A Ferrari deixou o GP do Canadá com sinais claros de evolução, mas ainda longe de alcançar o nível demonstrado pela Mercedes nas primeiras corridas da temporada 2026 da Fórmula 1.
Apesar do segundo lugar conquistado por Lewis Hamilton em Montreal, o heptacampeão acredita que a equipe italiana continua enfrentando uma limitação importante na luta pelas vitórias.
Segundo o britânico, a diferença está principalmente na potência entregue pelos carros nas retas. Enquanto a Ferrari consegue acompanhar o ritmo dos rivais nas curvas, a desvantagem aparece quando é necessário acelerar em trechos de alta velocidade.
O comentário surgiu após aquela que foi considerada a melhor atuação de Hamilton desde sua chegada à equipe de Maranello.
Hamilton conquista melhor resultado pela Ferrari
No Canadá, Hamilton terminou a corrida na segunda colocação após uma intensa disputa contra Max Verstappen nas voltas finais.
Mesmo com o pódio, o britânico cruzou a linha de chegada mais de dez segundos atrás de Andrea Kimi Antonelli, que conquistou sua quarta vitória consecutiva na temporada.
O resultado reforçou o crescimento da Ferrari em relação às primeiras etapas do campeonato, mas também evidenciou que a Mercedes segue um passo à frente na disputa técnica.
Britânico aponta déficit de potência
Após a corrida, Hamilton foi direto ao explicar onde a Ferrari ainda perde terreno para a rival alemã.
“Se você tirar essa diferença de potência, nós estamos na briga com eles. Mas infelizmente não é assim hoje”, afirmou o piloto.
Segundo o heptacampeão, o comportamento do carro nas curvas é competitivo, mas a falta de velocidade nas retas impede que a Ferrari transforme esse desempenho em ataques efetivos.
A análise reforça uma preocupação que já vinha sendo discutida nos bastidores da equipe italiana desde o início da temporada.

Ferrari acompanha nas curvas, mas sofre nas retas
Hamilton detalhou como a diferença de desempenho aparece durante as corridas.
“Eu consigo manter o ritmo nas curvas, mas não posso pressionar mais o pedal. Aí você vê eles abrindo vantagem nas retas e eu recuperando nas freadas. É muito difícil”, explicou.
O piloto afirmou que a situação fica ainda mais evidente quando tenta atacar adversários ou defender posição.
Segundo ele, a Ferrari consegue recuperar tempo nos setores mais travados, mas perde boa parte desse ganho nos trechos de aceleração máxima.
Nem o modo de ultrapassagem resolve o problema
O britânico também revelou que os recursos extras de potência disponíveis durante as corridas não têm sido suficientes para compensar a diferença em relação à Mercedes.
“Mesmo quando você usa o modo de ultrapassagem e chega a menos de um segundo, eles ainda se afastam. Isso mostra quanta força eles têm, e nós estamos muito atrás”, declarou.
Hamilton acredita que futuras alterações técnicas podem ajudar a reduzir essa distância.
“Espero que a nova regra permita melhorar o desempenho para voltarmos à briga”, completou.
Mercedes segue dominante em 2026
Após cinco etapas disputadas, a Mercedes permanece invicta na temporada.
A equipe alemã venceu todas as corridas até aqui e lidera tanto o Mundial de Pilotos quanto o Campeonato de Construtores.
Enquanto isso, a Ferrari busca reduzir a diferença com atualizações e melhorias de desempenho para voltar a disputar vitórias de forma consistente.
Mesmo com o progresso mostrado em Montreal, as declarações de Hamilton deixam claro que a equipe italiana ainda enxerga a potência do motor como um dos principais obstáculos para desafiar a Mercedes em igualdade de condições.