F1: Aston Martin mantém grupo unido apesar de fase complicada, diz De la Rosa

A Aston Martin atravessa uma das fases mais difíceis dos últimos anos na Fórmula 1, mas internamente o clima segue de confiança. Segundo Pedro de la Rosa, atual embaixador da equipe, o grupo conseguiu manter a motivação mesmo com resultados muito abaixo do esperado em 2026.

A temporada começou de forma complicada após a mudança do regulamento técnico e a estreia da nova parceria com a Honda. Ainda assim, a equipe começou a mostrar alguns sinais de recuperação nas últimas etapas.

Aston Martin caiu para o fim do grid

Em 2025, a equipe ainda conseguia disputar posições no pelotão intermediário.

Neste ano, porém, o cenário mudou bastante.

O AMR26 enfrentou dificuldades desde o início, em parte por causa do desenvolvimento tardio do projeto, algo reconhecido por Adrian Newey.

Ao mesmo tempo, a unidade de potência da Honda também apresentou problemas importantes.

Aston Martin - Foto XPB Images
Aston Martin – Foto XPB Images

Motor teve perda de desempenho e vibrações

Na primeira parte da temporada, o conjunto japonês apresentava desvantagem de desempenho em relação aos principais rivais.

Além disso, fortes vibrações passaram a afetar o comportamento do carro.

A situação chegou a ser séria a ponto de Fernando Alonso e Lance Stroll abandonarem corridas para evitar problemas físicos nas mãos.

Esse cenário ajudou a colocar a Aston Martin entre as equipes mais vulneráveis do campeonato.

Atualizações começam a trazer resultado

Apesar das dificuldades, a equipe seguiu trabalhando em mudanças tanto no carro quanto na unidade de potência.

Os primeiros sinais apareceram na Hungria, quando a Aston Martin conseguiu chegar ao Q2.

Depois, na Holanda, Alonso terminou dentro da zona de pontuação.

Os resultados ainda estão longe das expectativas criadas no início do projeto, mas indicam algum avanço em relação às primeiras corridas.

De la Rosa destaca confiança interna

Pedro de la Rosa explicou que a equipe conseguiu manter a calma porque sabia que novas atualizações estavam sendo preparadas.

Segundo ele, os integrantes continuaram trabalhando sem perder a confiança de que seria possível melhorar o desempenho.

O espanhol destacou ainda que quem acompanha a equipe de fora vê apenas os resultados finais.

Internamente, porém, os funcionários entendem melhor as causas das dificuldades e também conhecem os projetos que estão sendo desenvolvidos para tentar reverter a situação.

Estrutura ajudou equipe a continuar unida

Para De la Rosa, a estrutura disponível também teve papel importante nesse processo.

Ele afirmou que nenhum integrante da equipe perdeu a motivação durante a primeira metade da temporada.

A presença de nomes como Adrian Newey e a continuidade do trabalho com a Honda ajudam a sustentar a expectativa de recuperação.

Por enquanto, a Aston Martin segue distante das posições que imaginava ocupar em 2026. Mesmo assim, os sinais recentes de evolução e a confiança interna fazem a equipe acreditar que ainda há espaço para reduzir a diferença até o fim do campeonato.

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