Atto 2 x Omoda 5: mais potência ou melhor aceleração, quem vence?

O Atto 2 e o Omoda 5 seguem propostas híbridas diferentes, e isso aparece diretamente nos números de desempenho. De um lado, o BYD leva vantagem clara em potência e torque. Do outro, o Omoda consegue transformar um conjunto menos potente em uma aceleração mais rápida.

Essa diferença mostra que olhar apenas para a quantidade de cavalos não é suficiente para definir qual SUV entrega o melhor desempenho. Tipo de sistema híbrido, peso e forma como o motor elétrico atua também influenciam bastante na resposta ao acelerador.

Atto 2 x Omoda 5: qual é mais potente?

Quando o critério é potência, o BYD Atto 2 leva vantagem.

Na configuração mais potente, o sistema híbrido plug-in combina um motor a combustão flex com um propulsor elétrico instalado na dianteira. Juntos, eles entregam 197 cv de potência combinada e 30,6 kgfm de torque.

A tração é dianteira.

Já o Omoda 5 utiliza um motor 1.5 turbo a combustão associado a um motor elétrico dianteiro e a uma transmissão dedicada ao sistema híbrido.

Nesse caso, são 160 cv de potência combinada e 26,1 kgfm de torque.

Portanto, olhando apenas para a ficha técnica, o Atto 2 abre uma vantagem de 37 cv e 4,5 kgfm sobre o rival.

Quer saber mais detalhes sobre o Omoda? Veja o vídeo abaixo:

Mais potência não deixa o Atto 2 mais rápido

É justamente aqui que a comparação fica mais interessante.

Mesmo com números superiores de potência e torque, o BYD Atto 2 não vence na aceleração de 0 a 100 km/h.

Na versão mais potente, com 197 cv, o SUV precisa de 8,4 segundos para atingir os 100 km/h.

A velocidade máxima declarada é de 180 km/h.

Já o Omoda 5, mesmo com seus 160 cv, completa a aceleração de 0 a 100 km/h em 8 segundos.

Ou seja, o Omoda é cerca de 0,4 segundo mais rápido nessa prova.

Assim, o BYD vence na potência, enquanto o Omoda leva vantagem quando o assunto é arrancada.

BYD Atto 2 - Foto: divulgação
BYD Atto 2 – Foto: divulgação

Atto 2 GL perde potência, mas quase mantém o desempenho

O Atto 2 também será oferecido em uma configuração de entrada chamada GL.

Nesse caso, a potência combinada cai para 177 cv, embora o torque continue nos mesmos 30,6 kgfm.

Mesmo com 20 cv a menos que a versão superior, a diferença na aceleração é pequena.

O Atto 2 GL faz de 0 a 100 km/h em 8,5 segundos, apenas um décimo mais lento que a configuração de 197 cv.

Isso mostra que a potência máxima não é o único fator determinante no desempenho do SUV.

Ainda assim, mesmo a versão de entrada continua mais potente que o Omoda 5, que entrega 160 cv.

Motor elétrico favorece respostas rápidas no BYD

Uma das características do Atto 2 DM-i está na resposta imediata oferecida pelo motor elétrico.

Ao contrário de um motor exclusivamente a combustão, o propulsor elétrico não precisa esperar o aumento gradual das rotações para entregar força.

Na prática, isso favorece principalmente arrancadas e retomadas em ambiente urbano.

Essa característica também ajuda o SUV quando está com passageiros e bagagens, já que a entrega do torque acontece rapidamente ao pressionar o acelerador.

Na configuração equipada com a bateria de 18,03 kWh, o Atto 2 pesa 1.620 kg em ordem de marcha.

Além disso, o motorista pode escolher entre quatro modos de condução: Eco, Normal, Sport e Neve.

Omoda 5 prioriza atuação elétrica em baixa velocidade

O sistema do Omoda 5 segue outra lógica.

O SUV utiliza um conjunto híbrido pleno, no qual o motor elétrico tem participação importante principalmente em velocidades mais baixas.

O sistema busca equilibrar desempenho e eficiência sem depender de uma bateria carregada externamente.

Isso significa que o proprietário não precisa ter uma tomada em casa ou no trabalho para aproveitar o funcionamento híbrido.

Apesar de entregar menos potência e torque que o BYD, o Omoda consegue acelerar mais rapidamente até os 100 km/h.

Portanto, os 160 cv não contam toda a história do desempenho do modelo.

Omoda 5 - Foto divulgação
Omoda 5 – Foto divulgação

Atto 2 leva vantagem por ser plug-in

O Atto 2 tem uma vantagem importante quando o assunto passa da aceleração para a eficiência.

Como é híbrido plug-in, sua bateria pode ser carregada externamente.

Dessa forma, o motorista consegue iniciar uma viagem com energia armazenada e utilizar mais o sistema elétrico durante os deslocamentos.

Já o Omoda 5 não precisa ser conectado a uma fonte externa.

Isso deixa a rotina mais simples para quem não possui estrutura de recarga disponível, embora também elimine a possibilidade de começar o dia com uma bateria carregada diretamente na tomada.

Omoda 5 - Foto: divulgação
Omoda 5 – Foto: divulgação

Atto 2 ou Omoda 5: quem vence no desempenho?

A resposta depende do que está sendo comparado.

O BYD Atto 2 vence em potência e torque, chegando a 197 cv e 30,6 kgfm na configuração mais forte. O Omoda 5 fica em 160 cv e 26,1 kgfm.

Porém, na aceleração, a ordem se inverte.

O Omoda 5 faz de 0 a 100 km/h em 8 segundos, enquanto o Atto 2 precisa de 8,4 segundos na versão de 197 cv e 8,5 segundos na GL de 177 cv.

Assim, quem olha apenas para a ficha técnica pode esperar uma vitória fácil do BYD. Na prática, porém, o Omoda mostra que menos potência não significa necessariamente desempenho inferior.

Uma vez que você já sabe as principais diferenças entre os dois carros, queremos saber a sua opinião: qual é o melhor modelo? Comente!

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