Gabriel Bortoleto vive uma fase importante na Fórmula 1 e, aos poucos, começa a revelar detalhes de um projeto que promete mexer com o futuro do grid. Embora ainda esteja em início de trajetória na categoria, o brasileiro já demonstra maturidade ao falar sobre bastidores, referências e ambições.
Em entrevista ao jornal espanhol Mundo Deportivo, Bortoleto comentou o processo de transformação da equipe com a chegada da Audi, explicou como enxerga o ambiente interno e ainda falou sobre a influência de Fernando Alonso. Além disso, o piloto de 21 anos participou de uma dinâmica curiosa para montar o seu “piloto perfeito” da F1.
Audi muda o clima nos bastidores da equipe

Gabriel Bortoleto destacou que o projeto da Audi na Fórmula 1 representa uma oportunidade rara. Para o brasileiro, a entrada da fabricante alemã não significa apenas uma nova fase comercial, mas também uma mudança profunda de mentalidade dentro da equipe.
Segundo ele, o ambiente ficou mais ambicioso. Antes, havia uma tendência maior de aceitar pequenos avanços como suficientes. Agora, no entanto, a cobrança interna aumentou. Com isso, todos passaram a trabalhar com o objetivo de buscar resultados mais fortes e, futuramente, vitórias.
Na prática, essa mudança já aparece em pontos técnicos. Bortoleto citou a evolução nos pit stops como um exemplo claro. Embora pareça um detalhe isolado, uma parada mais rápida pode decidir posições importantes durante uma corrida. Portanto, cada décimo de segundo se torna essencial em um grid tão equilibrado.
Além disso, o brasileiro afirmou que a equipe está sendo construída com pessoas de mentalidade vencedora. Dessa forma, o projeto ganha força não apenas pela estrutura da Audi, mas também pela postura de quem trabalha diariamente nos carros.
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Bortoleto valoriza parceria com Hülkenberg
Outro ponto importante citado por Gabriel Bortoleto foi a relação com Nico Hülkenberg. Mesmo com a diferença de idade e experiência, os dois mantêm uma convivência positiva dentro e fora das pistas.
De acordo com o brasileiro, o contato com o alemão vai além dos finais de semana de corrida. Os dois também costumam se encontrar em períodos sem GPs, o que ajuda a fortalecer o ambiente interno. Assim, a parceria se torna útil tanto no lado pessoal quanto no desenvolvimento técnico da equipe.
Hülkenberg, por outro lado, oferece uma bagagem importante. Com muitos anos de Fórmula 1, o alemão conhece bem os desafios da categoria e pode ajudar Bortoleto em áreas como acerto do carro, leitura de prova e adaptação ao calendário.
Alonso aparece como grande inspiração

A ligação entre Gabriel Bortoleto e Fernando Alonso também ganhou destaque na entrevista. O brasileiro é gerenciado pela A14 Management, empresa liderada pelo bicampeão mundial, e reconhece o papel decisivo do espanhol em sua caminhada até a F1.
Para Bortoleto, Alonso é mais do que um empresário ou mentor. Ele vê o piloto da Aston Martin como uma referência de dedicação, competitividade e inteligência. Afinal, mesmo com mais de quatro décadas de vida e muitos anos no grid, o espanhol segue exigindo muito de si mesmo.
Além disso, o brasileiro se mostrou impressionado com a forma como Alonso mantém o foco mesmo quando o carro não permite brigar pelas primeiras posições. Portanto, a postura do veterano serve como exemplo para quem ainda está construindo sua história na categoria.
Bortoleto também revelou um lado mais leve dessa convivência. Segundo ele, Alonso continua competitivo até em disputas de kart com pilotos de sua agência. Ainda assim, essa atitude mostra exatamente por que o espanhol permanece como uma das grandes referências do automobilismo mundial.
Piloto perfeito reúne nomes fortes do grid
Na parte final da entrevista, Gabriel Bortoleto participou de uma dinâmica para escolher os melhores pilotos da F1 em diferentes características. Como resultado, o brasileiro montou uma espécie de “piloto perfeito” com atributos de vários nomes do grid atual.
Nas classificações, Bortoleto apontou Max Verstappen e Fernando Alonso como grandes referências. Já quando o assunto foi inteligência de corrida, o brasileiro escolheu Alonso sem hesitar, destacando a leitura estratégica do bicampeão.
Para ultrapassagens, Verstappen foi o nome lembrado. Isso acontece porque o holandês costuma combinar agressividade, precisão e confiança nas disputas diretas. Em contrapartida, na defesa de posição, Bortoleto citou Charles Leclerc, piloto da Ferrari.
Por fim, Lewis Hamilton apareceu como referência em ritmo de corrida. Na visão do brasileiro, o heptacampeão sabe administrar pneus, controlar momentos decisivos e manter consistência em provas longas.
Com essas escolhas, Gabriel Bortoleto mostrou que observa o grid com atenção e busca aprender com diferentes estilos. Portanto, além de viver os bastidores de um projeto ambicioso com a Audi, o brasileiro também demonstra entender que uma carreira sólida na F1 depende de talento, inteligência e evolução constante.