O encerramento do GP da Inglaterra colocou a direção de prova da Fórmula 1 no centro das discussões. Uma expectativa de relargada nas voltas finais acabou frustrada, e a corrida terminou atrás do Safety Car, provocando críticas de pilotos, especialistas e torcedores.
A decisão gerou forte reação em Silverstone, principalmente porque muitos acreditavam que ainda haveria uma última volta de disputa. O desfecho reacendeu o debate sobre possíveis mudanças no regulamento para evitar que corridas importantes terminem sem ação na pista.
Confusão sobre relargada aumentou a frustração
A polêmica começou depois que uma mensagem exibida durante a corrida indicou, de forma equivocada, que a relargada aconteceria na volta final.
Com isso, quem acompanhava a prova no circuito e pela televisão passou a esperar um encerramento em bandeira verde. No entanto, o Safety Car permaneceu na pista até a bandeirada.
A situação provocou vaias da torcida, que lotou Silverstone para acompanhar a etapa. O clima ficou ainda mais pesado porque o incidente ocorreu pouco depois do abandono de Max Verstappen, que deixou a corrida a quatro voltas do fim após um acidente no qual não teve responsabilidade.

Jenson Button defende mudança no regulamento
O campeão mundial de 2009 acredita que a Fórmula 1 deveria estudar alternativas utilizadas em outras categorias para evitar finais neutralizados.
Segundo Jenson Button, campeonatos como IndyCar e NASCAR costumam estender a corrida quando uma bandeira amarela acontece nas voltas finais, permitindo que a disputa termine em condições normais.
“Seria bom. É muito difícil por causa das cargas de combustível e outras coisas, mas outras formas de automobilismo, especialmente nos Estados Unidos, estendem por uma volta ou duas.”
Apesar da sugestão, o ex-piloto reconheceu que aplicar esse modelo na Fórmula 1 não seria uma tarefa simples.
“Eles são muito apertados nas cargas de combustível, mas seria bom ver um grande final.”
Martin Brundle propõe outras soluções
Martin Brundle também entrou no debate e apresentou alternativas inspiradas na IndyCar.
O comentarista lembrou que, nas voltas finais, os carros retardatários podem ser direcionados ao pit lane antes da relargada e retornar ao fim do pelotão. Outra possibilidade seria apenas mover esses pilotos para trás do grupo principal, acelerando o procedimento.
Além disso, Brundle citou a opção de interromper a corrida com bandeira vermelha e realizar uma nova largada parada. No entanto, ele reconheceu que esse processo também exige tempo e nem sempre seria viável.
Para o ex-piloto, o regulamento atual acaba prejudicando quem brigou pelas primeiras posições durante toda a prova e reduz o espetáculo para o público.
Ao comentar o assunto, Brundle ainda fez referência ao polêmico GP de Abu Dhabi de 2021, sugerindo que a discussão sobre procedimentos de Safety Car continua sendo um dos temas mais sensíveis da Fórmula 1.
Debate deve continuar nas próximas etapas
O desfecho do GP da Inglaterra reacendeu uma discussão antiga dentro da categoria. Enquanto alguns defendem manter o regulamento atual por questões de segurança, outros acreditam que a Fórmula 1 precisa encontrar soluções para garantir finais de corrida mais competitivos.
Depois da polêmica em Silverstone, a expectativa é que o tema continue sendo debatido entre equipes, pilotos e dirigentes ao longo da temporada de F1.