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Pedágio ambiental em Bombinhas: a TPA é obrigatória para entrar na cidade?

Quem visita Bombinhas, no Litoral Norte de Santa Catarina, frequentemente se depara com dúvidas sobre a Taxa de Preservação Ambiental (TPA).

A cobrança ocorre nos acessos ao município, mas não funciona como um pedágio convencional.

Mesmo com a taxa em vigor, veículos não são impedidos de entrar na cidade de forma imediata. A TPA tem regras próprias de controle e cobrança, diferentes das praticadas em rodovias pedagiadas.

O que acontece se a TPA não for paga

Quando o pagamento não é realizado no momento da entrada, o sistema registra os dados do veículo. Posteriormente, o proprietário recebe uma notificação de cobrança no endereço cadastrado.

Esse modelo é conhecido como cobrança amigável e foi adotado pelo município após orientação do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Nesse estágio inicial, não há geração automática de dívida.

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Somente após o envio de três notificações sem pagamento é que o débito pode ser encaminhado para protesto e inscrito em dívida ativa municipal, passando a ter natureza semelhante à de um tributo.

O não pagamento gera restrições ao contribuinte

Embora a inadimplência não resulte em negativação do nome em cadastros como SPC ou Serasa, a pendência com a TPA traz consequências práticas.

Quem possui débito em aberto pode enfrentar impedimentos em operações no município, como negociações imobiliárias, financiamentos e acesso a determinados serviços oferecidos pela administração pública local.

O que é a Taxa de Preservação Ambiental de Bombinhas

Criada por lei municipal em 2015, a TPA surgiu como resposta ao intenso fluxo turístico, especialmente durante a alta temporada.

A proposta foi equilibrar o número de visitantes com a capacidade da cidade de manter sua infraestrutura e preservar o meio ambiente.

Segundo a Prefeitura, os recursos arrecadados deveriam ser aplicados em ações como limpeza urbana, educação ambiental, ampliação da coleta seletiva, manutenção das praias, infraestrutura turística e preservação da certificação Bandeira Azul.

Como funciona o pagamento da TPA

O pagamento pode ser feito de forma antecipada pelo site oficial do município ou pelo aplicativo da TPA, com opção de Pix. Também há totens de autoatendimento e pórticos de cobrança instalados nos principais acessos à cidade.

Os totens estão localizados em pontos como o Komprão Koch Atacadista, no Sertãozinho; o Shopping Tropical, no Centro; o Supermercado Comper, em Bombas; e o Pórtico do Morro do Macaco, em Canto Grande. A cobrança também ocorre nos pórticos dos bairros Bombas e Zimbros.

Valores atualizados da TPA em Bombinhas

Desde 1º de janeiro, a TPA passou a ser cobrada com valores reajustados. A taxa é calculada com base na Unidade Fiscal de Referência Municipal (UFRM) e convertida para reais conforme o tipo de veículo.

A tabela abaixo apresenta os valores da Taxa de Preservação Ambiental (TPA) em vigor desde 1º de janeiro, conforme o tipo de veículo:

Tipo de veículoValor (R$)
Motocicletas, motonetas e bicicletas a motor5,00
Veículos de passeio40,00
Caminhonetes e furgões60,00
Vans e micro-ônibus80,00
Caminhões120,00
Ônibus200,00

Esses valores são convertidos a partir da Unidade Fiscal de Referência Municipal (UFRM) e aplicados no momento de entrada na cidade.

Questionamentos sobre o uso dos recursos arrecadados

Desde a criação da TPA, a destinação dos valores arrecadados tem sido alvo de críticas e fiscalizações.

Auditorias iniciadas em 2019 apontaram que grande parte dos recursos foi direcionada a despesas administrativas e serviços de limpeza urbana.

Em diversos anos, a aplicação direta em ações ambientais ficou abaixo de 1% da arrecadação total. Em 2023, esse percentual chegou a 3,6%, o maior da série histórica, mas ainda considerado insuficiente pelo Tribunal de Contas.

O órgão reconheceu que mudanças na legislação permitiram o uso da TPA em limpeza urbana e saneamento, mas alertou que essa prática se distancia do objetivo ambiental que justificou a criação da taxa.

Diante desse cenário, o Tribunal de Contas determinou que o município elaborasse um plano de ação com metas para ampliar os investimentos em preservação ambiental, sob risco de responsabilização em caso de descumprimento.

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