Bortoleto voltou a se posicionar sobre uma das discussões mais fortes da temporada 2026 da Fórmula 1. Em meio às críticas ao novo regulamento técnico, o brasileiro adotou um tom direto e defendeu que a categoria não perdeu sua essência, mesmo com carros diferentes e uma pilotagem mais estratégica.
A fala ganhou ainda mais peso porque surgiu logo após o GP da Inglaterra, em Silverstone, uma pista conhecida por curvas rápidas e trechos de alta velocidade. Foi justamente nesse cenário que pilotos sentiram com mais clareza os efeitos das novas regras.
Bortoleto encara polêmica após Silverstone

Gabriel Bortoleto discordou da visão de Fernando Alonso sobre os carros de 2026. O bicampeão espanhol, que também atua como agente do brasileiro, criticou a dependência da bateria durante as corridas.
Segundo Alonso, as ultrapassagens ficaram mais artificiais, já que o gerenciamento de energia passou a ter papel decisivo em determinados momentos. Para ele, o piloto agora precisa lidar com botões e estratégias elétricas de forma mais intensa do que antes.
No entanto, Bortoleto enxergou a situação por outro caminho. O brasileiro reconheceu que os carros mudaram, mas negou que isso tenha tirado o desafio da Fórmula 1.
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Curvas rápidas seguem no limite
Ao comentar o desempenho em Silverstone, Bortoleto citou a curva Copse como exemplo. De acordo com o piloto da Audi, os carros ainda passam pelo trecho em velocidade altíssima, perto dos 280 km/h.
Além disso, ele destacou que o piloto ainda precisa aliviar o acelerador para contornar a curva com segurança. Ou seja, na visão do brasileiro, a Fórmula 1 continua exigindo precisão, coragem e controle.
A comparação com os carros anteriores, de maior pressão aerodinâmica, ajuda a explicar a diferença. Antes, em alguns pontos, os pilotos conseguiam manter o pé embaixo com mais facilidade. Agora, com carros menores e mais leves, a abordagem mudou.
Novo regulamento exige adaptação
Bortoleto também lembrou que os próprios pilotos pediam carros mais leves. Por isso, ele considera natural que a pilotagem tenha sofrido alterações.
Ainda assim, o brasileiro não tratou a mudança como perda de qualidade. Para ele, a categoria apenas iniciou uma nova fase técnica. Portanto, o caminho passa por adaptação, e não por reclamações constantes.
A fala mais forte veio quando Bortoleto citou o ciclo do regulamento. As regras atuais devem seguir até 2030, o que levou o piloto a questionar se a Fórmula 1 passará os próximos três anos presa à mesma crítica.
Brasileiro defende futuro da Fórmula 1
Com a oitava colocação no GP da Inglaterra, Bortoleto saiu de Silverstone com um resultado importante e uma opinião clara sobre o momento da categoria.
Para ele, os carros seguem divertidos de pilotar, mesmo que entreguem sensações diferentes em relação ao passado. Dessa forma, o brasileiro reforçou que a Fórmula 1 continua desafiadora e que os pilotos precisam evoluir junto com o regulamento.
A próxima etapa da temporada 2026 será o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, entre os dias 17 e 19 de julho. Até lá, o debate sobre os carros atuais deve continuar, mas Bortoleto já deixou claro que prefere olhar para frente.