As obras no Autódromo Internacional Ayrton Senna entraram em sua fase decisiva, consolidando o retorno da elite do motociclismo mundial ao país. 

O governo de Goiás confirmou, nesta quinta-feira (5), que 95% das intervenções já foram concluídas, garantindo que a estrutura esteja apta para sediar a MotoGP entre os dias 20 e 22 de março de 2026. 

A etapa marca o fim de um hiato de mais de duas décadas sem provas da categoria Rainha em solo brasileiro.

Modernização e homologação: O novo padrão de Goiânia

Foto: André Saddi e Cristiano Borges

Para receber a certificação necessária da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), o circuito goiano passou por uma reformulação profunda.

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O foco central foi a segurança e a infraestrutura de suporte, com a reconstrução total dos 3.825 metros de pista.

Principais melhorias na infraestrutura:

  • Pista: Recapeamento completo, instalação de novas zebras, barreiras de pneus e guard-rails.
  • Edificações: Construção de uma torre de controle inédita e um centro médico de alta complexidade.
  • Suporte: Ampliação do paddock, modernização dos camarotes, sala de imprensa e reforma dos blocos administrativos.

Recentemente, a pista passou pelo “Desafio de Campeões”, um evento teste que funcionou como simulado geral. 

Durante as atividades, fiscais, socorristas e a direção de prova validaram os protocolos que serão aplicados durante o fim de semana oficial do Grande Prêmio.

Impacto econômico e o desafio da hotelaria

A expectativa é que a passagem da MotoGP por Goiânia gere uma movimentação financeira superior a R$ 860 milhões. No entanto, o sucesso comercial do evento enfrenta o desafio da especulação nos serviços.

O Procon de Goiás notificou 25 estabelecimentos hoteleiros após identificar reajustes que ultrapassaram 1.400% em comparação a períodos comuns.

Em casos extremos, pacotes de hospedagem para os três dias de evento chegaram a ser ofertados por R$ 8.955, o que motivou a intervenção dos órgãos de defesa do consumidor.

O histórico do mundial de motovelocidade no Brasil

O retorno a Goiânia resgata uma tradição interrompida. A capital goiana já foi sede do Mundial entre 1987 e 1989. Após esse período, a categoria passou por Interlagos (1992) e teve uma longa estadia no Rio de Janeiro (Jacarepaguá), onde correu pela última vez em 2004.

Após diversas tentativas frustradas de levar a prova para Brasília ou para o projeto de Deodoro, o Autódromo Ayrton Senna assume o protagonismo. 

Esta será a segunda etapa do calendário da temporada 2026, ocorrendo logo após a abertura do campeonato na Tailândia.

Com a vistoria técnica liderada pela cúpula do governo estadual e o cronograma de obras em estágio avançado, Goiânia se prepara para ser o epicentro do motociclismo na América Latina. 

Entre os dias 20 e 22 de março, os motores voltam a roncar no Brasil, unindo infraestrutura moderna a um impacto econômico sem precedentes para a região.


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