A Yamaha Aerox 160 chegou ao Brasil com preço sugerido na casa dos R$ 18.990, apostando em visual esportivo, conectividade e desempenho acima da média no segmento. 

No entanto, apesar do conjunto moderno, existe um ponto técnico que levanta questionamentos importantes, especialmente quando o assunto é segurança.

E é justamente no sistema de freios que a scooter acaba ficando devendo.

Enquanto o visual impressiona, o sistema de freios gera dúvidas

Logo de início, a Yamaha Aerox 160 chama atenção pelo design agressivo e pela proposta mais esportiva. Além disso, o pacote tecnológico reforça essa ideia, com painel digital e conectividade via aplicativo.

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Por outro lado, quando se analisa o conjunto de freios com mais atenção, surge uma limitação relevante. Embora o modelo traga ABS, ele não é completo.

ABS presente, mas apenas na roda dianteira

Aqui está o ponto central da crítica.

A Yamaha Aerox 160 conta com sistema ABS, porém ele atua somente na roda dianteira. Ou seja, a roda traseira não recebe assistência eletrônica contra travamento.

Na prática, isso significa que:

  • O freio dianteiro tem proteção contra travamento
  • O freio traseiro depende totalmente do controle do piloto
  • Em situações de emergência, o risco de derrapagem traseira aumenta

Consequentemente, o nível de segurança fica abaixo do esperado para a proposta da scooter.

Por que isso pesa ainda mais nessa faixa de preço

Considerando o valor de R$ 18.990, a expectativa naturalmente sobe.

Nesse sentido, modelos concorrentes e até opções dentro da própria linha da Yamaha já oferecem soluções mais completas. Portanto, a ausência de ABS nas duas rodas acaba sendo um ponto difícil de ignorar.

Além disso, quando o produto se posiciona como esportivo, o sistema de freios deveria acompanhar esse nível de desempenho.

Comparação direta com concorrentes e até com a NMax

Para entender melhor o cenário, vale observar o que outras scooters entregam.

Scooters com ABS nas duas rodas:

  • Maior controle em frenagens fortes
  • Menor risco de travamento traseiro
  • Mais segurança em piso molhado

Yamaha Aerox 160:

  • ABS apenas na roda dianteira
  • Menor assistência em frenagens completas
  • Exige mais técnica do piloto

Inclusive, a própria Yamaha NMax 160 oferece ABS de duplo canal, o que torna a comparação ainda mais direta.

Como isso impacta no uso real

No dia a dia, a diferença pode não aparecer em frenagens leves. No entanto, em situações de emergência, o cenário muda.

Por exemplo, ao frear bruscamente em piso irregular ou molhado, a roda traseira pode travar com mais facilidade. Nesse caso, o piloto precisa modular a frenagem manualmente para evitar perda de controle.

Além disso, para usuários menos experientes, essa ausência de assistência pode representar um risco maior.

Apesar disso, o conjunto ainda tem pontos fortes

Mesmo com essa limitação, a Yamaha Aerox 160 não deixa de ser um produto interessante.

O motor com tecnologia VVA entrega bom desempenho, enquanto a ciclística favorece uma condução mais firme. Além disso, o visual e a proposta esportiva realmente diferenciam o modelo.

Ou seja, o problema não está no conjunto geral, mas sim em um detalhe importante dentro do pacote.

Vale a pena comprar mesmo com esse ponto?

Antes de tudo, é importante avaliar o perfil de uso. Se a prioridade for desempenho, estilo e uma pilotagem mais envolvente, a Yamaha Aerox 160 continua sendo uma opção forte. 

Por outro lado, se a segurança em frenagens for um fator decisivo, existem alternativas mais completas.

Além disso, para quem roda muito em condições adversas, como chuva ou vias escorregadias, o ABS nas duas rodas faz diferença real.

Em resumo, a Yamaha Aerox 160 entrega um conjunto moderno e esportivo, mas deixa uma lacuna importante no sistema de freios.

Ao oferecer ABS apenas na roda dianteira, a scooter fica abaixo do esperado para a faixa de preço e proposta que apresenta.

Portanto, antes de fechar a compra, vale pesar esse detalhe. Afinal, quando o assunto é segurança, esse tipo de escolha faz diferença na prática.


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