Nova Volkswagen Tukan será atração especial em Barretos 2026

A nova Volkswagen Tukan será uma das principais atrações da Festa do Peão de Barretos 2026. A fabricante confirmou que aproveitará o evento para mostrar o visual externo da futura picape, que chega com a missão de substituir a Saveiro e ampliar a presença da marca em um segmento hoje dominado pela Fiat.

O lançamento comercial, porém, ainda vai demorar alguns meses. A Tukan começa a ser produzida no fim de 2026 e chega às concessionárias no primeiro trimestre de 2027, com versões de cabine simples e dupla, motores diferentes e até sistema híbrido leve de 48 Volts.

Volkswagen Tukan será revelada em Barretos

Um novo teaser divulgado pela Volkswagen praticamente mostrou toda a dianteira da picape antes da apresentação oficial.

A expectativa é que Barretos seja o palco da primeira exibição da carroceria sem camuflagem, embora ainda não exista confirmação de que o interior será aberto ao público.

A escolha do evento combina com a proposta que a Volkswagen pretende dar ao modelo. A Tukan será desenvolvida para cumprir tanto tarefas de trabalho quanto uma utilização mais voltada ao lazer.

Essa estratégia busca colocar a novidade entre dois mundos hoje ocupados principalmente por Fiat Strada e Fiat Toro.

Volkswagen Tukan – Foto: divulgação

Tukan terá versões de cabine simples e dupla

A linha não ficará restrita a uma única carroceria.

A Volkswagen prepara uma Tukan cabine simples, mais voltada ao trabalho, e uma cabine dupla destinada a quem pretende conciliar caçamba com utilização familiar.

A versão mais simples será chamada de Robust e deverá utilizar o motor 1.6 MSI com câmbio manual.

Também está prevista uma configuração abastecida exclusivamente com etanol.

A cabine simples será especialmente importante para a estratégia contra a Strada, segmento em que capacidade de carga, robustez e custo de utilização têm grande peso na decisão de compra.

Picape será maior que a Saveiro

Uma das principais diferenças em relação à Saveiro estará no tamanho.

A Tukan deverá medir aproximadamente 4,75 metros de comprimento e 2,80 metros de entre-eixos, além de ter menos de 1,80 metro de largura e cerca de 1,70 metro de altura.

O porte ficará próximo ao de uma Chevrolet Montana.

Com isso, a Volkswagen pretende oferecer uma caçamba maior e mais espaço interno que a antiga Saveiro.

Volume e capacidade de carga ainda não foram informados oficialmente. Como referência, a Saveiro oferece 580 litros de volume na caçamba e capacidade de até 638 kg.

Tukan compartilhará estrutura com o T-Cross

A produção acontecerá em São José dos Pinhais, no Paraná, mesma fábrica do T-Cross.

Essa proximidade não é apenas industrial.

A Tukan utilizará a plataforma MQB A0 e compartilhará diversos componentes estruturais da parte dianteira com o SUV compacto.

Do para-choque dianteiro até a região das portas dianteiras, vários elementos serão comuns, incluindo chapas estruturais, colunas, para-brisa e componentes de suspensão, freios e cubos de roda.

Apesar desse compartilhamento, a traseira será desenvolvida especificamente para atender às necessidades de uma picape.

Suspensão traseira da Volkswagen Tukan mira maior capacidade de carga

A solução escolhida será um eixo rígido do tipo ômega com molas semielípticas.

É uma arquitetura voltada para suportar carga e enfrentar uma rotina de trabalho mais pesada.

O mesmo princípio é utilizado pela Fiat Strada.

Nos protótipos já observados, a Tukan apareceu com rodas de liga leve de 17 polegadas e pneus 205/55 R17. O estepe fica instalado sob a carroceria, enquanto os freios traseiros são a tambor.

Tukan será o primeiro híbrido flex nacional da Volkswagen

Nas versões superiores, a grande novidade estará no conjunto mecânico.

A Tukan será o primeiro modelo híbrido flex produzido nacionalmente pela Volkswagen no Brasil.

O sistema combinará um motor 1.5 TSI Evo2 flex com tecnologia MHEV de 48 Volts, inicialmente importado do México.

São 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque, ligados a um câmbio DSG de dupla embreagem e sete marchas.

A Volkswagen também estuda uma futura versão híbrida plena, mas essa alternativa deverá aparecer apenas em uma segunda fase do projeto.

Motor 1.5 da Volkswagen Tukan trabalha em ciclo Miller

O 1.5 TSI Evo2 terá funcionamento em ciclo Miller, diferente da configuração convencional em ciclo Otto.

A estratégia busca priorizar eficiência.

Nesse tipo de funcionamento, o gerenciamento das válvulas permite reduzir perdas e melhorar o aproveitamento energético.

Como consequência, motores de ciclo Miller normalmente sacrificam parte da resposta em determinados momentos. É aí que entra o sistema elétrico de 48 Volts, auxiliando em acelerações e retomadas.

Mesmo com maior cilindrada, o conjunto mantém os 150 cv e 25,5 kgfm do atual 1.4 TSI, mas com foco maior na redução do consumo.

Volkswagen mira cerca de 14 km/l com gasolina

A expectativa interna é que a Tukan híbrida consiga resultados aproximadamente 30% melhores que os da Fiat Toro MHEV nas avaliações de consumo.

As projeções apontam para algo próximo de 10 km/l com etanol e 14 km/l com gasolina na estrada.

Esses números ainda dependem de homologação e, portanto, não são dados definitivos do Inmetro.

O peso menor em relação à Toro e o funcionamento do motor em ciclo Miller serão fundamentais para buscar essa eficiência.

Nova Tukan chega às lojas em 2027

Segundo a Volkswagen, a picape começará sua vida comercial já com 76% de componentes nacionais.

A produção deverá começar no final de 2026, enquanto o lançamento nas concessionárias está previsto para o primeiro trimestre de 2027.

A cor Amarelo Canário será usada na estreia, e a abertura da tampa da caçamba será feita por um puxador integrado ao logotipo da Volkswagen.

Antes disso, Barretos será responsável por uma etapa importante: mostrar finalmente como será a nova picape sem a camuflagem utilizada nos protótipos.

Com versões de trabalho, cabine dupla e sistema híbrido flex, a Volkswagen Tukan chega com uma missão bem maior do que simplesmente substituir a Saveiro. A marca quer disputar compradores tanto com a Strada quanto com picapes intermediárias, usando porte maior, eletrificação e uma gama mais ampla para tentar ganhar espaço no mercado brasileiro.

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