As motos mantiveram um ritmo acelerado de vendas no Brasil durante o primeiro semestre de 2026. Embora o mercado já esperasse um resultado positivo, alguns modelos alcançaram volumes expressivos e ampliaram ainda mais a distância para seus principais concorrentes.
A busca por transporte econômico, a expansão dos serviços de entrega e a necessidade de escapar dos congestionamentos ajudaram a fortalecer o setor. Além disso, modelos de baixa cilindrada continuaram entre os preferidos dos brasileiros por combinarem consumo reduzido, manutenção acessível e facilidade de condução.
Nesse cenário, uma fabricante ocupou quase todas as primeiras posições. Entretanto, o ranking também revelou o avanço de operações voltadas ao aluguel de motocicletas e ao atendimento de frotas profissionais.
Honda amplia domínio entre as motos mais vendidas

A Honda encerrou os seis primeiros meses de 2026 com ampla vantagem sobre as concorrentes. Dos dez modelos mais emplacados no período, oito pertencem à fabricante japonesa.
Na liderança, a Honda CG 160 registrou 256.329 unidades entre janeiro e junho. Dessa forma, o modelo não apenas permaneceu na primeira colocação, como também vendeu praticamente o dobro da vice-líder.
O desempenho da CG 160 reforça sua importância no mercado brasileiro. Afinal, a motocicleta atende diferentes perfis de público, desde consumidores que procuram um veículo para deslocamentos diários até profissionais que trabalham com entregas.
Além disso, a oferta de diferentes versões ajuda a ampliar seu alcance. A combinação entre motor de baixa cilindrada, consumo controlado e rede de assistência extensa continua sendo um dos principais argumentos comerciais do modelo.
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Honda Biz e Pop 110i disputam espaço no pódio

Logo atrás da CG 160, a Honda Biz terminou o semestre com 135.043 emplacamentos. Apesar da diferença para a líder, a motoneta manteve uma posição confortável no segundo lugar.
A Honda Pop 110i, por sua vez, alcançou 119.902 unidades e completou o pódio. Assim, apenas os três primeiros modelos da lista somaram mais de 511 mil motocicletas emplacadas no período.
Embora apresentem propostas distintas, Biz e Pop 110i possuem características valorizadas no uso urbano. Entre elas, destacam-se a facilidade de condução, o baixo custo operacional e a agilidade em trajetos curtos.
Na sequência, a Honda NXR 160 Bros apareceu com 97.158 unidades. Portanto, a trail urbana consolidou o domínio da marca nas quatro primeiras posições do ranking nacional.
Mercado profissional muda a disputa pelas primeiras posições
A principal novidade entre as motos mais vendidas foi novamente a Mottu Sport 110i. Fabricado em parceria com a indiana TVS, o modelo registrou 55.156 emplacamentos e terminou o semestre na quinta posição.
Diferentemente das motocicletas comercializadas principalmente em concessionárias para consumidores individuais, a Sport 110i atende a operação de aluguel da Mottu. Consequentemente, seu volume de emplacamentos está diretamente ligado ao crescimento das frotas usadas por entregadores e prestadores de serviço.
O resultado mostra que o mercado corporativo passou a exercer uma influência maior sobre os números do setor. Além disso, o modelo conseguiu superar motocicletas tradicionais vendidas diretamente ao consumidor, incluindo representantes consolidadas da Yamaha.
Yamaha YBR 150 aparece como principal rival da Honda
A Yamaha YBR 150 foi a motocicleta mais bem colocada da marca no ranking, com 38.511 unidades. Com esse resultado, a linha ocupou a sexta posição no acumulado do primeiro semestre.
Ainda assim, a diferença para a Mottu Sport 110i chegou a 16.645 unidades. Ao mesmo tempo, a Yamaha permaneceu como a única fabricante tradicional, além da Honda, presente entre os dez modelos mais vendidos.
Na prática, a YBR 150 mantém sua relevância por oferecer uma proposta voltada ao uso cotidiano e profissional. Contudo, o avanço da Honda em diferentes categorias e o crescimento das frotas corporativas aumentaram a concorrência nessa faixa do mercado.
Twister e linha XRE fortalecem as motos de maior cilindrada

Embora os modelos urbanos de entrada tenham concentrado os maiores volumes, motocicletas mais potentes também conquistaram espaço no ranking.
A Honda CB 300F Twister ficou na sétima posição, com 33.508 unidades. Em seguida, a XRE 190 acumulou 27.009 emplacamentos.
A proximidade entre a XRE 190 e a Honda PCX 160 chamou atenção. Enquanto a trail terminou o semestre com 27.009 unidades, a scooter registrou 26.976 emplacamentos. Portanto, apenas 33 motocicletas separaram os dois modelos.
Finalmente, a Honda XRE 300 Sahara completou o grupo das dez mais vendidas, com 20.839 unidades. O modelo assumiu o espaço anteriormente ocupado pela XRE 300 e, desde então, fortaleceu sua presença entre as trails de média cilindrada.
Ranking das motos mais vendidas no primeiro semestre de 2026

Emplacamentos acumulados entre janeiro e junho
- Honda CG 160: 256.329 unidades
- Honda Biz: 135.043 unidades
- Honda Pop 110i: 119.902 unidades
- Honda NXR 160 Bros: 97.158 unidades
- Mottu Sport 110i: 55.156 unidades
- Yamaha YBR 150: 38.511 unidades
- Honda CB 300F Twister: 33.508 unidades
- Honda XRE 190: 27.009 unidades
- Honda PCX 160: 26.976 unidades
- Honda XRE 300 Sahara: 20.839 unidades
Mercado brasileiro de motos pode superar 2,4 milhões de unidades
O Brasil contabilizou 1.174.459 motocicletas emplacadas até o fechamento de junho de 2026. O resultado confirma o crescimento do setor e indica que a procura por veículos de duas rodas continua elevada.
Além disso, a projeção aponta para 2.416.980 emplacamentos até o fim do ano. Caso essa estimativa se confirme, o mercado encerrará 2026 em um patamar ainda mais elevado.
Portanto, os dados do primeiro semestre mostram que as motos de baixa cilindrada seguem como protagonistas. Ao mesmo tempo, scooters, trails e modelos direcionados a frotas ganham relevância e tornam a disputa mais diversificada.
Mesmo com essas mudanças, a Honda permanece em posição dominante. Afinal, a fabricante colocou oito modelos no top 10 e ocupou todas as quatro primeiras posições do ranking nacional.