A Mercedes chega ao GP da Itália com George Russell atento ao desenvolvimento do W17. Mesmo liderando o Mundial de Construtores, a equipe alemã atravessa um momento em que Ferrari e McLaren começam a aumentar a pressão e apresentar um ritmo forte nas últimas etapas.
Para Russell, a sequência das próximas corridas pode ser decisiva. A Mercedes prepara um pacote importante de atualizações, mas o britânico reconhece que qualquer problema com as novas peças pode custar pontos importantes na reta final da temporada.
Mercedes está há meses sem grande atualização
O W17 não recebe um pacote expressivo de novidades desde o GP do Canadá, disputado em maio.
Apesar disso, a Mercedes chega a Monza na liderança do Mundial de Construtores, com 87 pontos de vantagem sobre a Ferrari.
A situação confortável na tabela não significa que a equipe esteja satisfeita com o desenvolvimento do carro. Russell considera que a Mercedes está “dessincronizada” em relação ao momento de introduzir novas peças.
Enquanto Ferrari e McLaren vêm atualizando seus carros, a escuderia alemã decidiu concentrar recursos para apresentar um pacote maior mais adiante.

Teto de gastos limita estratégia da Mercedes
Toto Wolff explicou que o teto orçamentário da Fórmula 1 influencia diretamente o ritmo de desenvolvimento.
A Mercedes não pode simplesmente produzir e levar novas peças para todas as etapas sem considerar o impacto financeiro ao longo da temporada.
Por isso, a estratégia foi segurar algumas evoluções e concentrar o investimento em uma atualização mais ampla.
O risco está justamente aí: caso esse pacote não entregue o desempenho esperado, a equipe poderá perder terreno em pouco tempo.
Russell vê McLaren cada vez mais próxima
A preocupação também aumentou após o desempenho da McLaren no GP da Holanda.
Lando Norris venceu de maneira dominante e voltou a mostrar a força do carro britânico. O campeão de 2025 está 24 pontos atrás de Russell no campeonato.
Além disso, Norris conquistou as poles nas duas últimas etapas, aumentando a pressão sobre os pilotos da Mercedes.
Antonelli também reconheceu recentemente que a McLaren passou a ser o carro de referência do momento.
Russell sente evolução em seu próprio desempenho
Apesar da preocupação com o desenvolvimento do W17, Russell vê aspectos positivos em sua situação pessoal.
O britânico afirmou que está enfrentando menos dificuldades do que no fim da primeira metade da temporada.
Isso permitiu que ele se aproximasse do ritmo de Kimi Antonelli e pudesse concentrar mais atenção no desempenho, em vez de buscar soluções para problemas específicos do carro.
Russell também destacou que conseguiu um fim de semana sólido na Holanda mesmo sem a Mercedes apresentar o domínio visto em outros momentos.
Próximas corridas serão decisivas para o W17
O maior receio está no impacto das atualizações planejadas.
Segundo Russell, uma única evolução que não funcione da maneira prevista pode mudar rapidamente a posição de uma equipe no grid.
Com Ferrari e McLaren pressionando, deixar de disputar as primeiras posições durante algumas etapas significaria perder uma quantidade importante de pontos.
Por isso, o novo pacote da Mercedes será fundamental para a sequência da temporada 2026 da Fórmula 1.
A equipe ainda possui vantagem entre os construtores, mas Russell deixa claro que a situação pode mudar rapidamente caso as próximas atualizações do W17 não entreguem o ganho esperado.