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Greve dos Correios: veja quais estados aderiram à paralisação

Sindicatos de trabalhadores dos Correios em diversos estados aprovaram, nesta terça-feira (16), uma greve geral por tempo indeterminado.

A paralisação começou às 22h, após assembleias realizadas nas bases sindicais, e reflete o impasse nas negociações do novo acordo coletivo de trabalho (ACT) com a estatal.

A mobilização ocorre depois de semanas sem consenso entre representantes dos empregados e a direção da empresa, mesmo com tentativas de mediação conduzidas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Estados que aderiram à greve

Greve dos Correios impacta serviços e gera atrasos em entregas em todo o país

A greve foi aprovada oficialmente em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraíba, com aval das direções sindicais locais. Nessas regiões, a paralisação passa a valer por tempo indeterminado.

Em São Paulo, a situação foi distinta. Os trabalhadores votaram pela greve contrariando a orientação da direção do sindicato estadual, o que evidencia divergências internas sobre a condução do movimento.

Bases regionais que também paralisaram

Além dos estados, algumas bases específicas decretaram greve após assembleias locais. Entre elas estão Vale do Paraíba (SP), Campinas (SP), Santos (SP) e Londrina (PR).

As decisões foram tomadas de forma independente em cada localidade, seguindo a orientação nacional de mobilização aprovada nas últimas semanas pelas entidades representativas da categoria.

Estados em estado de greve

Outros sindicatos optaram por manter o chamado “estado de greve”, que indica mobilização e possibilidade de paralisação a qualquer momento. 

Essa condição foi aprovada por 12 bases: Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Maranhão, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Roraima, além de Santa Maria (RS), Juiz de Fora (MG) e Bauru (SP).

Nessas regiões, os serviços seguem funcionando, mas com alerta de que a situação pode evoluir para greve caso não haja avanço nas negociações.

Principais reivindicações dos trabalhadores

Os funcionários cobram reajustes salariais e a manutenção de benefícios históricos do acordo coletivo. 

Entre os pontos centrais estão a ausência de uma proposta de reajuste que considere a inflação e a defesa de um benefício de fim de ano conhecido como “vale-peru”.

Os trabalhadores também pedem a preservação do adicional de 70% sobre as férias, o pagamento de 200% para trabalho aos finais de semana e a concessão do vale-peru no valor de R$ 2,5 mil. 

Segundo os sindicatos, a categoria não pode ser responsabilizada pela crise financeira enfrentada pela empresa.

Posição dos Correios e negociações no TST

A direção dos Correios afirma que a situação financeira da estatal não permite atender todas as demandas. Desde a quinta-feira anterior (11), o TST vem mediando reuniões entre a empresa e os sindicatos.

Foram realizados encontros na semana passada, uma reunião na segunda-feira (15) e outras duas nesta terça-feira (16). 

Durante as negociações, a empresa apresentou proposta de reajuste com base na inflação e aceitou outros pontos, mas manteve a negativa em relação ao pagamento do vale-peru. A oferta foi rejeitada pelas entidades sindicais.

Impasse no acordo coletivo e crise financeira

O atual acordo coletivo venceu em julho e, desde então, vem sendo prorrogado. O impasse se prolonga enquanto a situação financeira dos Correios se deteriora.

A estatal acumula prejuízo de R$ 6,1 bilhões até setembro. Diante desse cenário, a empresa tentou viabilizar um empréstimo de R$ 20 bilhões com garantia do Tesouro Nacional, mas a operação foi recusada. 

Atualmente, está em análise no Ministério da Fazenda uma nova proposta de financiamento no valor de R$ 12 bilhões, que faz parte do plano de reestruturação da companhia.

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