassaram R$ 125 milhões.
Na comparação anual, o crescimento foi de aproximadamente 30%.

O que é o auxílio-acidente?
O auxílio-acidente é um benefício pago pelo INSS para trabalhadores que sofreram acidente e ficaram com sequelas permanentes que reduziram sua capacidade de trabalho.
O benefício funciona como uma indenização mensal.
Mesmo que o trabalhador continue exercendo atividade profissional, ele ainda pode ter direito ao pagamento caso exista redução comprovada da capacidade laboral.
Quais documentos são necessários para pedir auxílio-acidente?
Segundo o advogado previdenciário Edivanildo Nunes, o primeiro passo é reunir toda a documentação básica necessária para solicitar o benefício.
Entre os principais documentos estão:
- Documento de identidade
- CPF
- Comprovante de residência
- Carteira de trabalho
- Laudos médicos
- Exames
- Relatórios médicos que comprovem sequelas
Além disso, os documentos precisam demonstrar que o acidente realmente gerou incapacidade parcial ou redução permanente da capacidade de trabalho.
Como pedir o benefício no INSS?
O pedido pode ser feito diretamente pelos canais oficiais do INSS.
O trabalhador pode solicitar:
- Pelo aplicativo Meu INSS
- Pelo site oficial do INSS
- Pelo telefone 135
Segundo o advogado, caso exista dificuldade no sistema ou negativa do benefício, o ideal é procurar orientação jurídica especializada.
Além disso, o acompanhamento profissional pode ajudar tanto no processo administrativo quanto em eventual ação judicial.
Justiça Federal costuma ser mais rápida
Outro ponto destacado envolve o tempo de tramitação dos processos.
Segundo Edivanildo Nunes, benefícios previdenciários comuns geralmente tramitam na Justiça Federal, considerada mais especializada.
Nesses casos, o tempo médio pode ficar em torno de seis meses.
Já os processos ligados a acidentes de trabalho normalmente seguem para a Justiça Estadual.
Segundo o advogado, esse tipo de ação costuma ser mais demorado.
A média apontada é de aproximadamente dois anos até o reconhecimento do direito ao benefício.
Crescimento dos acidentes pressiona Previdência
O aumento expressivo nos pedidos de auxílio-acidente acompanha também o crescimento dos acidentes de trânsito e de trabalho registrados nos últimos anos.
Além dos impactos físicos e emocionais para os trabalhadores, o avanço dos benefícios pagos pelo INSS também amplia a pressão financeira sobre a Previdência Social.
Enquanto isso, especialistas reforçam a importância de informação, prevenção e orientação adequada para trabalhadores que acabam sofrendo sequelas permanentes após acidentes.





