A Ducati 100 anos é um marco que se aproxima em 2026, celebrando um século de engenharia italiana que transformou o mercado global de motocicletas premium.
Embora a fabricante de Borgo Panigale seja frequentemente associada à exclusividade das pistas de corrida, os dados de mercado revelam, por outro lado, um fenômeno de popularização surpreendente.
Nesse sentido, nos últimos anos, a marca não apenas consolidou seu prestígio, como também registrou recordes de emplacamentos, inclusive em solo brasileiro, onde o crescimento tem sido constante.
Neste artigo, exploramos detalhadamente as três famílias de motocicletas que sustentam esse sucesso comercial. Além disso, apresentamos os valores atuais de mercado segundo a Tabela Fipe, revelando por que esses modelos se tornaram os pilares da longevidade da marca.
Recordes de desempenho: a trajetória da Ducati rumo ao centenário

Antes de detalharmos os modelos, é fundamental compreender a força comercial que a fabricante adquiriu recentemente. Globalmente, por exemplo, a empresa saltou de 59.447 unidades entregues em 2021 para 61.562 em 2022.
No Brasil, o cenário é igualmente de ascensão absoluta. De acordo com dados consolidados da Fenabrave, a marca registrou os seguintes números de emplacamentos nos últimos três anos:
- 2021: 1.060 unidades
- 2022: 1.098 unidades
- 2023: 1.210 unidades (O melhor resultado histórico no país)
Certamente, este crescimento pavimenta o caminho para a celebração da Ducati 100 anos, provando que a marca soube diversificar seu portfólio para além das superesportivas radicais.
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A hegemonia da Multistrada: a força das Big Trails no topo

Incontestavelmente, a família Multistrada assumiu o papel de protagonista financeira da companhia. Sob o mesmo ponto de vista, este modelo redefine o conceito de turismo de luxo ao unir a potência de uma superbike com a ergonomia necessária para longas viagens. Por consequência, em 2022, a versão V4 isolou-se na liderança global com impressionantes 10.716 motos entregues.
Por que o modelo domina as vendas? Em primeiro lugar, a resposta está no equilíbrio técnico. Com motores que entregam até 170 cv e tecnologias pioneiras, como o radar adaptativo, ela atrai o piloto que deseja performance sem, contudo, abrir mão do conforto.
Valores na Tabela Fipe:
- Multistrada V4S 2026 (Fipe): R$ 138.147
- Versão Zero KM (Preço Médio): R$ 149.997
Monster: a alma naked que conquistou gerações de motociclistas

A Ducati Monster é, historicamente, a principal responsável por manter a marca pulsante em momentos de transição. Além disso, ela se mantém firme no “Top 3” de vendas mundiais.
Em virtude desse sucesso, em 2021, a linha somou 8.734 unidades vendidas, provando que sua agilidade urbana e design minimalista continuam sendo uma porta de entrada emocional para novos “ducatistas”.
Mesmo com evoluções estruturais que geraram debates entre puristas, a Monster permanece visceral. Por esse motivo, no mercado de usados no Brasil, ela é uma das opções mais líquidas e procuradas atualmente.
Preços de referência (Fipe):
- Monster 821 (Modelos 2015/2016): Entre R$ 35.000 e R$ 37.000
- Gerações Recentes: Podem ultrapassar os R$ 67.000 em versões atualizadas.
Scrambler 800: o lifestyle que impulsiona o volume comercial

Frequentemente, o sucesso de uma marca premium depende da sua capacidade de ser acessível sem perder a essência. Nesse contexto, a Scrambler 800 cumpre esse papel com perfeição. Surpreendentemente, em 2021, ela chegou a superar a Monster em volume global, atingindo 9.059 unidades comercializadas.
Com uma pegada retrô e manutenção simplificada para os padrões da marca, a Scrambler é o modelo de “lifestyle” por excelência. Assim, ela acaba atraindo um público jovem e urbano que valoriza a estética clássica aliada à tecnologia moderna.
Cotação de mercado:
- Scrambler Icon 800 Zero KM: Aproximadamente R$ 76.000
- Scrambler Icon 2016 (Usada): Na faixa de R$ 31.700
- Modelos 2024/2025: Acima de R$ 65.000
O futuro da Ducati aos 100 anos
Ao analisarmos os números e a diversidade desses três modelos, fica claro que a estratégia da Ducati 100 anos foi pautada na versatilidade.
Em resumo, a marca amadureceu ao entender que a paixão pelas pistas (DNA Panigale) atrai o olhar, mas são a Multistrada, a Monster e a Scrambler que sustentam o negócio no dia a dia. Com um crescimento sólido no Brasil, a fabricante chega ao seu centenário provando, enfim, que a sofisticação italiana pode ser um sucesso de vendas em larga escala.





