F1: Mercedes começa forte na Espanha, enquanto Russell liga alerta com pneus

A Mercedes abriu o fim de semana do GP da Espanha de Fórmula 1 com desempenho competitivo no novo circuito de Madri. George Russell liderou o TL1, enquanto Kimi Antonelli terminou o TL2 na frente, colocando a equipe entre os destaques da sexta-feira.

Apesar dos bons resultados em volta rápida, o time também identificou pontos de atenção, principalmente relacionados ao desgaste dos pneus e à dificuldade esperada para ultrapassar.

Antonelli lidera TL2 e destaca dificuldade do circuito

Kimi Antonelli terminou o segundo treino livre com o melhor tempo e aprovou o desafio apresentado pelo traçado.

Segundo o italiano, a pista exige bastante precisão dos pilotos por combinar curvas rápidas, muros próximos e zonas de frenagem delicadas.

Em vários pontos, é necessário frear e virar ao mesmo tempo, o que aumenta o risco de travamento das rodas.

Para Antonelli, esse tipo de característica torna Madring um circuito especialmente exigente.

O piloto também acredita que o gerenciamento dos pneus será um dos principais desafios durante a corrida.

Ultrapassagens podem aumentar peso da classificação

Outro ponto destacado por Antonelli foi a dificuldade prevista para realizar ultrapassagens.

Se esse cenário se confirmar, a classificação passa a ter ainda mais importância para o resultado do fim de semana.

Por isso, o desempenho em volta rápida ganha peso adicional no sábado.

A Mercedes mostrou velocidade nesse tipo de situação ao longo da sexta-feira, mas ainda precisa entender melhor como extrair todo o potencial do carro.

Foto: XPB Images

Russell vê degradação como principal preocupação

George Russell também terminou o dia atento ao comportamento dos pneus.

O britânico foi o mais rápido no TL1 e depois acompanhou algumas mudanças de acerto feitas pela Mercedes para o TL2.

Mesmo assim, ele afirmou que ainda não estava totalmente convencido de que as alterações melhoraram o carro.

A maior preocupação ficou com a degradação.

Segundo Russell, o desgaste foi elevado no primeiro treino e apresentou melhora durante o TL2.

Ainda assim, a longa Curva 12 continuou exigindo bastante dos pneus.

Curva 12 pode complicar corrida no domingo

Russell acredita que o gerenciamento nessa parte do circuito pode se tornar um desafio importante durante a prova.

Além disso, as primeiras simulações de corrida indicaram que ultrapassar pode não ser simples.

Esse cenário reforça novamente a necessidade de uma boa posição de largada.

O britânico avaliou que a Mercedes possui bom ritmo em uma volta, mas ainda precisa melhorar a maneira como coloca os pneus na faixa ideal de funcionamento desde o início da tentativa rápida.

Mercedes ainda busca mais ritmo para brigar na frente

Andrew Shovlin também considerou positivo o primeiro dia da equipe em Madri.

O diretor de engenharia de pista destacou que o trabalho realizado antes da chegada ao circuito ajudou na preparação e que os dois pilotos conseguiram evoluir durante o TL1.

Por outro lado, ele confirmou que os pneus dianteiros estão sendo bastante exigidos.

A expectativa é de que esse comportamento continue sendo um fator importante também na corrida.

Com a disputa na frente bastante equilibrada, Shovlin acredita que a Mercedes ainda terá de encontrar mais desempenho para entrar de maneira mais forte na briga pela primeira fila.

Depois de liderar as duas sessões de sexta-feira com pilotos diferentes, a equipe volta à pista no sábado para o TL3 e, na sequência, para a classificação do GP da Espanha.

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