O Omoda 5 e o BYD Atto 2 DM-i seguem caminhos diferentes para reduzir o consumo de combustível. Enquanto o primeiro utiliza um sistema híbrido pleno, que dispensa recarga externa, o segundo aposta em uma configuração híbrida plug-in e pode rodar por distâncias maiores utilizando apenas eletricidade.
Essa diferença muda bastante a experiência de uso. Um deles funciona de maneira mais próxima a um carro convencional, enquanto o outro permite aproveitar a tomada para reduzir o uso do motor a combustão no dia a dia. Por isso, olhar apenas para autonomia ou consumo não conta toda a história.
Omoda 5 faz 15,1 km/l na cidade
O Omoda 5 HEV registra consumo de 15,1 km/l na cidade e 13,2 km/l na estrada, segundo os números oficiais do Inmetro.
Curiosamente, o resultado urbano é melhor do que o rodoviário. Entretanto, isso não representa uma anormalidade em um híbrido pleno.
No trânsito urbano, o carro passa por uma quantidade maior de frenagens e desacelerações. Dessa forma, o sistema consegue recuperar energia com mais frequência e utilizar o motor elétrico em diferentes momentos.
Já na estrada, onde a velocidade tende a permanecer mais constante, existem menos oportunidades para recuperar energia.
Por isso, os 15,1 km/l na cidade acabam sendo um dos principais números de eficiência do Omoda 5.

Como funciona o sistema híbrido do Omoda 5?
O Omoda utiliza uma arquitetura HEV, ou híbrida plena.
Nesse sistema, existe uma bateria, mas ela não precisa ser conectada a uma tomada. O próprio veículo cuida da recarga durante a utilização.
A energia vem tanto do motor a combustão quanto do sistema de regeneração presente nas reduções de velocidade e frenagens.
Além disso, o motor elétrico consegue movimentar o SUV sozinho em determinadas situações, principalmente em velocidades menores.
Entretanto, essa bateria não foi desenvolvida para permitir dezenas de quilômetros de condução exclusivamente elétrica.
A principal vantagem está justamente na facilidade de utilização. O motorista abastece normalmente e deixa o veículo decidir quando utilizar cada parte do sistema.
Por outro lado, não existe a possibilidade de chegar em casa, conectar o carro na tomada e realizar os trajetos seguintes utilizando prioritariamente eletricidade.
Quer saber mais detalhes sobre o Omoda 5? Assista ao vídeo abaixo do Portal Sua Rotina:
Atto 2 promete até 1.045 km de autonomia
O BYD Atto 2 DM-i segue outra proposta.
O modelo é um híbrido plug-in flex. Portanto, sua bateria pode receber energia de uma fonte externa, permitindo percorrer distâncias maiores sem ligar constantemente o motor a combustão.
Na versão GS, o Atto 2 utiliza uma bateria Blade de 18,03 kWh.
Segundo os números divulgados no ciclo NEDC, essa configuração pode percorrer até 110 km utilizando apenas eletricidade.
Já a autonomia combinada declarada chega a 1.045 km com gasolina.
Isso significa que, dependendo da rotina do proprietário e da frequência de recargas, parte considerável dos trajetos cotidianos poderá acontecer utilizando energia armazenada na bateria.

Atto 2 também terá bateria menor
A linha não ficará restrita à configuração de maior capacidade.
Na versão GL, o Atto 2 utiliza uma bateria Blade de 7,8 kWh.
Com ela, a autonomia exclusivamente elétrica declarada é de 45 km no ciclo NEDC.
Portanto, existe uma diferença importante entre as duas configurações.
A GS prioriza uma autonomia elétrica maior, chegando aos 110 km, enquanto a GL utiliza uma bateria menor e oferece alcance reduzido sem ligar o motor a combustão.
Ainda assim, as duas mantêm a proposta plug-in.
Atto 2 pode alimentar equipamentos externos
Outro recurso presente no SUV da BYD é a função VTOL.
Ela permite utilizar a eletricidade armazenada na bateria do veículo para alimentar equipamentos externos.
Além disso, o carregador interno aceita potência de até 6,6 kW em corrente alternada.
Assim, o proprietário consegue fazer a recarga por meio de uma fonte externa e aproveitar melhor o sistema híbrido plug-in.
Esse funcionamento exige uma rotina diferente daquela encontrada no Omoda 5. Para explorar todo o potencial do Atto 2, o acesso frequente a um ponto de carregamento passa a ser importante.
É possível comparar diretamente Omoda 5 e Atto 2?
Ainda não.
Os 1.045 km de autonomia combinada e os 110 km elétricos do Atto 2 GS foram obtidos no ciclo NEDC, utilizado em condições diferentes das adotadas no Brasil.
O modelo ainda não teve os números oficiais de consumo e autonomia publicados pelo Inmetro.
Por isso, não é correto colocar diretamente os 15,1 km/l do Omoda 5 ao lado dos 1.045 km do BYD como se fossem medições equivalentes.
Para uma comparação oficial, será necessário esperar a homologação brasileira do Atto 2.
Omoda 5 ou Atto 2: propostas são diferentes
O Omoda 5 HEV entrega 15,1 km/l na cidade e 13,2 km/l na estrada, com a vantagem de não exigir nenhuma mudança na rotina para recarregar a bateria.
Já o Atto 2 permite recarga externa e, na versão GS, promete até 110 km elétricos e 1.045 km de autonomia combinada pelo ciclo NEDC.
Portanto, o Omoda aposta na simplicidade de um híbrido que gerencia sozinho sua bateria, enquanto o BYD oferece maior possibilidade de utilização elétrica para quem consegue carregar o veículo regularmente.
A comparação definitiva de eficiência, porém, dependerá dos números do Atto 2 homologados pelo Inmetro.
Uma vez que você já sabe as diferenças entre os dois veículos, o Portal Sua Rotina quer saber: qual é a melhor opção para o mercado brasileiro? Comente!