A F1 vai mudar a maneira como lida com corridas interrompidas a partir de 2027. A Comissão da categoria aprovou o fim do atual limite de três horas contado desde a largada para que um Grande Prêmio seja concluído.
No lugar dessa regra, cada etapa passará a ter um horário máximo fixo para o encerramento da prova.
A alteração pode fazer diferença principalmente em finais de semana afetados por chuva forte, bandeiras vermelhas ou outras situações que provoquem longas paralisações.
Logo abaixo, você confere mais detalhes sobre as mudanças na F1. Acompanhe!
Limite de três horas da F1 deixa de existir
Pelo formato atual, mesmo que uma corrida fique interrompida durante muito tempo, existe um intervalo máximo de três horas entre a largada e o encerramento do evento.
A partir de 2027, essa contagem deixa de ser usada.
A Fórmula 1 estabelecerá previamente um horário limite para terminar cada GP. A intenção é aumentar a possibilidade de completar a distância programada quando houver uma interrupção prolongada.
Isso significa que uma bandeira vermelha longa não necessariamente consumirá quase toda a janela disponível da corrida da mesma maneira que acontece atualmente.
Ainda assim, haverá uma restrição importante.
Corrida efetiva continua limitada a duas horas
O teto de duas horas de corrida efetivamente disputada continuará valendo.
Ou seja, o novo horário máximo não permitirá que os carros permaneçam competindo indefinidamente.
A mudança atinge principalmente o tempo total do evento, incluindo períodos em que a prova esteja suspensa.
Na prática, a F1 terá mais flexibilidade para esperar condições seguras antes de reiniciar uma corrida, mas continuará respeitando o limite relacionado ao tempo real de disputa na pista.
Câmbios também terão regra diferente
A Comissão da F1 aproveitou a reunião para aprovar outra alteração técnica para 2027.
A categoria vai eliminar a homologação dos câmbios, oferecendo às equipes maior liberdade para desenvolver o componente.
A mudança amplia as possibilidades de evolução ao longo do projeto dos carros, justamente em uma temporada que também terá alterações importantes nas unidades de potência.
Motores também mudam a partir de 2027
Outra transformação envolve a divisão de potência entre os sistemas térmico e elétrico.
A partir da próxima temporada, o motor de combustão interna passará a fornecer uma parcela maior da energia total do carro em relação ao que havia sido previsto anteriormente.
Essa participação crescerá gradativamente.
Em 2028, o motor a combustão deverá representar 60% da potência total, aumentando novamente sua importância dentro do conjunto híbrido.
Temporada terá 24 etapas e dez sprints
Todas essas mudanças chegam em um campeonato que seguirá bastante extenso.
O calendário de 2027 terá 24 corridas em 22 países, começando em 14 de março e terminando em 12 de dezembro.
Portugal e Turquia retornam ao calendário, enquanto o número de corridas sprint sobe para dez.
Mônaco receberá o formato curto pela primeira vez, e São Paulo volta a contar com sprint entre os dias 5 e 7 de novembro.
Assim, além de carros e motores diferentes, a Fórmula 1 de 2027 também terá novas regras para administrar justamente os GPs que fogem do planejamento por chuva, acidentes ou outras interrupções.
E você, como avalia as mudanças na F1? Comente e compartilhe a sua opinião com outros leitores do Portal Sua Rotina.