A Ferrari vive um novo momento com Lewis Hamilton na Fórmula 1. Depois de uma primeira fase marcada por ajustes, cobranças e dúvidas, a parceria entre o heptacampeão mundial e a equipe italiana ganhou outro clima em 2026.
Nos bastidores, Maranello passou a trabalhar com mais sintonia ao lado do britânico. No entanto, Frédéric Vasseur evita tratar essa mudança como algo simples ou imediato. Para o chefe da escuderia, o avanço surgiu com convivência, troca de informações e esforço mútuo.
Ferrari enxerga outro Hamilton dentro da equipe

Frédéric Vasseur voltou a comentar a relação entre Lewis Hamilton e Ferrari durante entrevistas em Silverstone, palco do GP da Inglaterra. O dirigente afirmou que a parceria amadureceu, mas explicou que esse crescimento não nasceu de uma única decisão.
Segundo Vasseur, a equipe passou a entender melhor o jeito de Hamilton trabalhar. Ao mesmo tempo, o piloto também aprendeu mais sobre a rotina, os métodos e a cultura da Ferrari.
Além disso, o chefe da escuderia destacou que os dois lados colaboraram para melhorar o ambiente. Essa aproximação ajudou engenheiros, projetistas e piloto a falarem a mesma língua com mais frequência.
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Adaptação em 2025 cobrou paciência de Hamilton
Hamilton chegou à Ferrari depois de 12 temporadas na Mercedes. Nesse período, conquistou seis de seus sete títulos mundiais e construiu uma carreira quase inteira dentro da estrutura alemã.
Por isso, a mudança para Maranello exigiu tempo. O britânico entrou na equipe justamente no último ano do antigo regulamento técnico da Fórmula 1. Com isso, encontrou um carro que já carregava escolhas feitas antes de sua chegada.
A Ferrari havia desenvolvido o modelo anterior com outra base de trabalho e com referências ligadas ao ciclo de Carlos Sainz. Portanto, Hamilton precisou se adaptar a um equipamento que não refletia totalmente suas preferências.
Consequentemente, o desempenho não apareceu de forma imediata. A equipe precisou entender o piloto, enquanto Hamilton precisou compreender os limites e características do carro.
SF-26 aproximou Hamilton dos engenheiros

Em 2026, o cenário mudou. Hamilton participou desde o início do projeto da SF-26 e teve contato mais direto com os engenheiros da Ferrari.
O piloto enviou relatórios frequentes aos projetistas e ajudou a equipe a compreender melhor suas preferências. Assim, Maranello conseguiu ajustar o trabalho de desenvolvimento com mais clareza.
Essa participação fez diferença. Hamilton passou a influenciar pontos importantes do carro, como equilíbrio, comportamento em curvas e respostas em diferentes tipos de pista.
Além disso, a Ferrari chegou a 2026 com um conjunto mais competitivo. O carro evoluiu em relação ao modelo anterior, e essa melhora também fortaleceu a confiança dentro da garagem.
Vitória em Barcelona reforça novo momento
A evolução apareceu nos resultados. Hamilton venceu o GP de Barcelona-Catalunha e voltou a se colocar entre os principais nomes da temporada.
Mesmo com a forte concorrência de George Russell e Andrea Kimi Antonelli na Mercedes, o britânico segue vivo na briga pelo título. Neste momento, ele aparece 32 pontos atrás de Antonelli.
Portanto, a relação mais sólida com a Ferrari já começa a gerar reflexos na pista. O cenário ainda exige cautela, mas o projeto mostra sinais mais consistentes do que em 2025.
Vasseur evita falar em virada repentina
Apesar da melhora, Vasseur não trata o momento como uma transformação mágica. O chefe da Ferrari explicou que o time avançou passo a passo.
Para ele, Hamilton conhece melhor a equipe hoje. Da mesma forma, a Ferrari entende melhor o que o piloto precisa para render no limite.
Essa troca criou um ambiente mais alinhado. Além disso, o desenvolvimento da SF-26 deu ao britânico uma participação maior no projeto, algo que não aconteceu da mesma forma em 2025.
No fim, a mensagem de Vasseur deixa claro que a relação entre Ferrari e Hamilton cresceu dos dois lados. Com mais confiança, diálogo e participação técnica, a parceria começa a ganhar a força que Maranello esperava desde o anúncio do heptacampeão.