Pierre Gasly revelou ter recebido ameaças e uma série de insultos nas redes sociais depois do GP da Espanha de Fórmula 1. Segundo o piloto da Alpine, as mensagens não ficaram restritas a ele e também atingiram pessoas próximas, incluindo familiares e sua namorada.
A reação veio após a repercussão das voltas finais em Madri, quando Gasly e Franco Colapinto se encontraram na pista em momentos diferentes de estratégia.
Episódio em Madri ganhou repercussão
Nas voltas finais da corrida, Colapinto alcançou Gasly, que estava com pneus mais desgastados e ainda precisava realizar uma parada nos boxes.
A Alpine avisou Gasly sobre a aproximação do argentino quando faltavam três voltas para o fim. O francês, porém, pediu para continuar concentrado em sua própria corrida.
Enquanto isso, Oscar Piastri se aproximava de Colapinto.
O argentino chegou a reclamar pelo rádio sobre a situação, mas Gasly entrou nos boxes ao final daquela volta. Colapinto seguiu e terminou a prova na sétima posição, à frente de Piastri.
A situação gerou discussão entre torcedores nas redes sociais após a corrida.

Gasly diz que limite foi ultrapassado
Gasly afirmou que entende a exposição envolvida em competir na Fórmula 1 e reconhece que críticas fazem parte da carreira de um atleta.
Para ele, porém, existe uma diferença entre receber críticas e lidar com ameaças pessoais.
O francês destacou que considera especialmente grave quando familiares e pessoas próximas passam a ser envolvidos.
Na avaliação de Gasly, a Fórmula 1 precisa encontrar formas de tornar o ambiente digital mais saudável.
Ele ressaltou que torcedores podem gostar ou não de determinado piloto, mas que ameaças e ataques pessoais ultrapassam um limite aceitável.
Colapinto também condenou ataques
Franco Colapinto saiu em defesa do companheiro de equipe.
O argentino afirmou que não acompanha intensamente as redes sociais, mas tomou conhecimento das mensagens enviadas a Gasly.
Segundo ele, esse tipo de comportamento não ajuda a Alpine.
Colapinto reforçou que os dois trabalham pelo mesmo objetivo e mantêm uma boa relação dentro da equipe.
O piloto também lembrou outros episódios recentes envolvendo ataques virtuais na Fórmula 1, citando Yuki Tsunoda e até comissários que receberam insultos após decisões tomadas em corridas anteriores.
Para o argentino, o problema não está ligado apenas aos seus próprios fãs, mas a um comportamento que aparece com frequência entre diferentes grupos de torcedores.
Alpine nega ordem para troca de posições
Outro ponto esclarecido depois da corrida envolve uma possível ordem de equipe.
Gasly afirmou que não recebeu uma determinação direta para entregar a posição a Colapinto.
Segundo o francês, a situação foi discutida internamente depois da prova e ficou esclarecida entre os envolvidos.
Colapinto também adotou um tom semelhante.
O argentino disse que a Alpine analisou o episódio junto com Gasly, Flavio Briatore e Steve Nielsen para entender o que poderia ser feito de maneira diferente no futuro.
Ele admitiu que Piastri chegou muito perto de ultrapassá-lo nas últimas voltas, mas destacou que o objetivo agora é aprender com a situação.
Assim, enquanto a Alpine considera o episódio esportivo encerrado internamente, Gasly usou o caso para chamar atenção a um problema maior: o crescimento de ameaças e ataques pessoais nas redes sociais ligados às disputas dentro da Fórmula 1.